quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2009 foi um ano muito proveitoso para as curtas portuguesas

in Destak 31/12/09

A Agência da Curta Metragem assinalou em 2009 uma década de actividade e Miguel Dias, um dos directores da estrutura, defende que esse foi “um ano muito proveitoso” para a produção nacional de filmes com duração até 60 minutos.

Em 2008, a Agência teve em circulação 107 curtas-metragens recentes de produção ou co-produção portuguesa, entre as quais se incluíram documentários, filmes animados e obras de ficção e experimentais. Essas curtas foram depois seleccionadas para 544 exibições em festivais ou mostras de cinemas no Portugal e no estrangeiro.

Quanto a 2009, Miguel Dias só tem dados até 31 de Agosto, mas garante: só na primeira metade do ano, o catálogo da Agência já apresentava 120 filmes. No mesmo período, as curtas portuguesas também registaram um aumento ao nível da selecção para difusão pública, acumulando 318 exibições quando, entre Janeiro e Agosto de 2008, se ficavam pelas 289.

Para o mesmo responsável, esses números significam que “a Agência soube acompanhar o crescimento da produção nacional ao nível da quantidade e da qualidade”, e “é graças a isso que, hoje em dia, os filmes portugueses são vistos em centenas de festivais pelo mundo fora”.

Miguel Dias reconhece, contudo, que 37 por cento dessa participação em eventos de cinema cabe a apenas 10 filmes, sete dos quais de animação. Entre essas 10 obras destaca duas curtas animadas – “Passeio de domingo”, de José Miguel Ribeiro, e “Guisado de galinha”, de Joana Toste – e dois filmes de ficção – “3 x 3”, de Nuno Rocha, e “Corrente”, de Rodrigo Areias.

Consolidada a aceitação das obras portuguesas no estrangeiro, a Agência da Curta Metragem concentra agora as suas atenções na audiência nacional. Miguel Dias anuncia: “A nossa preocupação, até 2011, é tentar colocar os filmes da Agência em circuitos de distribuição alternativos em Portugal”.

“Aqui ainda não existe a tradição de apresentar programas de curtas-metragens em espaços públicos”, observa esse responsável. “Fora dos circuitos comerciais, não há muitos espaços onde isso se possa fazer e essa é a dificuldade que temos que contornar, procurando envolver teatros municipais, cineclubes e associações”.

Em 2010, a Agência propõe-se também “reforçar a organização de programas de curtas orientados para públicos específicos”. Miguel Dias refere-se sobretudo aos “espectadores mais jovens” e justifica: “As crianças são sempre um bom público e, quanto mais cedo forem iniciadas no cinema, melhor vão desenvolver a sua sensibilidade para essa área”.

Artes: Concursos para apoios abrem na 1ª semana Janeiro

in Diário Digital 31/12/09

O director-geral das Artes, Jorge Barreto Xavier, assegurou hoje que os concursos pontuais e anuais de apoio às artes para 2010 vão abrir na primeira semana de Janeiro do próximo ano.

Os concursos serão abertos «até ao fim da primeira semana activa do mês de Janeiro», disse o responsável da Direcção-Geral das Artes (DGA), contactado pela Agência Lusa na sequência de uma carta enviada pelo Bloco de Esquerda ao Ministério da Cultura, denunciando alegados atrasos.

Os bloquistas divulgaram quarta-feira uma nota de imprensa comunicando que tinham enviado uma pergunta ao Ministério da Cultura (MC) sobre este processo, depois de terem tido conhecimento de denúncias de atrasos por parte de vários agentes culturais do país.

Trindade repõe peça de Fernando Pessoa

in Correio da Manhã 31/12/09

O Teatro da Trindade acaba de anunciar que, dado o sucesso obtido junto do público na temporada passada, o espectáculo ‘Havia um Menino que Era Pessoa’ prolonga a sua carreira em 2010.

O espectáculo – um projecto interactivo que tem como ponto de partida o livro ‘O Melhor do Mundo são as Crianças’ – é interpretado por José Figueiredo Martins e tem encenação de Lucinda Loureiro, actriz que o público tão bem conhece da televisão.

Servindo-se de textos que Fernando Pessoa escreveu para os seus sobrinhos – mas não só – este projecto de câmara, que pode ser visto por 50 pessoas de cada vez, foi concebido a pensar especificamente nas crianças do 1º e 2º Ciclos e convida-as a participar nas dramatizações sugeridas pelos poemas.

Serve, assim, de introdução ao complexo mas fascinante universo do principal poeta modernista português e tem como atractivo extra o facto de contar com uma forte componente de vídeo e multimédia (da responsabilidade de Adriano Filipe e Cristina Novo).

‘Havia Um Menino que Era Pessoa’ estará em cena no Salão do Teatro da Trindade de 8 de Janeiro a 27 de Março, sempre aos sábados, às 15h00.

«Com o bebé somos sete» estreia a 7 pela Escola de Mulheres

in Diário Digital 31/12/09

A peça «Com o bebé somos sete», de Paula Vogel, comédia sobre novos conceitos de família, estreia a 07 de Janeiro, em Lisboa, com encenação de Marta Lapa e interpretação de Cristina Carvalhal, Margarida Gonçalves e Sérgio Praia.

Trata-se da primeira produção que a Escola de Mulheres - Oficina de Teatro irá estrear no Clube Estefânia, espaço que programa actualmente.

Com música original de João Lucas, cenografia e figurinos de Ana Luena, desenho de luz de Inês Pombo, design gráfico de Vasco Lopes, cenário de André Dias, Ricardo Ferreira e Carla Rosário, o espectáculo, dirigido ao público maior de 16 anos, tem produção executiva de Manuela Jorge.

Serralves: Gomes de Pinho deixa hoje presidência

in Diário Digital 31/12/09

António Gomes de Pinho deixa esta quinta-feira a presidência da Fundação de Serralves, no Porto, passando a liderar o Conselho de Fundadores, disse fonte da instituição.
A fonte explicou que o sucessor de Gomes de Pinho na presidência será escolhido na próxima reunião do Conselho de Administração da fundação, que ainda não foi agendada.

Na liderança do Conselho de Fundadores, para a qual foi escolhido por unanimidade, Gomes de Pinho vai substituir João Marques Pinto, que terminou o seu mandato no passado dia 15.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Dez espectáculos para 2010

in Time Out 30/12/09

Olga Roriz numa mega produção da Sagração da Primavera, uma nova peça de Tim Crouch e até uma revista que passa em revista... 2009. Ana Dias Ferreira apresenta uma selecção de espectáculos a não perder em 2010.

12 a 20 de Janeiro: Maria Mata-os no Teatro Maria Matos
É uma revista à portuguesa, com certeza. Passa em revista 2009, tem música e crítica, mas as semelhanças com o que estamos habituados a ver dentro do género acabam aí. Maria Mata-os é uma criação da companhia Primeiros Sintomas e promete estar recheada de irreverência, chegando mesmo a partir do pressuposto de que o Parque Mayer está a arder. O texto é de Miguel Castro Caldas e os encenadores/ensaiadores são Bruno Bravo e Gonçalo Amorim.

14 de Janeiro a 14 de Fevereiro: A Cidade no Teatro São Luiz
Luis Miguel Cintra pegou em vários textos de Aristófanes para pensar a questão do que é a vida democrática numa cidade, hoje. A Cidade é uma peça que junta erudição, crítica e também humor. A prová-lo está o facto de a equipa habitual do Teatro da Cornucópia – onde se incluem Cintra, Márcia Breia, Rita Durão e Nuno Lopes – ter aqui a companhia de nomes como Bruno Nogueira, Gonçalo Waddington e Maria Rueff.

22 e 23 Janeiro: Sutra no CCB
Ninguém imaginava que isto fosse possível, mas as estrelas deste espectáculo de dança são 17 monges do Templo Shaolin. A proposta é do coreógrafo Sidi Larbi Cherkaoui, que regressa assim ao CCB depois de zero degrees.

18 de Fevereiro a 28 de Março: Rei Édipo no Teatro D. Maria II
Jorge Silva Melo estreia, com os seus Artistas Unidos, a versão que construiu da tragédia escrita por Sófocles, uma das peças mais interpretadas em todo o mundo. O desafio foi lançado por Diogo Infante, que interpreta o papel principal, o Rei Édipo.

11 de Março a 18 de Abril: On an Average Day no D. Maria II
O realizador Marco Martins regressa ao teatro na companhia de Nuno Lopes e Gonçalo Waddington para encenar um drama psicológico escrito pelo dramaturgo americano John Kolvenbach.

Abril e Maio: Agora a Sério no Teatro Aberto
Depois do espectáculo construído com Ricardo Araújo Pereira a partir da Teoria dos Actos de Fala de John Austin, Pedro Mexia estreia-se, Agora a Sério, na encenação de uma peça de teatro. O texto é de um dos seus dramaturgos preferidos, Tom Stoppard, cuja peça, Rock 'n' Roll, esteve também no Teatro Aberto.

15 de Abril a 13 de Junho: Quixote no Teatro da Trindade
João Brites constrói, com O Bando, uma peça sobre um dos heróis mais famosos da literatura. A peça, que na verdade é uma “ópera desdentada” (ainda não sabemos mais do que isto) é construída a partir de Vida do Grande D. Quixote de La Mancha e do Gordo Sancho Pança de António, de José da Silva.

29 de Maio a 3 de Junho: A Sagração da Primavera no CCB
É um dos momentos do ano: Olga Roriz coreografa a mítica obra de Igor Stravinsky com a participação da Orquestra Metropolitana de Lisboa e uma grande produção que envolve 22 bailarinos e promete encher o Grande Auditório do CCB. Sobre o projecto, a coreógrafa diz: “A Sagração é um desafio, um risco, um precipício no abismo.” Um desafio, acrescenta Roriz, ao qual “chegou o louco momento de me atirar com toda a minha paixão”.

Julho: Sonho de Uma Noite de Verão no CCB
A companhia Teatro Praga pega na peça Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare, e junta-lhe a ópera de Henry Purcell, The Fairy Queen, para um espectáculo comemoração que fala à nossa época. E se a companhia encabeçada por Pedro Penim já é conhecida pelas festas que faz em palco, imagine-se o que acontecerá aqui, numa mega produção à escala do Grande Auditório do CCB.

23 a 25 de Novembro: O Autor na Culturgest
É o mais recente texto/espectáculo de Tim Crouch, um nome que nos foi apresentado por três vezes na Culturgest e que, graças à mesma sala, continuaremos a seguir no novo ano. O Autor estreou-se no Royal Court Theatre de Londres (o que por si só já vale como garantia de qualidade) e é uma peça sobre a violência, a figura do autor e o próprio público de teatro, que aqui se senta num frente a frente.

Museu Colecção Berardo: mais de meio milhão de visitas em 2009

in Público 30/12/09

Dois anos e meio após a sua abertura, o Museu Colecção Berardo já acolheu perto de um milhão e meio de visitantes. Só este ano visitaram aquele espaço mais de meio milhão de pessoas (625 mil). Em 2010 o museu continuará a apostar nas colecções temporárias, incluindo a primeira grande exposição antológica da artista plástica Joana Vasconcelos intitulada “Sem Rede”, entre 1 de Março e 18 de Maio.

A exposição “Amália, Coração Independente” - uma retrospectiva da vida da fadista que vai estar no museu Berardo e no museu da Electricidade até ao próximo dia 31 de Janeiro - tem registado grande afluência, tendo tido até ao momento mais de 70 mil visitas, indicou o museu em comunicado.

As duas mostras da Colecção Berardo acolheram mais de 127 mil visitas ao longo de 2009 e, das 14 exposições temporárias, destacaram-se três: a primeira mostra em Portugal do artista Peter Kogler, que contou com 55.188 visitas; a exposição “Art Déco e os seus inimigos” que acolheu 50.782 visitantes; e a retrospectiva da obra do arquitecto Pancho Guedes “Vitruvius Mozambicanus” que recebeu 48 326 visitas.

