sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Câmara de Aveiro reduz subsídio ao "Aveirense"

in JN 08/01/10

A Câmara de Aveiro reduziu, em 50%, o subsídio anual para o Teatro Aveirense, segundo anunciou, ontem, quinta-feira, a presidente do conselho de administração da empresa municipal que gere aquela casa de espectáculos, Maria da Luz Nolasco.

O "Aveirense" teve um défice de exploração, no ano passado, de 80 mil euros, números que Maria da Luz Nolasco quer reduzir para metade neste ano. A também vereadora da Cultura do actual Executivo camarário aveirense salientou que a autarquia ainda não transferiu para o Teatro Aveirense verbas do contrato-programa do ano passado.

Apesar do aperto financeiro, Pedro Jordão, director do "Aveirense", salientou, na apresentação da programação do primeiro trimestre do ano daquela casa de espectáculos, a aposta numa "programação boa", com o objectivo de, em 2011, "chegar ainda mais longe. Acredito que é possível fazer um bom trabalho", disse.

O regresso do Cine Clube de Aveiro ao Teatro Aveirense é uma das novidades da programação.

Neste mês, destaque para o concerto exclusivo em Portugal de David Thomas Brougthon, um dos nomes do "Primavera Sound", actualmente, um dos grandes festivais europeus de música, no dia 21, e para a apresentação da peça de teatro "Vulcão", de Abel Neves, uma co-produção do Teatro Nacional D. Maria II e ACE/Teatro do Bolhão, e, ainda, a exibição dos filmes premiados do "Cinema 2009".

Em Fevereiro, o destaque vai para o concerto de Carminho (dia 5) e o espectáculo de dança "NiewZart", de Wim Vandekeybus, pela companhia Última Vez (dia 26).

Em Março, a companhia Jangada de Pedra apresenta o espectáculo de dança "Hanare", de Aldara Bizarro e Francisco Camacho, no dia 27.

Nuno Carinhas encena Gil Vicente no D. Maria II

in JN 08/01/10

O auto de Gil Vicente "Breve sumário da história de Deus" será apresentado a partir de hoje, às 21.30 horas, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, numa encenação de Nuno Carinhas, director artístico do Teatro Nacional São João.

Estreado em 1527, na corte de D. João III, este texto vicentino foi o escolhido por Nuno Carinhas para o seu primeiro espectáculo à frente do TNSJ, no Porto, onde se estreou a 20 de Novembro do ano passado.

Um dos autos menos conhecidos e encenados do prolífico dramaturgo português, "Breve sumário da história de Deus" percorre os principais momentos das Sagradas Escrituras, da queda do Homem à ressurreição de Cristo, revelando a misteriosa condição de criaturas cuja humanidade se redime na esperança de Deus.

Para contar aquela que é considerada "a maior história de todos os tempos", Gil Vicente promove um "casting" bíblico, que vai da adoração de Abel à "voz que clama no deserto