Em 2010 o museu irá continuar a oferecer um leque muito variado de novidades aos seus visitantes.

Destaca-se aqui a primeira grande exposição antológica de Joana Vasconcelos intitulada “Sem Rede”. A sua obra tornou-se mais conhecida do público português a partir de 2005, quando apresentou "A Noiva", um lustre feito com vinte mil tampões higiénicos femininos (agora na Colecção António Cachola) e que foi escolhido como peça da entrada da Bienal de Veneza daquele ano.

De realçar também a sexta edição da mostra BESPhoto (1 de Fevereiro a 4 de Abril), para a qual foram seleccionados trabalhos dos artistas André Cepeda, Filipa César e Patrícia Almeida.

No primeiro trimestre destaca-se igualmente a mostra do artista americano Robert Longo, que se demarca pela originalidade das técnicas e das temáticas com o uso da grafite e do lápis; “A viagem como exílio”, de Annemarie Schwarzenbach, cuja exposição abordará a sua produção sobre a Europa em preparativos de guerra: Polónia (1937) e Áustria (1938), incluindo uma parte pouco conhecida que foi realizada em Lisboa (1941-1942) e em África (São Tomé e Congo Belga, 1942), avança o comunicado do museu.

Até ao final do ano, outras exposições temporárias merecem igualmente destaque, nomeadamente a exposição “Gémeos”, dos irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo, internacionalmente consagrados graffiters brasileiros; a exposição Warhol TV, que pretende mostrar essa faceta do artista, pouco explorada e conhecida quando comparada com as outras formas de arte a que se dedicou; e ainda a exposição “Five Rings sixteen stones” de Orla Barry & Rui Chafes.

O museu salienta ainda em comunicado as iniciativas orientadas para um público mais diversificado, nomeadamente através de actividades para “Bebés no Museu”, onde pais e filhos poderão em conjunto brincar e envolverem-se em novas experiências; e para aqueles que gostam de se aventurar em actividades de grupo (amigos ou família) mais prolongadas, o museu sugere “Um Dia no Museu Berardo”.

Maria João Pires e ciclo sobre Schumann no início 2010 no CCB

in Diário Digital 30/12/09

O regresso da pianista Maria João Pires para interpretar Franz Schubert e um ciclo dedicado ao compositor alemão Robert Schumann vão marcar o primeiro trimestre da temporada de 2010 no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

Maria João Pires estará no Grande Auditório do CCB a 16 de Janeiro, desta vez acompanhada pelo tenor Rufus Muller para tocar uma peça maior do repertório do Lied, «A Viagem de Inverno», do compositor austríaco Franz Schubert.

Em Fevereiro, o centro evoca o compositor alemão Robert Schumann no segundo centenário do nascimento através de uma série de recitais de piano e concertos de câmara que trarão a Belém os pianistas Piotr Andersewski, Jean-Efflam Bavouzet, Roger Vignoles e Joao Paulo Santos, o barítono Florian Boesch e o violinista Bruno Monteiro.

«Contos em Viagem» chega ao Fórum Romeu Correia em Janeiro

in Diário Digital 30/12/09

O Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, recebe a partir de 15 de Janeiro de 2010, no auditório Fernando Lopes-Graça, o espectáculo «Contos em Viagem – Outras Rotas», com encenação de Miguel Seabra, peça que se debruça sobre uma viagem pelo Brasil.
A interpretação é de Gina Tocchetto (texto) e António Pedro (Música), numa peça concebida a partir de textos de vários autores, segundo o divulgado em comunicado. A selecção de textos e a dramaturgia são de Natália Luíza.

«[No espectáculo] «É proposta uma viagem através de um rio, o Rio de São Francisco, o maior rio que nasce e desagua em território brasileiro, percorrendo cinco estados: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe», segundo o fórum.

O texto é de Adélia Prado, Affonso Romano de Sant´Anna, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, João Guimarães Rosa, João Ubaldo Ribeiro, Jorge Amado, Ledo Ivo e Mauro Mota.

Trata-se do terceiro momento do projecto «Contos em Viagem», depois de «Brasil» (2006) e «Cabo-Verde» (2007).

O espectáculo, dirigido a maiores de seis anos, tem cerca de uma hora de duração, sem intervalo.

O preço é de 6 euros, havendo descontos de 50% para jovens e reformados.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Museu de Arqueologia vai mesmo para a Cordoaria

in Público 29/12/09

A nova ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, vai manter a polémica decisão do seu antecessor, José António Pinto Ribeiro, e transferir o Museu Nacional de Arqueologia da ala sul do Mosteiro dos Jerónimos para a Cordoaria Nacional, em Lisboa, onde se prevê que venha a ocupar o Torreão Norte e o corpo central do edifício.

Canavilhas, que ontem esteve reunida ao longo de mais de duas horas com cinco representantes da Associação de Arqueólogos Portugueses (AAP), fez saber que a decisão é "inquestionável" mas, mesmo assim, conseguiu encerrar o encontro com um voto de confiança da associação que, devido a esta mesma decisão, prometeu a Pinto Ribeiro "uma guerra até ao final do mandato".

"Continuo a achar uma má escolha e a defender que a melhor opção seria a construção de um edifício de raiz", explicou ontem ao PÚBLICO José Morais Arnaud, presidente da AAP, mas ressalvando que, apesar disso e de não ter encontrado disponibilidade para devolver à arqueologia a autonomia que teve antes da extinção do seu próprio instituto (o IPA, Instituto Português de Arqueologia), a "grande receptividade" da ministra criou "expectativas".

"Notámos vontade de resolver algumas questões que se vêm arrastando. Em relação a contactos com ministros anteriores, que nos pareceram meras formalidades, neste caso houve um diálogo bastante aberto, olhos nos olhos, em que muitas vezes a senhora ministra questionou os nossos motivos e contrapôs. Creio que este tipo de diálogo não existia desde o tempo do ministro Carrilho. Ficámos com a impressão de que as nossas razões serão, pelo menos, pensadas", disse ainda ao PÚBLICO Morais Arnaud.

Entre outros pontos, Canavilhas e os representantes da AAP discutiram também a criação de uma Ordem dos Arqueólogos (deverá transformar-se numa proposta da AAP a aprovar pelo Ministério da Cultura) e o futuro modelo de gestão do Museu de Arte Rupestre do Vale do Côa. Ainda em fase de estudo embrionário, segundo Morais Arnaud, poderá passar tanto pela criação de uma fundação como por um modelo de gestão regional, com envolvimento das câmaras locais.

Prémio Eduardo Prado Coelho foi criado

in Correio da Manhã 29/12/09

A Câmara de Famalicão e a Associação Portuguesa de Escritores (APE) decidiram criar um prémio literário chamado Eduardo Prado Coelho em homenagem ao autor, na sequência da aprovação por unanimidade de um protocolo de cooperação entre as duas instituições.

Para Armindo Costa, presidente da autarquia, urge “difundir o pensamento e obra de Prado Coelho”, que considera ter sido um “intelectual e grande ensaísta”.

De acordo com o gabinete da presidência, o galardão, que será um montante de 7500 euros e terá a primeira edição já em 2010, propõe-se destacar todos os anos um ensaio literário escrito em português por um escritor de nacionalidade portuguesa.

Esta iniciativa contará com a ajuda financeira da Câmara de Famalicão, que promete arcar com os custos da promoção e divulgação do prémio, disponibilizando uma verba de cinco mil euros para este efeito.

Por outro lado, a APE irá “tomar todas as medidas e procedimentos para promover o prémio e nomear os membros do júri, bem como coordenar todo o processo de escolha do vencedor”.

Em Março de 2008, a Biblioteca de Famalicão mostrou ao público o espólio de Prado Coelho, que o escritor doou ao município. São 12 500 títulos sobre linguística, psicanálise, cinema, arquitectura, fotografia e artes plásticas.

Eduardo Prado Coelho, falecido em 2007, foi escritor, crítico literário e ensaísta.

"Agora, o vedetismo é criado pela TV"

in JN 29/12/09

Júlio Cardoso cumpre 50 anos de uma carreira dedicada ao teatro, mas com incursões frequentes por cinema e televisão.

Hoje, estreia no Teatro do Campo Alegre, no Porto, "Eu sou a minha própria mulher", monólogo em que interpreta 30 personagens.

Assume-se como um privilegiado por continuar, ao cabo de 50 anos, a exercer com a paixão e o desassossego de sempre a representação. Esperançado por natureza, Júlio Cardoso, de 71 anos, acredita que as actuais dificuldades não são uma fatalidade e aponta a aprendizagem permanente como segredo da longevidade. "Ai do actor que julga saber tudo!", desabafa. "Eu sou a minha própria mulher", com encenação de João Mota, está em cena hoje e amanhã, às 21.45 horas, no Teatro do Campo Alegre, no Porto. O espectáculo comemorativo dos 50 anos de carreira regressa a 7 de Janeiro e prolonga-se até 15 de Fevereiro.

Acreditava ser possível chegar aos 50 anos de carreira tão activo?

Esses anos são o testemunho de uma história não só local como também nacional e universal. Cada vez mais, um actor tem que saber observar e pensar, porque o ser humano vive a uma velocidade tal que pensa apenas em sobreviver e pouco medita nas suas reais capacidades.

Como deve o actor adaptar-se a essa mudança de paradigmas?


Não é fácil. No meu caso, passei, na juventude, por muitas escolas e movimentos com o objectivo de encontrar respostas. Agora, sei que o teatro é fruto de saberes complexos. Não é uma comunicação de massas ou algo abstracto, mas uma arte viva e directa.

O que procura quem vai ao teatro?

O teatro faz parte da própria natureza humana. Há quem venha porque pretende aprofundar o pensamento e interrogar-se sobre o que o cerca, mas a maioria fá-lo por necessidade, obedecendo a razões inconscientes.

Há cada vez mais candidatos a actores. O que há alguns anos era uma vocação não é hoje mais uma carreira?

A "morangada" levou muitos adolescentes a quererem ser actores. É claro que muitos deles acabam por seguir outras vias, ao compreenderem que o teatro não é o que julgavam ser. O que deve caracterizar um actor é o desassossego permanente. Quanto mais evoluímos, mais inquietos ficamos, porque temos ambição de ir sempre mais além. Essa é a grande tragédia do actor contemporâneo.

Apesar do aumento de oportunidades, não haverá mais precariedade?

Agora, o vedetismo é criado pela televisão. Vemos actores de 35ª categoria, presenças assíduas na imprensa cor de rosa, a encherem salas...

É uma lógica muito injusta para os jovens com valor, concorda?

É terrível. Mas acredito que é possível estabelecer compromissos. Veja-se o António Fagundes, que cola milhões de pessoas em frente ao ecrã, mas que, sempre que pode, leva Shakespeare ao Brasil mais profundo.

Por muito importante que seja a formação, crê que a tarimba do palco é insubstituível?

Claro. Há uns anos, não existiam escolas como agora, mas havia mestres. Enquanto hoje os jovens dizem que se formaram no Conservatório, dantes, bastava-nos dizer que passámos pelas mãos de um grande encenador, porque isso era sinónimo de qualidade.

Lamenta que figuras como António Pedro, cujo centenário do nascimento foi assinalado há poucas semanas, estejam hoje quase esquecidas?

O problema do António Pedro foi ter criado muitos mais inimigos do que admiradores. Como estava muito acima da média, sofria com o ódio dos outros. A inveja só nos torna mais pequenos.

Por que escolheu o texto "Eu sou a minha própria mulher" para assinalar os 50 anos de carreira?

Durante muito tempo, acalentei a esperança de levar por diante um projecto do Ulisses Cruz para representar o "Rei Lear". Abortada que foi, pelo menos para já, essa ideia, surgiu a hipótese de apresentar esta peça e fui logo cativado por ela, já que se trata de um desafio grande. É um monólogo no qual vou interpretar perto de 30 personagens. Depois do Teatro do Campo Alegre, vou apresentar o espectáculo um pouco por todo o país.

Com tanta actividade, defende que um verdadeiro actor não se reforma?


É preciso saber gerir uma carreira. Estar sempre no apogeu também cansa e, por esse motivo, temos que saber escolher as alturas certas para abraçarmos determinados projectos. Orgulho-me de ter sabido dizer "não" nas alturas certas.

Nesse tempo todo, as alegrias foram superiores às tristezas?


Sem dúvida! Uma das principais lições que aprendi com os mestres foi a de entregar-me ao máximo, quer esteja a actuar para 500 pessoas ou para uma. Esse único espectador pode ter feito muitos quilómetros para nos ver e merece o máximo respeito.

E mantém a capacidade de sonho?

Posso morrer hoje, mas não deixo de ser um dos maiores milionários de sonhos do país.

Ao fim de tantos anos, o palco já não deve ter grandes segredos para si.

Há sempre segredos. O desassossego de um actor é provocado pelo desejo de fazer cada vez mais e melhor. Ai do actor que julga saber tudo!

A ida para Lisboa afigura-se cada vez mais indispensável para um actor que hoje queira singrar no meio?

É verdade, mas uma cidade como o Porto deveria ter orgulho em ter duas escolas superiores de teatro. O que vemos, contudo, é uma região a definhar a vários níveis. Acredito que o país só vai melhorar quando a região Norte, e o Porto em particular, voltar a registar índices de crescimento elevados.

O seu percurso prova que não é forçoso sair do Porto para construir uma carreira.

Não sou só eu, felizmente. O Porto, já dizia o Garrett, é uma cidade madrasta para os seus artistas. Quando o Manoel de Oliveira é obrigado a produzir os seus filmes em Lisboa, está tudo dito. Do Porto têm saído propostas fantásticas, mas só atingem esse estatuto depois de chegarem à capital do império.

O Porto está condenado a ser um alfobre?

Estou esperançado que, com a regionalização, haja uma inversão do actual estado de coisas.

Theatro Circo recebe 2 M€ de apoio da Câmara de Braga

in Diário Digital 28/12/09

A Câmara de Braga vai comparticipar com dois milhões de euros o orçamento do Theatro Circo para 2010 e 2011, fazendo-o através de um contrato-programa a votar, quinta-feira, na reunião do Executivo, anunciou hoje o Município.

Fonte do Gabinete da Presidência adiantou que o Theatro Circo é «um pólo aglutinador e despoletador de dinâmicas culturais junto dos públicos da cidade e da região», prosseguindo «a realização de actividades culturais de acordo com o interesse público e as orientações da Câmara».

O apoio assenta igualmente no facto da casa de espectáculos «prosseguir uma política de preços de que, nalguns casos, resultam receitas operacionais inferiores aos custos anuais».

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

As prioridades da cultura para 2010

in Diário Digital 28/12/09

Património edificado e imaterial, museus e criação artística são as áreas apontadas por diferentes programadores culturais como prioritárias face à possibilidade de aumento do orçamento do Ministério da Cultura.

O coordenador do Programa Criatividade e Criação Artística da Fundação Gulbenkian, José António Pinto Ribeiro, afirmou à Lusa que «antes de mais é necessário fazer um diagnóstico das deficiências de funcionamento, das limitações operacionais e, depois, construir um programa cultural que ultrapasse o programa do Governo que, tal como está, é absolutamente inconsequente».

Para o ensaísta, «há que dar prioridade à recuperação e reposicionamento dos equipamentos já existentes».

Desta mesma opinião partilha Ana Coelho, directora executiva da Artemrede, uma estrutura que fornece conteúdos de artes do palco a 17 autarquias da região de Lisboa.

«Dar mais apoio à programação dos equipamentos que foram construídos ou recuperados mas para os quais não foi pensada uma continuidade em termos de programação», disse Ana Coelho.

A responsável aponta ainda como prioridade a preservação do património edificado.

O escritor António Mega Ferreira, presidente da Fundação do Centro Cultural de Belém, sustenta, por seu turno, que «em função do que já foi anunciado», o património surge como uma área prioritária.

Todavia, Mega Ferreira salienta que por património se deve entender não só o edificado como o imaterial, os arquivos e bibliotecas, o tratamento de espólios dos escritores e ainda a edição de partituras.

«Atrevo-me até a dizer que é um desígnio nacional a investigação do riquíssimo espólio musical do século XVIII, designadamente daquele foi o maior compositor da época, Francisco António Pacheco», exemplificou.

Mega Ferreira referiu ainda como importante o anúncio já feito pela ministra Gabriela Canavilhas de pretender redimensionar a rede portuguesa de museus.

Para o escritor e subdirector da Cinemateca Portuguesa, Pedro Mexia, as áreas prioritárias são as bibliotecas, museus e companhias de teatro «que todos os anos estão com a corda na garganta».

Outra área que, na sua opinião, requer urgência na intervenção é «o património que em muitos casos está a cair aos bocados».

Sem esquecer «os desafios muito grandes e de interesse nacional» que a Cinemateca tem pela frente, Mexia afirma que, «caso haja mais dinheiro para a cultura, deve ser feita uma distribuição equilibrada».

Referindo-se ao cinema, considera que, relativamente aos apoios à produção, «não é uma questão de dinheiro mas de método, de como apoiar».

Tempo mudou velhos cinemas de Lisboa

in DN 28/12/09

Muitas salas que em tempos recebiam sessões de cinema na cidade de Lisboa têm hoje um presente sem filmes nem espectadores. Umas albergam agora outras instituições. E algumas estão mesmo em estado de abandono.

Ir ao cinema em Lisboa é, em 2009, uma experiência radicalmente diferente radicalmente diferente do que em décadas anteriores. São muitos os antigos cinemas da capital que entretanto foram desactivados, encontrando-se muitos espaços, inclusive, ao abandono.

Os antigos cinemas de Lisboa vivem actualmente três cenários distintos: uma ínfima parte continua em actividade, uns fecharam e viram o seu espaço reutilizado, e diversos outros encontram-se actualmente abandonados, com as respectivas situações urbanísticas indefinidas ou pendentes.

Os cinemas Londres, São Jorge, King e Monumental, com maiores ou menores alterações, são dos poucos espaços resistentes de outros dias, sobrevivendo hoje num tempo dominado pelas salas de cinema em grandes superfícies comerciais.

Para o crítico João Lopes, o cinema enquanto "fenómeno de consumo mudou radicalmente" nos últimos anos, predominando actualmente um "público acidental", que consome a sétima arte "como uma variante do consumo dos grandes centros comerciais".

"As salas isoladas passaram a ser pouquíssimas porque cinema passou a ser concebido como uma variante do género de oferta comercial dos grandes espaços", frisou o crítico, distinguido este ano pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) pela sua actividade como divulgador de cinema.

João Lopes partilha uma memória vivida num dos antigos cinemas de Lisboa, que actualmente já não existe, o Alvalade: "Recordo-me de ver lá o Suspeita, de Hitchcock, filme do começo da década de 1940 que vi algures durante o Verão de 1972 no Alvalade. Era um cinema arquitectonicamente muito especial. Tinha durante o Verão uma política de reposições e esta é uma memória que evoca o consumo de cinema com valores completamente diferentes dos de agora", frisa.

O antigo Condes, que fechou em 1996, foi transformado em 2003 no Hard Rock Café, que alterou radicalmente o espaço da Avenida da Liberdade.

O Cinema Império, por seu turno, foi adquirido no começo dos anos 90 pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que fez do edifício na Avenida Almirante Reis a sua sede em Lisboa.

Já o Olympia, inaugurado em 1911, foi um espaço que viveu diferentes etapas: foi um local cultural por excelência, até que no pós-25 de Abril começou a projectar filmes pornográficos. Foi abandonado em 2001 e, em 2008, o encenador Filipe La Féria adquiriu o espaço, que será reconvertido num espaço teatral com sala de espectáculos e uma escola de artes cénicas.

No bairro de Campo de Ourique existem dois antigos cinemas que marcaram a vida cultural de Lisboa: o Cinema Europa e o Cinema Paris.

No caso do Europa, têm sido diversos os intervenientes culturais da capital a defender a reactivação do espaço como palco para um conjunto de indústrias criativas.

O caso do Quarteto, o primeiro multiplex de Portugal, é diferente: o espaço foi encerrado no final de 2007 por falta de condições de segurança, sobretudo de prevenção de incêndios. Na ocasião, o fundador do Quarteto, Pedro Bandeira Freire, tentou superar as adversidades técnicas, mas em Março de 2008 o responsável do espaço - que viria a falecer um mês depois - fechou a cadeado as portas do Quarteto.

Éden, Apolo 70, Roma, Star, Odeon, Castil, Cine-Estúdio 222, Jardim-Cinema, foram outros cinemas, entretanto desactivados, que marcaram a vida cultural de Lisboa no século XX.

Companhia Teatro de Almada estreia «A Mãe» a 6 de Janeiro

in Diário Digital 28/12/09

A Companhia de Teatro de Almada (CTA) vai abrir a programação de 2010 no dia 6 de Janeiro com a peça «A Mãe», de Bertolt Brecht, encenada por Joaquim Benite.

Teresa Gafeira encabeça o elenco de 18 actores, numa produção que conta com as músicas originais do alemão Hanns Eisler, sob direcção musical do maestro Fernando Fontes.

«Pelagea Vlassova (…) sofre um dos mais cinzelados e conseguidos processos de formação da consciência no primeiro teatro de Brecht», escreve a produção.

«De dona de casa timorata e apaziguadora, Pelagea Vlassova transforma-se em revolucionária activa, porta-estandarte de um projecto ideológico novo», explica.

«Die Mutter» foi escrita em 1931 a partir de adaptação teatral de Günther Weisenborn do romance A mãe, do escritor e activista político russo Máximo Gorki, que o publicara originalmente em inglês em 1906, segundo o divulgado em comunicado.

Está já prevista a passagem do espectáculo pelo Teatro Nacional São João, no Porto, de 12 a 21 de Fevereiro.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Petição na Internet exige abertura de salas em Évora

in Destak 27/12/09

A abertura de salas de cinema comercial em Évora é exigida numa petição que está a circular na Internet, com cerca de 1.500 assinaturas, mas o autarca local afirma que a actual sala tem “todas as condições”.

“Não há, neste momento, em Évora, uma sala de cinema em condições e que passe filmes comerciais. Quem quiser ir ao cinema tem que deslocar-se ao Montijo, Lisboa ou Setúbal”, disse hoje Jorge Banha, promotor da iniciativa, em declarações à agência Lusa.

A petição, intitulada “Centro Comercial em Évora” e disponível em www.peticao.com.pt/centro-comercial-evora, explica que “Évora aguarda há muitos anos a construção de um Centro Comercial Regional, facto que se tornou agora ainda mais importante uma vez que a cidade está, neste momento, sem salas de cinema comercial”.

“Sentimos necessidade de um centro comercial que tenha todo o tipo de lojas, incluindo salas de cinema, a principal falta a nível cultural na nossa cidade”, alegou o promotor da petição.

Jorge Banha garantiu que entrou em contacto com “várias empresas que estavam interessadas em construir centros comerciais em Évora e todas responderam que os projectos entregues na autarquia foram chumbados”.

“Se Évora não tem uma infra-estrutura deste género a autarquia é responsável por esse mesmo atraso”, considerou.

Também em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Évora, José Ernesto Oliveira (PS), assegurou que “a autarquia proporciona as condições necessárias para dar início à construção de um Centro Comercial”.

“É apenas uma questão que diz respeito à iniciativa privada”, disse o autarca, reconhecendo “a necessidade de haver uma oferta comercial moderna e mais competitiva”.

“Como cidadão subscrevo a dita petição, mas não a dirijo ao presidente da câmara”, acrescentou.

Segundo José Ernesto Oliveira, “existe procura e interesse por parte dos privados, agora é uma questão de a concretizarem”.

Já sobre a falta de condições da única sala de cinema de Évora, o autarca discordou e garantiu que o Auditório Soror Mariana “tem todas as condições”, tendo sido certificado pela Direcção-Geral das Actividades Culturais (DGAC).

Do lado da oposição camarária, o vereador da CDU, Eduardo Luciano mostrou-se sensibilizado com o promotor da petição, considerando que “é um certo grito de revolta pela inexistência de um espaço similar àquele que existe por essas cidades fora”.

“Duvido que alguém que goste de cinema tenha algum prazer especial em fazer 100 quilómetros para ver cinema”, afirmou, sublinhando que “a inexistência de oferta de cinema comercial em Évora é algo que não faz muito sentido”.

Por sua vez, o vereador social-democrata, António Costa Dieb, afirmou que partilha da “preocupação dos subscritores da petição” e destacou que a petição “é um direito legítimo dos cidadãos”.

“A cidade de Évora não consegue garantir, em determinados aspectos da vida das pessoas, a satisfação de necessidades que, por esse mundo fora, já são consideradas básicas”, considerou.

CURSO | Janeiro 2010 - Financiamento de Projectos Culturais através de Patrocínio e Mecenato‏

Curso Janeiro 2010

Financiamento de Projectos Culturais através de Patrocínio e Mecenato

Objectivo: Conhecer as metodologias e os processos necessários à angariação de financiamento através de Patrocínio e Mecenato Cultural.

Destinatários: Organizações culturais públicas ou privadas: associações, cooperativas, fundações, etc. Estudantes e todas as pessoas interessadas em obter informação sobre Financiamento de Projectos Culturais através de Patrocínio e Mecenato.

Metodologia: As sessões serão maioritariamente divididas em períodos expositivos e de debate, com recurso a "casos de estudo", encoranjando-se os formandos a desenvolverem uma proposta/dossier de patrocínio ou mecenato ao longo do curso bem como à sua discussão/apresentação.

Materiais: Será fornecido o Manual completo do curso, bem como o acesso a uma compilação documental em suporte digital (site file-sharing).

Declaração: No final será entregue aos participantes uma declaração de frequência do curso.

Local: Associação Agostinho da Silva
Junta de Freguesia das Mercês Príncipe Real > Lisboa (Rua do Jasmim, nº 11, 2º)

Início: 12 Janeiro 2010 Fim: 2 Março 2010

Duração: 14 horas (7 sessões de 2 horas) Horário: Terças-feiras, das 18h30 às 20h30 horas.

Nota1: O curso só se realiza com o minimo de 10 e o máximo de 20 participantes.

Nota2: Só serão consideradas inscrições as que forem efectivamente pagas até ao dia 11 Janeiro 2010.

Preço total: 55 euros (cinquenta e cinco euros)

Formador: Rui Matoso*



Conteúdos programáticos

1- Introdução:

a) Diferenças e semelhanças entre Patrocínio e Mecenato

b) O Marketing Cultural das empresas e o Marketing da Cultura dos projectos culturais

c) As Formas e os principais objectivos de Marketing Cultural das empresas

>>> Caso de estudo 1



2- Patrocínio de Projectos Culturais

a) O Patrocínio como ferramenta de marketing

b) Pesquisa e adequação de propostas

c) Etapas da construção de um projecto de Patrocínio

d) Organização e redacção da proposta de patrocínio (caderno/dossier de patrocínio)

e) Negociação

f) Estrutura base de um contrato de patrocínio

>>> Caso de estudo 2


3- Mecenato Cultural

a) Definição e tipos de Mecenato

b) Objectivos do Mecenato Mecenato Cultural de empresa – conclusões de um estudo

c) Legislação do Mecenato

d) A dedução fiscal dos donativos

f) O Processo de Mecenato


+info: www.culturaviva.com.pt rui.matoso@gmail.com tlm. 967863646

José Rodrigues dos Santos vence Prémio Clube Literário do Porto

in Público 27/12/09

O jornalista e escritor José Rodrigues dos Santos é o vencedor deste ano do Prémio Clube Literário do Porto, no valor de 25 mil euros, foi hoje anunciado.

O galardão que em anos anteriores distinguiu escritores como Mário Cláudio, Armando Baptista Bastos, Miguel Sousa Tavares e António Lobo Antunes, visa "galardoar o autor que mais criatividade teve no domínio da ficção", segundo nota à imprensa.

José Rodrigues dos Santos receberá o galardão terça-feira, às 22h00, no Clube Literário do Porto.

O reitor da Universidade Fernando Pessoa Salvato Trigo fará a apresentação do escritor que já vendeu cerca de um milhão de exemplares do conjunto da sua obra de ficção e ensaio.

José Rodrigues dos Santos é considerado um dos autores portugueses que mais vendem em Portugal, confirmado, por exemplo, pelo último romance, "Fúria divina", que em menos de dois meses vendeu 150 mil exemplares.

Da obra literária de José Rodrigues dos Santos, o título de maior sucesso continua a ser "O codex 632", com 189 000 exemplares vendidos.

"Fúria divina", editado em Outubro, tem como tema de fundo o radicalismo islâmico, um "thriller" que acompanha a aventura de Tomás Noronha, um professor da Universidade Nova de Lisboa, perito em criptanálise e línguas antigas.

José Rodrigues dos Santos editou até agora os romances "A ilha das trevas" (2002), "A Filha do capitão" (2004), "O codex 632" (2005), "A fórmula de Deus" (2006), "O sétimo selo" (2007), "A vida num sopro" (2008) e "Fúria divina" (2009), traduzidos em vários países.

"O codex 632" está nomeado para o prémio literário Impac Dublin, no valor de 100 mil euros

Manoel de Oliveira entre os melhores de 2009 para a revista Cahiers du Cinema

in Público 27/12/09

O filme "Singularidades de uma rapariga loura", do realizador português Manoel de Oliveira, foi eleito um dos melhores de 2009 pela revista de cinema francesa "Cahiers du Cinema".

Para esta publicação, a mais recente longa-metragem de Manoel de Oliveira surge a meio da lista dos dez melhores filmes estreados ao longo deste ano.

Adaptado de um conto homónimo de Eça de Queirós e apresentado em Fevereiro no Festival de Berlim, "Singularidades de uma rapariga loura" está entre "Gran Torino", no quarto lugar, de Clint Eastwood, e "Tetro", na sexta posição, de Francis Ford Coppola.

Em tempo de balanços, a redacção da revista Cahiers du Cinema elegeu "Les Herbes Folles", de Alain Resnais, que estreia em Portugal em Março, como o melhor do ano.

A lista inclui ainda, entre outros, "Vincere", de Marco Bellochio, "Sacanas sem lei", de Quentin Tarantino, e "Tokyo Sonata", de Kiyoshi Kurosawa.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Fanny Ardant apresenta filme hoje em Lisboa

in DN 20/12/09

A actriz francesa Fanny Ardant está hoje em Lisboa para apresentar, em antestreia, a sua primeira realização, Cinzas e Sangue, produzida por Paulo Branco, às 19.00, no King 1.

A projecção insere-se na comemoração dos 20 anos da Medeia Filmes, que termina hoje.

Entre muitos outros, podem ser vistos documentários e curtas de Joaquim Pinto (14.30, King 1, e 21.45, King 2); a longa Uma Pedra no Bolso, do mesmo, seguido de uma conversa com o realizador e colaboradores (16.15, King 2); O Laço Branco, de Michael Haneke (16.30, Monumental 1); uma Noite Bruce LaBruce (00.00, King 3); ou As Férias do Senhor Hulot, de Jacques Tati (14.30, Monumental 1).

Falta de verba pára filme português

in Correio da Manhã 20/12/09

Cinema: Produtora sem dinheiro para colaboradores

Tudo seguia bem com a finalização de ‘Quero ser uma Estrela’ mas a produtora Marginal Filmes, que é propriedade do realizador do filme, José Carlos de Oliveira, decidiu parar os trabalhos de pós-produção. O motivo, segundo o cineasta, deve-se ao atraso no pagamento de apoios devidos pelo Fundo de Investimento para o Cinema e Audiovisual (FICA).

O CM soube que o cineasta enviou um comunicado aos parceiros do filme – incluindo a co-produtora TVI e a distribuidora Zon Lusomundo (com conhecimento da ministra da Cultura) –, dando conta do que levou à suspensão.

Contactado pelo CM, Oliveira confirmou. "Estamos bloqueados porque, no plano financeiro, falhou a entrega dos valores que competem ao FICA", explicou.

Segundo o realizador, a Marginal Filmes deveria ter recebido, há mais de um mês, 40 mil euros. Mas a exigência de vários esclarecimentos adicionais, para além da documentação acordada – na atribuição de 200 mil euros por parte do FICA –, tem atrasado a entrega deste valor, comprometendo a boa gestão do projecto.

Oliveira diz ainda ter entregado, "nos prazos estipulados, toda a documentação legal", mas as exigências suplementares têm comprometido todos os prazos. Já o FICA, dirigido por Teresa Félix, abstém--se, para já, de comentar o referido comunicado. "Confirmo que o recebi, já que me foi endereçado", consentiu apenas Teresa Félix.

Os pagamentos pendentes originam ainda, naturalmente, falta de verbas para pagar aos colaboradores de ‘Quero ser uma Estrela’, em que Dalila Carmo e Filipe Vargas lideram o elenco de um filme que denuncia o tráfico de mulheres de Moçambique para a África do Sul.

DETALHES

ELENCO E ORÇAMENTO

‘Quero Ser Uma Estrela’ conta a história de uma portuguesa (Dalila Carmo) que resgata uma adolescente de uma rede de prostituição. Um milhão de euros é o orçamento do filme apoiado pelo ‘CM’.

RODAGEM EM MAPUTO

Maputo, capital de Moçambique, foi o local da rodagem. O elenco, português e moçambicano, filmou durante os meses do Verão.

EFEITO BOLA DE NEVE

A suspensão do filme impede a Marginal de receber a última tranche devida pelo Instituto do Cinema e Audiovisual (100 mil euros de um total de 450 mil), valor pago na contra-entrega do plano de promoção e de uma cópia da fita.

Serralves chega a Lisboa

in Correio da Manhã 20/12/09

Novas instalações da Praça do Município abrem em 2010

O Museu de Serralves vai ter uma delegação em Lisboa a partir de 2010. As instalações serão na Praça do Município, perto do edifício da Câmara Municipal.

O BPI, mecenas exclusivo do espaço cultural, fez este anúncio na noite de quinta-feira, numa celebração de accionistas que teve lugar em Serralves.

O presidente da Fundação Serralves, Gomes de Pinho, disse no encontro que a extensão de Lisboa não servirá para exposições, mas para acompanhar tudo o que acontece na casa-mãe, numa constante "interactividade". Gomes de Pinho acrescentou que a parceria com o BPI como mecenas exclusivo foi alargada para 2014.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Guimarães 2012 já em marcha

in JN 19/12/09

Plano Estratégico da Capital Europeia da Cultura foi ontem apresentado. Primeiro programa surgirá em Junho

111 milhões de euros, 500 espectáculos, 1,5 milhões de visitantes. O Plano Estratégico da Capital Europeia da Cultura-Guimarães 2012 foi apresentado ontem, sexta-feira, e tem a sua aposta centrada no cidadão comum.

"Até final de Janeiro, os comissários da Capital Europeia da Cultura 2012 estarão escolhidos e, em Junho de 2010, vamos apresentar o primeiro programa", disse Cristina de Azevedo, a presidente do Conselho de Administração da Fundação Cidade de Guimarães.

O Plano Estratégico Guimarães 2012 foi apresentado, ontem à tarde, na Cidade-Berço.

Vieira da Silva, o ministro da Economia, Inovação e Desenvolvimento, Gabriela Canavilhas, ministra da Cultura, e o presidente do Instituto de Turismo de Portugal assistiram à apresentação do plano para a Capital Europeia da Cultura (CEC). Foi ainda assinado um protocolo de colaboração e divulgação entre a Autarquia vimaranense e o Turismo de Portugal para que a Capital da Cultura consiga atrair o maior número possível de turistas.

Cristina de Azevedo aponta como meta 1,5 milhões de visitantes e 500 eventos culturais só durante o ano de 2012.

Com um investimento orçado em 111 milhões de euros, 70 milhões estão destinados a obras de requalificação urbana, valorização do património e construção de novas estruturas culturais. Os restantes 41 milhões vão ser gastos na programação, promoção e comunicação dos eventos culturais.

A presidente do Conselho de Administração da Fundação Cidade de Guimarães anunciou os três grandes objectivos da CEC: "Regeneração social, regeneração económica e regeneração urbana".

"Com a regeneração social pretendemos capacitar a comunidade local de novos recursos e competências de modo a estimular um envolvimento activo e participativo no projecto", referiu Cristina de Azevedo.

O reequilíbrio económico será feito, de acordo com os promotores da capital da cultura, com a transformação da economia da cidade a partir e um modelo de economia industrial, numa economia criativa, internacionalmente competitiva e geradora de emprego.

"A regeneração urbana terá por base a valorização da qualidade de vida urbana, transformando espaços de preservação passiva da memória num espaço de permanente oferta de novas e surpreendentes experiências culturais e criativas", salientou a mesma fonte.

O ex-presidente da Republica, Jorge Sampaio, presidente do conselho geral da fundação, defendeu uma cultura que saia à rua. "A comunidade inteira tem de sentir que este é o seu projecto", salientou Sampaio.

"O cerne de toda a programação deve ser o cidadão", frisou a ministra da Cultura. Gabriela Canavilhas apontou mesmo o "pólo criativo" de Londres e Madrid como o exemplo a seguir por Guimarães.

A autoridade turística nacional vai apoiar a programação da Capital da Cultura 2012 com uma verba de oito milhões de euros, disse o ministro da Economia, Vieira da Silva.

O governante adiantou que o protocolo assinado entre a entidade do turismo e a Fundação Cidade de Guimarães apoiará "projectos e iniciativas promocionais de interesse turístico constante da programação do evento" que decorre na cidade.

O acordo de financiamento - acrescentou - destina-se, ainda, a apoiar com mais dois milhões de euros a criação do Centro de Arte Contemporânea José de Guimarães, a lançar pela Câmara Municipal.

Vieira da Silva disse que as iniciativas marcadas para o evento "são uma oportunidade única para valorizar a qualidade de vida urbana e a excelência do espaço público e patrimonial".

A Capital Europeia "trará um forte enriquecimento cultural e turístico", considerou ainda.

Dois dias natalícios em Serralves

in JN 19/12/09
Iniciativas destinadas às famílias marcam, hoje e amanhã, sábado e domingo, a celebração do Natal em Serralves, no Porto. O ponto alto será no domingo, às 16 horas, com a apresentação da peça "Óscar", pelo Teatro de Marionetas do Porto.

Na biblioteca, Luís Correia Carmelo e Nuno Coelho tornam-se, hoje e amanhã, em contadores de histórias que darão vida aos "mais fantásticos contos do imaginário natalício".

Nestes dois dias, decorre também, na sala Multiusos do museu, as oficinas em família, com actividades para todas as idades.

A livraria de Serralves preparou também uma selecção especial de livros para ler em família. A acompanhar a venda de livros, está também em funcionamento o já tradicional Bazar de Natal, que continua até ao próximo dia 31.

A entrada em Serralves é gratuita em todos os fins-de-semana deste mês, assim como o acesso a todas as actividades deste programa.

Entretanto, anteontem, foi apresentado o livro "Artistas Portugueses na Colecção da Fundação de Serralves", numa altura em que se celebram os 20 anos daquela instituição e o décimo aniversário do museu homónimo.

A obra é uma "selecção" com "um diagrama do que muito que aconteceu na arte portuguesa ao longo destes últimos 40 anos", resumiu o director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. No texto que escreveu para "Artistas Portugueses na Colecção da Fundação de Serralves", João Fernandes considera que ele prossegue "a função essencial de um museu de arte contemporânea", que é "construir uma memória do presente".

Estão ali presentes artistas como Helena Almeida, Armando Alves, Eduardo Batarda, Pedro Calapez, Rui Chafes, Ana Hatherley, Álvaro Lapa, Jorge Molder, Paulo Nozolino, Júlio Pomar, Paula Rego, Rui Sanches, entre mais de uma centena, todos apresentados em breves "notas biográficas".

Na mesma ocasião, foi anunciado, pelo presidente do Conselho de Administração do banco BPI, Artur Santos Silva, mecenas exclusivo desde a abertura do museu, que Serralves vai abrir "uma delegação em Lisboa" já em 2010.

A delegação vai ficar "num dos maiores balcões que o banco teve, que era o balcão do estabelecimento central do antigo Banco Borges & Irmão", na Praça do Município, bem perto, portanto, do edifício da Câmara Municipal de Lisboa.

Artur Santos Silva frisou, ainda, à Agência Lusa, que esse espaço faz parte de um edifício "muito bonito", com vários andares e "totalmente utilizado" pelo seu actual proprietário", o BPI.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Espectáculos ao vivo os preferidos em 2008

in DN 18/12/09

O instituto Nacional de Estatística divulgou os números da cultura do ano passado. Os espectáculos ao vivo foram os mais rentáveis

Em 2008, os espectáculos ao vivo realizados em Portugal deram uma receita total de 72,1 milhões de euros, tendo 39 milhões destes sido gerados pelos concertos de música ligeira. O teatro foi, de todas as modalidades de espectáculos, aquela que teve maior número de sessões (42% do total), mas os concertos de música ligeira somaram mais espectadores (4,4 milhões) e receitas de bilheteira, já que o teatro gerou 11,1 milhões de euros. O preço médio de um bilhete para um concerto de música ligeira foi de 24 euros, contra 11 euros de um bilhete para uma sessão teatral.

Estes são alguns números dos Dados da Cultura de 2008, ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (www.ine.pt), e ainda segundo os quais, no ano passado, os concertos de música clássica, o folclore e os espectáculos de variedades geraram receitas, respectivamente, de 3 milhões, 567 mil e 1,5 milhões de euros. A ópera registou o mais elevado preço por bilhete: 27,5 euros.

De acordo com o INE, em 2008 foram exibidos em Portugal 740 filmes (234 dos quais estreias), em 666 778 sessões, com um total de 16 milhões de espectadores e 68,9 milhões de euros de receitas nas bilheteiras. Daqueles filmes, 53% eram norte-americanos, responsáveis por 54 % das receitas de bilheteira, 42 % eram co-produções (43% das receitas), 5% eram europeus (3%) e 75 portugueses (1%).

As galerias de arte e os espaços de exposições temporárias (840 no total) receberam 8 milhões de visitantes, que apreciaram 6 859 mostras.

No ano passado, 28 % dos portugueses preferiram visitar jardins zoológicos, botânicos e aquários, contra 21% que escolheram museus de arte, 17,7% que optaram pelos museus históricos, 9% pelos especializados, 6% pelos pluridisciplinares, 5,9% pelos de ciência de técnica e 4,5 pelos de arqueologia, entre outros.

Em 2008, as câmaras municipais gastaram 526 milhões de euros em actividades culturais, mais 7,5% do que em 2007.

Peça de Nuno Carinhas chega a Lisboa dia 8 de Janeiro

in Diário Digital 18/12/09

A peça «Breve Sumário da História de Deus», de Gil Vicente, com encenação e cenografia de Nuno Carinhas, vai estrear-se no Teatro Nacional Dona Maria II (TNDMII) dia 8 de Janeiro de 2010.

Sobem ao palco Alberto Magassela, Alexandra Gabriel, António Durães, Daniel Pinto, Joana Carvalho, João Cardoso, João Castro, João Pedro Vaz, Jorge Mota, José Eduardo Silva, Lígia Roque, Mário Santos, Miguel Loureiro, Paulo Calatré, Paulo Freixinho, Pedro Almendra e Pedro Frias.

A peça percorre as Sagradas Escrituras, «da Queda do Homem à Ressurreição de Cristo», «cruzando a exaltação lírica e o impulso satírico», segundo o divulgado em comunicado.

O espectáculo, uma produção do Teatro Nacional São João (TNSJ), estreou-se naquele teatro do Porto dia 20 de Novembro.

Agora vai estar em destaque na programação do TNDMII, na Sala Garrett, entre 8 e 31 de Janeiro de 2010, com sessões às 21:30, de quarta-feira a sábado; e às 16:00 horas, aos domingos.

Com cerca de uma hora e vinte de duração, a obra é dirigida a maiores de 12 anos.

Guimarães aposta nas indústrias criativas para a Capital da Cultura

in Público 18/12/09

A aposta na renovação da economia regional através das indústrias criativas e da regeneração urbana é o principal eixo do desenvolvimento da Capital Europeia da Cultura (CEC) de 2012. A Fundação Cidade de Guimarães (FCG), entidade que lidera o projecto, apresenta esta tarde o Plano Estratégico para aquela iniciativa.

A presidente da FCG, Cristina Azevedo, quer que seja feito um trabalho estrutural. Mais do que a programação cultural, que vai custar cerca de 40 milhões de euros, a cidade encara esta organização como uma oportunidade de reconversão de Guimarães. O próprio documento que hoje é apresentado dá ênfase às questões económicas, não adiantando muito quanto à orientação da mostra artística.

A líder da estrutura que vai organizar a CEC não quis falar com os jornalistas durante o dia de ontem, mas, em comunicado, valoriza o potencial de regeneração da economia trazido pelo evento. "Os resultados esperados ultrapassam claramente os que derivam da leitura dos indicadores tradicionalmente usados. Mais do que o número de espectáculos queremos avaliar efeitos ao nível da diversificação da economia e da qualificação da comunidade", afirma Cristina Azevedo.

O plano estratégico estabelece quatro áreas de trabalho essenciais. A regeneração urbana de Guimarães é um eixo central, apostando-se na renovação de algumas das principais artérias da cidade e na criação de infra-estruturas.

Uma dessas obras será a Plataforma das Artes, que surgirá no espaço do antigo mercado municipal, e que vai integrar o Centro de Artes José de Guimarães. A FCG antecipa que a regeneração urbana permitirá criar um ambiente mais "amigável" na cidade para a criação de indústrias nas vertentes culturais e criativas.

A FCG aposta também no envolvimento da população de Guimarães e das cidades vizinhas e tem vindo a trabalhar nos últimos meses junto das escolas. A outra área de trabalho definida será uma reflexão sobre a construção e a identidade europeias, que promete chamar grandes nomes da reflexão política na Europa a Guimarães.

O ministro da Economia, Vieira da Silva, também estará hoje em Guimarães, para assinar um acordo que estabelece um apoio ao financiamento das despesas de comunicação e divulgação, área para a qual a CEC 2012 destina oito milhões de euros. A verba será assumida pelo Instituto do Turismo, de acordo com o documento que hoje será validado. O protocolo vai ainda determinar as condições de contratualização de um pacote financeiro de apoio à Plataforma das Artes.

Casa da Prelada entra em obras e acolhe centro cultural em 2010

in Público 18/12/09

Custou mas foi. As obras de requalificação da Casa da Prelada, no Porto, projecto que prevê a instalação do Centro Cultural D. Francisco de Noronha e Menezes no edifício desenhado por Nicolau Nasoni, deverão arrancar nos próximos meses. Se tudo correr conforme o previsto, é possível que o equipamento possa ser inaugurado ainda durante o ano de 2010, disse ao PÚBLICO o padre Américo Aguiar, responsável pelo Departamento de Actividades Culturais da Santa Casa da Misericórdia do Porto.

"Foi uma novela que chegou ao fim", resumiu este responsável, segundo o qual se consumiram sete anos a "dar resposta às burocracias da câmara e do Igespar [Instituto de Gestão do Património Arquitectónico]". Durante este período, o imóvel classificado esteve a degradar-se e apresenta hoje um aspecto próximo da ruína, apesar da operação de desmatamento e desinfestação entretanto levada a cabo na área exterior, onde existiu um labirinto vegetal, em bucho, frequentemente referido como "o maior da Península Ibérica".

As primeiras obras, relativas à requalificação dos espaços exteriores, já foram postas a concurso e deverão avançar no início do próximo ano. "Assim que tenhamos o projecto definitivo para o edifício, abrimos também o concurso e começamos as obras", adiantou o padre Américo Aguiar, segundo o qual a criação do Centro Cultural D. Francisco de Noronha e Menezes poderá ainda vir a ser comparticipada por verbas do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), tendo já sido apresentada uma candidatura para o efeito.

O equipamento vai acolher a biblioteca e o arquivo histórico da Santa Casa da Misericórdia do Porto, proprietária do imóvel desde 1904. Trata-se, segundo o padre Américo Aguiar, de um espólio "valiosíssimo", que reúne cinco séculos de documentação actualmente dispersa por vários locais. O espaço, cuja requalificação obedecerá a um projecto do arquitecto António Barbosa, deverá ainda contar com uma área para conferências e o restauro do interior será assegurado pela Crere, a empresa que já devolveu o antigo esplendor a espaços como o Palácio do Freixo e o Paço Episcopal do Porto, ambos projectados também por Nicolau Nasoni, e o Palácio da Bolsa.

Com uma área superior a dezoito mil metros quadrados, a Casa da Prelada e os jardins adjacentes fazem parte de uma grande quinta, dividida desde a construção da Via de Cintura Interna.

Prevê-se que, no futuro, os espaços voltem a funcionar de modo articulado graças a um túnel pedestre sob a VCI, que nunca foi utilizado, mas que está construído desde que a rodovia foi criada.

Desenhado por Nasoni e construído durante o século XVIII, o palacete pertenceu a D. António de Mesquita e Melo e à sua esposa, D. Isabel de Noronha e Meneses, irmã de D. Manuel, arcediago do Porto, tendo sido doado pela família Noronha de Meneses à Misericórdia do Porto no início do século XX. Funcionou, até 2003, como lar de idosos, estando devoluta desde então e entregue a cães de guarda.

Trancoso mostra ruralidade lusa

in JN 18/12/09

O festival de cinema Olhares Sobre o Mundo Rural, que começa amanhã, sexta-feira, em Trancoso, é considerado uma "mostra única" sobre a temática da ruralidade em Portugal, e tem na quarta edição o tema "Fronteira e memória".

Além disso, neste ano, pela primeira vez, selecciona dois autores espanhóis.

Promovido pelo Cineclube da Guarda, em parceria com a Associação Luzlinar, o certame, que decorre no Teatro do Convento, vai passar oito metragens em dois dias, com destaque para a antestreia do filme "Tourada", do realizador Pedro Sena Nunes.

A iniciativa nasceu em 2006, com o subtítulo "Serões de cinema" e em parceria com a Associação Aldeia, explicou António Godinho, presidente da direcção do Cineclube da Guarda, acrescentando que o pretexto para a criação do festival foi o "cruzamento dos olhares no cinema sobre a ruralidade em Portugal".

"A particularidade deste festival é ser o único que se realiza em Portugal sobre esta temática", salientou António Godinho, coordenador da programação nesta edição, explicando que nestas mostras se têm "procurado apresentar registos documentais sobre um universo em vias de desaparecimento: a ruralidade".

"Espera-se com este certame dar a conhecer facetas menos conhecidas da ruralidade. Ou seja, das gentes que a habitam, da paisagem, mas também das adjacências económicas: exploração do subsolo, o contrabando, os espectáculos, etc.", afirmou o também advogado António Godinho.

"Nesta edição, destacaria a primeira apresentação do filme 'Tourada', de Pedro Sena Nunes, rodado na raia sabugalense, a passagem de 'Cordão verde', de Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres, recém-nomeado para o Festival de Locarno, ou a apresentação de dois filmes de António João Saraiva, um jovem realizador natural de Trancoso", disse.

Museu custa 21 milhões a Lisboa

in Correio da Manhã 18/12/09

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) pagou 21,7 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos pelo edifício onde está a funcionar, desde Maio, o MUDE – Museu do Design e da Moda, que em seis meses já foi visitado por mais de 120 mil pessoas e que continua com entrada gratuita.

A escritura de compra e venda foi assinada ontem pelo presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira, e por António Costa, presidente da CML, o qual revelou que o processo de aquisição demorou algum tempo a concretizar. Começou, mais precisamente, em 2007.

O museu, cujo espólio é constituído pela Colecção Capelo – que a CML adquiriu em 2003 – chegou a estar pensado para um espaço mais pequeno, em Santa Catarina, mas António Costa bateu-se para que ficasse na Baixa. "É muito importante para a redinamização da cidade, sobretudo nesta zona, que é o seu coração, e que queremos que bata bem", disse.

Para a directora do Museu, Bárbara Coutinho, parte do sucesso do MUDE deve-se à sua localização e características físicas. "Falamos de 14 500 metros quadrados numa zona por onde circula muita gente e que tem grande afluência turística", explicou.

O próximo desafio serão as obras, que devem demorar três ou quatro anos a concluir. Sem que o museu chegue a fechar portas.

TNSJ regressa "às origens" com produção própria de 'Antígona'

in DN 18/12/09

Marcada por permutas com o Teatro Nacional D. Maria II, destaque ainda para o ciclo Solos e parcerias com companhias espalhadas pelo País

2010 abre com O Ano do Pensamento Mágico, um monólogo por Eunice Muñoz, mas é na Antígona, de Sófocles, que o Teatro Nacional de São João, no Porto, assenta a próxima produção da casa. Após um "voltar às origens" com Breve Sumário da História de Deus, de Gil Vicente, o TNSJ prossegue na "busca das coisas essenciais" à boleia da tragédia do dramaturgo grego, numa nova tradução de Marta Várzeas. Antígona estreia a 26 de Março com a actriz Maria do Céu Ribeiro e encenação e cenografia de Nuno Carinhas, director artístico do TNSJ, que ontem apresentou a programação para o primeiro trimestre do novo ano.

A acompanhar o espectáculo, em cena até dia 28, "Estados de Guerra" de João Pina, repórter fotográfico, uma exposição de imagens publicadas em revistas e jornais como The New Yorker ou El País. No Dia Mundial do Teatro (dia 27), a fadista Aldina Duarte invade o cenário da Antígona para o concerto Mulheres ao Espelho.

Outro destaque para 2010, o ciclo "Solos". "Tendo como ponto de partida a vinda de Eunice Muñoz [com uma peça de Joan Didion encenada por Diogo Infante], poderemos assistir a uma série de monólogos por pessoas de várias idades e estilos diversos." Dois Homens, de José Maria Vieira Mendes, A Febre, de Wallace Shawn, Amor. de André Sant' Anna e Concerto à la Carte, de Franz Xaver Kroetz, assinala Nuno Carinhas. A dança tem em Electra, de e por Olga Roriz, a sua única representação. Mas uma das "apostas", diz o director artístico.

Este ano passa também por entregar a chave do TNSJ ao Teatro D. Maria II, uma permuta que arranca com o espectáculo de Eunice Muñoz e atravessa Blackbird, encenado por Tiago Guedes, "indispensável que [ele] viesse cá."

Até ao TNSJ vão viajar companhias que pouco por ali passaram, "uma espécie de identificação geográfica com vários teatros espalhados principalmente pelo sul do país": o Teatro Almada prossegue a "vontade" do TNSJ de abordar a obra de Brecht, com A Mãe, mas há ainda Letra M, pelo Teatro da Rainha, O Deus da Matança, de Yasmina Reza [que em 2007 publicou um livro sensação, em França, resultado de um ano a acompanhar a campanha do actual Presidente Nicolas Sarkozy], pelo Teatro Aberto. Porta aberta também para o Teatro dos Aloés, "que nunca esteve por cá", com Faca nas Galinhas e Canção do Vale.

Sem qualquer espectáculo internacional , estes serão assegurados através das parcerias com festivais como o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), o Festival de Teatro de Almada e o Alkantara Festival, dos quais Carinhas diz não poder falar "para já "porque ainda não anunciaram a sua programação. Esta agora apresentada, graceja Nuno Carinhas, "é um imenso festival".

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Braga da Cruz pode assumir presidência de Serralves

in Público 17/12/09

A Fundação de Serralves vai ter um novo presidente e novos elementos no conselho de administração em 2010. O mandato do presidente António Gomes de Pinho e dos "vices" Vergílio Folhadela e António Lobo Xavier termina no próximo dia 31 de Dezembro, cabendo ao outro actual vice-presidente, Luís Braga da Cruz, assumir a liderança interina da instituição até à reunião electiva, que ocorrerá em Janeiro. E o ex-ministro da Economia do segundo Governo de António Guterres é mesmo apontado como uma forte hipótese para presidir à instituição nos próximos três anos.

Contactado pelo PÚBLICO, o ex-presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte (CCRN) e catedrático da Universidade do Porto considerou, no entanto, "mera conjectura" a indicação do seu nome neste momento.

Luís Braga da Cruz lembrou que o que decorre dos estatutos da Fundação de Serralves é que caberá aos nove membros da administração eleger, por voto secreto, os quatro nomes da futura presidência. Quanto aos administradores que substituirão os elementos que estão de saída, caberá ao conselho de fundadores de Serralves, que teve ontem ao fim da tarde a última reunião do ano, escolhê-los também por voto secreto.

Esta reunião contou com a presença da ministra da Cultura, mas fonte do ministério associou esta passagem de Gabriela Canavilhas por Serralves ao facto de o programa incluir a exibição do último trabalho do cineasta Manoel de Oliveira - que no passado dia 11 completou 101 anos -, sobre os Painéis de São Vicente.

Antes deste momento festivo, os fundadores tinham em mãos a análise do plano de actividades da Fundação de Serralves para 2010, e o balanço da actividade da administração que agora cessa funções.

Leya contrata Maria do Rosário Pedreira para editar novos autores portugueses

in Público 17/12/09

Maria do Rosário Pedreira, a editora responsável por lançar escritores como José Luís Peixoto, valter hugo mãe e João Tordo (todos Prémio José Saramago) foi contratada pela Leya para ser a editora de novos autores portugueses no grupo. Rosário Pedreira cessará as suas funções como editora da QuidNovi a 31 de Dezembro e Ana Maria Pereirinha assumirá a responsabilidade de todos os projectos em curso na editora.

O convite da Leya surgiu em Julho e é a segunda vez que o grupo contrata um editor de fora. Duarte Bárbara, que esteve na Dom Quixote, de onde saiu para a Sextante, regressou ao grupo e Rosário Pedreira é a primeira a entrar nos quadros da Leya sem nunca por lá ter passado.

A Leya não pode deixar o seu catálogo de autores portugueses morrer, tem que os renovar e enriquecer e por isso, Maria do Rosário Pedreira irá fazer aquilo em que se tem destacado nos últimos anos: descobrir novos autores.

“Vou ser editora, sem chancela, de novos autores portugueses e vou criar, desenvolver e executar projectos especiais transversais às várias chancelas do grupo”, disse Maria do Rosário Pedreira ao PÚBLICO. Estes projectos poderão ir na linha do que a editora brasileira Objetiva fez quando lançou a série Plenos Pecados, uma colecção em que escritores como Zuenir Ventura, João Ubaldo Ribeiro e Luís Fernando Veríssimo escreveram por encomenda sobre os sete pecados capitais.

Não é a primeira vez que Maria do Rosário Pedreira, 50 anos, integra a equipa de um grande grupo editorial. Esteve vários anos à frente da Temas & Debates do grupo Bertelsmann (1998-2005), antes de ter ido para a QuidNovi em 2005, projecto que “acarinhou” praticamente desde a raiz e no qual trabalhou com uma equipa excepcional de que lamenta, obviamente, separar-se. “Mas, a partir de certa idade, arrependemo-nos sobretudo do que não fizemos e, como tal, senti que não podia deixar de aceitar mais este desafio”, explica.

Em Outubro, no programa da TSF, Pessoal e Transmissível, Carlos Vaz Marques, chamou-lhe a “maior descobridora de talentos literários dos últimos anos”. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, iniciou a sua carreira editorial em 1987 na Gradiva, onde permaneceu até 1996 e é também escritora. Antes de aceitar este convite ponderou muito. Sabe por experiência própria que não é fácil trabalhar num grupo mas afirma que também não é fácil trabalhar numa pequena editora. “Os autores hoje não têm nada a ver com os autores de há 20 anos. Profissionalizaram-se, antigamente tinham outras profissões e escreviam nas horas vagas. É preciso pagar-lhes mais e as pequenas editoras não têm capacidade para pagar avanços nem para investir num livro para que o autor receba mais direitos.”

Maria do Rosário Pedreira já perdeu autores por causa disso. José Luís Peixoto não a seguiu quando ela saiu da Bertelsmann para a QuidNovi e valter hugo mãe não publicará o seu próximo romance na QuidNovi.

“O facto de já ter perdido autores por causa disso pesou bastante na minha decisão. Tenho esperança de os ir buscar outra vez”, disse. Quando lhe perguntámos se levará alguns dos seus actuais autores com ela – entre os quais João Tordo, Prémio José Saramago 2009, e Miguel Real -, Maria do Rosário Pedreira acredita que talvez consiga conquistar alguns mas diz que a decisão cabe aos autores. “Eles é que devem dizer se querem ir.”

Importamos quatro vezes mais cultura do que aquela que exportamos

in Público 17/12/09

Portugal importa quase quatro vezes mais bens culturais do que aqueles que exporta. A conclusão é do Instituto Nacional de Estatística (INE) que ontem divulgou os dados relativos ao relatório “Cultura 2008”. No documento refere-se que as exportações nacionais ultrapassaram os 72 milhões de euros enquanto as importações ultrapassaram os 277 milhões.

“Livros, brochuras e impressos semelhantes” foram os principais bens exportados, com os países africanos de expressão portuguesa, a União Europeia e o Brasil a serem os compradores dominantes (88 por cento do total). O valor destas exportações, de acordo com o INE, atingiu os 47,8 milhões de euros.

No segundo lugar dos bens enviados para o exterior contam-se os “objectos de arte, de colecção ou antiguidades”, cujas vendas ascenderam a 8,9 milhões de euros.

Mas, culturalmente, Portugal é um país que compra muito mais do que vende. “Jornais e publicações periódicas”, bem como “livros, brochuras e impressos semelhantes” constituíram o grosso das aquisições com, respectivamente, 32 e 22 por cento da totalidade. Seguem-se os “objectos de arte, de colecção e antiguidades”, com 14 por cento, os quadros, pinturas e desenhos”, com dez por cento, e os instrumentos musicais, cujas aquisições ascenderam aos oito por cento.

Tal como acontece em relação às exportações, também a União Europeia e o Brasil constam como os principais locais de proveniência das importações.

O estudo do INE faz também uma referência à participação cultural dos portugueses. Desta feita os números disponíveis são de 2007 e dizem que 45,2 por cento dos cidadãos com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos tinham ido pelo menos uma vez ao cinema. Os que assistiram a um filme pelo menos uma vez por mês foram apenas 6,7 por cento.

No ano passado estavam contabilizados 182 recintos de cinema em Portugal, os quais exibiram 740 filmes (234 em estreia). Acorreram a esses locais 16 milhões de espectadores e as receitas de bilheteira quase atingiram os 69 milhões de euros.

O montante angariado no cinema é, portanto, bem mais significativo do que obtido nas salas de teatro, as quais se ficaram pelos 11 milhões de euros.

Os espectáculos ao vivo também captaram, de algum modo a atenção dos portugueses, uma vez que 58 por cento dos inquiridos confirmaram ter ido, pelo menos uma vez, ao teatro, a um concerto, a uma ópera ou a um espectáculo de bailado ou dança. Os que foram pelo menos 12 vezes no ano foram somente 3,4 por cento.

A prática de actividades culturais é algo que parece muito distante dos hábitos dos portugueses, pois apenas 7,2 por cento confirmaram ter participado em actividades que envolveram canto, dança, representação ou música. Mais simpatizantes tiveram a fotografia, os filmes e os vídeos, que reuniram 25,3 por cento de preferência. A prosa, a poesia e os contos foram responsáveis por 5,9 por cento das actividades culturais desempenhadas e a pintura, desenho, escultura ou desenho gráfico, que representaram 7,9 por cento.

Os hábitos de leitura continuam um pouco distantes dos portugueses. Foram 43,7 por cento os que leram, por lazer, um só livro durante um ano. Os que leram pelo menos 12 livros no ano inteiro perfizeram 4,6 por cento.

Os números dos livros são, no entanto, mais elevados que os dos jornais. É que estes tiveram apenas uma percentagem de 40,7 de leitores diários. Quase 33 por cento disseram ser leitores semanais e 7,4 por cento afirmaram que só leram um jornal uma vez por mês. Mais de 13 por cento dos inquiridos confessaram não ter lido um único jornal durante 2008.

Quanto aos gostos dos portugueses relativamente a visitas, constata-se que os museus, os jardins zoológicos, os jardins botânicos e os aquários, num total de 321, tiveram 11,6 milhõe4s de visitantes. Os zoológicos, os jardins botânicos e os aquários reuniram 28 por cento das preferências. Seguiram-se os museus de arte, com 21,9 por cento, os museus de História, com 17,7 por cento e os museus especializados, com nove por cento.

Os números gerais da adesão dos portugueses ás actividades culturais passam, também, pelo financiamento que essas mesmas actividades tiveram. O INE concluiu que as câmaras municipais do país investiram no sector cerca de 526 milhões de euros, o que representou um acréscimo de 7,5 por cento face a 2007. Os maiores aumentos do investimento verificaram-se na Madeira (mais de 80 por cento), no Alentejo (mais de 14 por cento) e em Lisboa (mais de oito por cento). Os açores e o Algarve, refere o estudo, desinvestiram, respectivamente, 6,7 e 3,3 por cento.

Espectáculos ao vivo geraram 72 M€ de receita em 2008

in Diário Digital 17/12/09

Os espectáculos ao vivo realizados em Portugal ao longo de 2008 originaram 72,1 milhões de euros de receitas, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com as estatísticas da Cultura referentes a 2008, compiladas pelo INE, os espectáculos ao vivo foram vistos por 11,1 milhões de espectadores, mas só foram vendidos 4,4 milhões de bilhetes.

Os concertos de música ligeira foram os que mais receitas de bilheteira geraram, com 39 milhões de euros.

Música, teatro e oficinas animam Natal em Serralves

in Diário Digital 17/12/09


Nos dias 19 e 20 de Dezembro, a Fundação Serralves assinala o último fim-de-semana de actividades do programa de Natal. A música, o teatro e as oficinas são alguns dos destaques para toda a família.
No domingo, às 16:00, o auditório de Serralves acolhe a apresentação da peça «Óscar», estruturada «ao longo das quatro estações», pelo Teatro de Marionetas do Porto.

«Óscar é um menino. Óscar tem um jardim, o seu lugar de brincadeira preferido. No jardim constrói os seus mundos imaginários. Relaciona-se com os animais, as plantas e o Jardineiro Joaquim», escreve a produção.

Em ambos os dias, Luís Correia Carmelo e Nuno Coelho vão ser os contadores de histórias de serviço, recuperando alguns dos «mais fantásticos contos do imaginário natalício».

A Sala Multiusos do Museu contará com as oficinas em famílias, das 1:00 às 17:00: «Natal Ecológico», «Uma História não é uma História» e «Cientificar!».

Também decorrerão as visitas «À Descoberta de Serralves em Família», às 11:30 e às 16:00 horas de dia 20 de Dezembro.

Paralelamente, até 31 de Dezembro vai estar patente um bazar de Natal, com presentes «originais e criativos». O espaço vai funcionar das 10:00 às 19:00 horas (excepto nalguns dias).

Outras iniciativas prometem animar o público, como o menu de Natal, no restaurante; e «Livro de Natal», na biblioteca.

A entrada em Serralves é gratuita em todos os fins-de-semana do mês de Dezembro. O acesso a todas as actividades do programa «Natal em Serralves» também é gratuito.

Capital da Cultura apresenta amanhã Plano Estratégico

in Diário Digital 17/12/09


A Fundação Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012 apresenta, sexta-feira, o seu Plano Estratégico para o evento e rubrica protocolos de financiamento com o Instituto de Turismo e com o Município, disse, hoje, fonte do organismo.

A fonte adiantou à Lusa que o projecto mantém o propósito - já anunciado pela presidente Cristina Azevedo - de atrair 1,5 milhões de visitantes aos 500 eventos culturais da sua programação.

Para além da apresentação do Projecto, o Conselho Geral da Fundação reúne-se, de manhã, no Centro Cultural Vila Flor com as diversas entidades culturais e empresariais da cidade para começar a dar corpo aos diferentes projectos e ideias já apresentados.

'Hannah e Martin', amor em tempos sombrios

in DN 16/12/09

O Teatro Aberto, em Lisboa, apresenta a partir de amanhã o encontro entre Hannah Arendt e Martin Heidegger, dois pensadores alemães cuja vida e obra são indissociáveis da tumultuosa história europeia do século XX

Num tempo de catástrofes políticas, morais e humanas, um homem e uma mulher procuram encontrar um lugar para o amor, para o conhecimento e para si próprios. Eles são Hannah Arendt, filósofa judia, e Martin Heidegger, filósofo alemão convertido ao nazismo. A história dos seus encontros e desencontros conta-se na peça Hannah e Martin, que se estreia amanhã, pelas 21.30 no Teatro Aberto, em Lisboa.

Kate Fodor, jornalista norte- -americana, é a autora desta obra, que João Lourenço e Vera San Payo de Lemos trazem agora para os palcos portugueses.

Esta "é uma peça sobre a memória e o perdão", diz João Lourenço, o encenador, confesso admirador do pensamento e da figura de Hannah Arendt.

O eixo da obra dramatúrgica é o encontro de Arendt, então uma jovem estudante judia, com Heidegger, já um dos mais reputados pensadores europeus, no período entre as duas Guerras.

O fascínio que ambos sentiam um pelo outro acabou por se transformar numa relação profunda que o afastamento geográfico, político e moral não destruiu. E, não obstante a ligação de Heidegger ao partido nazi e a partida da Hannah para os Estados Unidos para fugir aos campos de concentração, foi ela que, depois da II Guerra, o ajudou a refazer a carreira.

São de Arendt as memórias que, ao longo de duas horas, desfilam pelo palco dando a ver fragmentos da relação com Martin Heidegger e, em simultâneo, momentos da história da Europa, desde a subida de Hitler ao poder até aos julgamentos de Nuremberga.

Ana Padrão volta ao teatro para dar rosto à filósofa judia e Rui Mendes encarna Heidegger.

" Precisava de pessoas com capacidade de colocar uma ênfase dramática no discurso, capazes de compreender profundamente o significado daquilo que estão a dizer, como é o caso de Rui Mendes", justifica João Lourenço.

A escolha da actriz Ana Padrão, cuja trajectória teatral é quase desconhecida, deveu-se "à necessidade de encontrar uma pessoa diferente, cujo rosto emanasse vida", explica ainda.

A dramaturgia da peça recorre à duplicação das cenas, que ao mesmo tempo em que estão ser representadas pelos actores, são filmadas e exibidas em três painéis no fundo do palco.

Este artifício foi a forma que o encenador encontrou para "tornar a peça mais leve e criar um maior efeito dramático".

O elenco conta ainda com Irene Cruz, no papel de mulher de Heidegger, com Cristóvão Campos, Diogo Mesquita, Luís Alberto, entre outros.

Kate Fodor escreveu esta peça ao longo de cinco anos, nos intervalos do seu trabalho como jornalista da Agência Reuters. A obra estreou em 2003 no Manhattan Theater, em Nova Iorque e, desde então, já passou por palcos europeus, sempre bastante aclamada.

João Lourenço "descobriu" Hannah e Martin num teatro de Paris mas decidiu incluir nos textos de Fodor excertos das obras dos dois pensadores. O objectivo era "dar a conhecer um pouco do pensamento e dos textos de Arendt e Heidegger, cuja actualidade é flagrante no Portugal de hoje", diz.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Cinema Nun` Álvares, no Porto, reabre quinta-feira

in Diário Digital 16/12/09

O Cinema Nun' Álvares, no Porto, reabre ao público quinta-feira, às 21:00, depois de um encerramento de quatro anos.

Segundo disse hoje à Lusa o responsável pelo projecto, Elias Macovela, o Nun' Álvares vai apresentar uma programação comercial e independente que pretende reconquistar o público da cidade.

O som foi melhorado e o equipamento de projecção foi substituído para a reabertura, que está a cargo da Malaika Cinemas, uma empresa especificamente criada para gerir a sala de cinema da zona da Boavista.

Cinemateca no Porto vai mesmo avançar

in JN 16/12/09

A criação de um pólo da Cinemateca no Porto foi o assunto principal na reunião que a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, manteve, ontem, terça-feira, com o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio.

Além de terem estudado possíveis formas de colaboração entre a Autarquia e o Ministério para a dinamização do espaço, Gabriela Canavilhas e Rui Rio visitaram, durante a tarde, a Casa das Artes, cujas obras de requalificação deverão estar concluídas a tempo de a extensão da Cinemateca ficar pronta no próximo ano.

O dossiê remonta ao consulado de José António Pinto Ribeiro, mas nunca chegou a conhecer avanços significativos.

Mal tomou posse, Gabriela Canavilhas elegeu o assunto como prioritário. De acordo com o projecto, o pólo portuense não só irá assegurar a exibição de filmes, como deverá albergar o espólio de Manoel de Oliveira, conforme foi o desejo expresso pelo cineasta.

Concurso para alunos sobre direitos de autor

in JN 16/12/09

Os alunos dos 12 aos 18 anos vão ser desafiados a criar uma obra original no âmbito de um concurso nacional que visa sensibilizar os jovens para a importância de respeitar os direitos de autor.

O concurso, designado como o "Grande C", foi criado pela Associação para a Gestão de Cópia Privada (AGECOP) e vai abranger todas as escolas do país a partir de 11 de Janeiro, segundo anunciou, ontem, a directora-executiva da AGECOP, Vera Castanheira. "Inicialmente, tínhamos planeado lançar o projecto em 100 escolas, mas já conseguimos apoios suficientes para disponibilizar um 'kit' de lançamento em todas as 917 escolas do país, incluindo as regiões autónomas", garantiu.

Segundo a directora, o "Grande C" visa desafiar os alunos do Ensino Secundário e do Terceiro Ciclo para que criem uma obra original em qualquer área à escolha, desde a música ao cinema, à escrita, ao jornalismo ou ao design.

Os trabalhos podem ser criados individualmente ou em colaboração e concorrer a uma ou mais categorias. Entre as categorias disponíveis, contam-se Música (instrumental ou canção), Letra, Design de Capa (CD/disco, DVD, livro, jogo ou revista), Vídeo (videoclip, vídeo reportagem e curtíssima-metragem); Plano de promoção online (música, filme, livro ou revista), Escrita Criativa (ficção, científico, poesia ou teatro) e Media (generalista, desporto, moda, artes, viagens).

A inscrição dos alunos poderá ser feita até 5 de Março, sendo os prémios atribuídos a 18 de Junho, um dia depois do final do ano lectivo. "Esperamos fazer uma grande festa e, depois, durante o Verão, será promovida a obra vencedora", explicou Vera Castanheira, adiantando que a obra premiada será publicada e divulgada pelos parceiros da iniciativa. Mais informações em www.grandec.org.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Director do Museu de Évora demite-se

im Público 15/12/09

O director do Museu de Évora, Joaquim Caetano, colocou o seu lugar à disposição da tutela por considerar que o organismo precisa, futuramente, de ser liderado por “alguém com outras características e perfil”.

Em declarações à agência Lusa, Joaquim Caetano disse hoje já ter comunicado a sua decisão ao Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), a qual implica ainda “a formalização de um pedido de demissão formal”.

À frente dos destinos do Museu de Évora há “cerca de nove anos”, o historiador Joaquim Caetano afiançou não ter “qualquer divergência” com o IMC, cujo novo director é João Brigola.

“Entendo é que aquilo que é necessário fazer no museu daqui para a frente requer uma pessoa com outro perfil e características, que não reconheço em mim próprio”, frisou.

Reaberto no final de Junho passado, depois de vários anos de “portas fechadas” para obras de remodelação - período em que funcionou apenas um núcleo de exposições temporárias -, o Museu de Évora enfrenta, agora, “novos desafios”.

“O museu precisa de uma pessoa com outra capacidade de gestão e de angariação de apoios, por exemplo através do mecenato. É preciso encontrar fórmulas alternativas para desenvolver actividades”, defendeu Joaquim Caetano.

O responsável disse que vai manter-se em funções até que o IMC escolha, através de concurso, um novo director e traçou um balanço “positivo” de quase uma década à frente da instituição.

“O museu aumentou o conhecimento, promoveu exposições de um nível que nunca tinha tido e tem melhores condições para apresentar ao público e conservar as suas colecções. Com a remodelação do edifício em que está instalado, dispõe de uma melhor capacidade para o seu trabalho”, sustentou.

Um trabalho que “era importante ser feito por uma pessoa com o meu perfil”, afiançou Joaquim Caetano, que está disponível para continuar a dar o seu contributo à instituição, mas apenas “como técnico”.

A programação de exposições temporárias para o próximo ano já está “fechada” e inclui uma mostra de armas orientais (Março), outra de escultura romana (Junho), várias de arte contemporânea e uma de pintura luso-flamenga do século XVI.

“Por isso, é uma vantagem sair agora, quando o trabalho do próximo ano está todo programado, o que vai permitir à pessoa que ficar como director, depois da escolha do júri do concurso, concentrar-se noutros aspectos de gestão”, afirmou.

Contactado hoje pela Lusa, o IMC informou que o director do Museu de Évora “não apresentou formalmente” ainda “a sua demissão, tendo hoje manifestado a intenção de o fazer a breve prazo”.

“Caso esta intenção venha a concretizar-se, a direcção do IMC definirá o perfil mais adequado para o cargo, sendo o novo director seleccionado de acordo com as regras em vigor na Administração Pública”, acrescentou o IMC nos esclarecimentos prestados através de mensagem electrónica.

O Museu de Évora possui um acervo de mais de 20 mil peças, que integram ourivesaria, desenho, pintura, escultura, lapidária, azulejaria, paramentaria, mobiliário, cerâmica, numismática ou naturália (objectos curiosos da natureza), entre outras categorias.

«Os Vivos, o Morto e o Peixe-Frito» estreia hoje no TNDMII

in Diário Digital 15/12/09

O Salão Nobre do Teatro Nacional Dona Maria II (TNDMII), em Lisboa, acolhe esta terça-feira, às 19:00 horas, «Os Vivos, o Morto e o Peixe-Frito», de Ondjaki.

A peça é um texto satírico que incide sobre as vidas dos emigrantes africanos em Portugal, analisando «como as dificuldades quotidianas podem ser um factor agregador de culturas», segundo o divulgado em comunicado.

«Com algum humor e ritmo, este texto problematiza as relações culturais entre pessoas oriundas de distintos países que se encontram, por circunstâncias várias, num país europeu, num Portugal moderno que comporta tradições e hábitos dos mais diversos pontos do globo», escreve o autor.

«E é, talvez, uma simples estória sobre a amizade e o amor…», termina.

Ministra da Cultura reunida hoje com Rui Rio na Câmara Porto

in Diário Digital 15/12/09

A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, está hoje à tarde reunida com o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, num encontro de trabalho, confirmou à Lusa fonte do ministério.

A reunião entre Gabriela Canavilhas e Rui Rio é privada, sendo os temas em agenda desconhecidos.

A ministra da Cultura esteve no Porto a 29 de Novembro, dia em que revelou que pretendia abrir em 2010 o pólo da Cinemateca na cidade - na Casa das Artes - e que gostaria que esse espaço acolhesse também o espólio do cineasta Manoel de Oliveira.

Guarda cria Prémio Manuel António Pina

in JN 15/12/09

A Câmara Municipal da Guarda anunciou, ontem, segunda-feira, que vai criar o Prémio Literário Manuel António Pina, que será lançado no próximo ano, durante um ciclo dedicado ao escritor, a realizar naquela cidade entre 16 e 22 de Janeiro.

Segundo Virgílio Bento, vereador do pelouro da Cultura da Câmara da Guarda, o prémio irá ser atribuído anualmente, de forma alternada, "para premiar obras de poesia e de literatura infanto-juvenil", e será lançado a 21 de Janeiro.

Referiu que a Câmara Municipal da Guarda, o Teatro Municipal e o Centro de Estudos Ibéricos decidiram realizar um ciclo de actividades dedicadas ao escritor e poeta, que nasceu no Sabugal, em 1943, com o objectivo de homenagear e "divulgar a sua obra".

"Mais do que uma homenagem, queremos divulgar a sua obra e o reconhecimento público da cidade da Guarda e do seu concelho pelo seu labor em prol das artes", justificou o autarca, em conferência de imprensa.

Entre 16 e 22 de Janeiro, serão organizadas exposições, um seminário, espectáculos de teatro, recitais de poesias e oficinas sobre o autor e a sua obra poética e literária, entre outras actividades.

O director do Teatro Municipal da Guarda (TMG), Américo Rodrigues, também presente na apresentação da iniciativa, disse que foi preparado "um programa de alta qualidade, no sentido de divulgar a obra de alguém que se notabilizou como poeta, escritor e jornalista".

Disse que, durante a realização do evento, haverá dois espectáculos de teatro no TMG (dias 16 e 20 de Janeiro) e que, diariamente, de hora a hora, serão difundidos poemas de Manuel António Pina, na Rádio Altitude, e serão distribuídos "milhares de postais, com dez poemas do autor, por todos os sítios de convívio público da cidade". Também destacou a realização de um recital de poesia, no dia 21, por "20 pessoas da cidade, figuras públicas e anónimos. Para cada poema, foi criada uma música específica", adiantou.

Já o Centro de Estudos Ibéricos, segundo a sua coordenadora, Alexandra Isidro, tem a responsabilidade da realização do seminário "Manuel António Pina -- Palavras para além das fronteiras", com a presença de Arnaldo Saraiva e do ensaísta Eduardo Lourenço, entre outros.

Manuel António Pina é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra e foi jornalista do "Jornal de Notícias", entre 1971 e 2001. É autor de quatro dezenas de livros de poesia, ficção, crónica e literatura infantil e de duas dezenas de peças de teatro.

Recebeu vários prémios literários, foi distinguido com a Medalha de Ouro de Mérito da Cidade do Porto, é Comendador da Ordem do Infante D. Henrique e é o patrono da biblioteca da escola Adães Bermudes, na Guarda.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Feira do Livro no TNDMII encerra dia 10 de Janeiro de 2010

in Diário Digital 14/12/09

O Teatro Nacional Dona Maria II (TNDMII) inaugurou na livraria do teatro uma feira do livro com especial destaque para edições de teatro e artes do espectáculo.
A iniciativa, patente até 10 de Janeiro, conta com a presença de várias editoras, oferecendo descontos de 10% no preço de todas as edições nacionais.

Paralelamente, há uma secção de livros com outras promoções, segundo o divulgado em comunicado.

O público pode visitar de terça-feira a sábado, das 14:00 às 19:00 horas. Nos sábados, dias 12 e 19 de Dezembro, o horário é das 14:00 às 22:00. Nos domingos, dias 13 e 20 de Dezembro, funciona das 14:00 às 19:00.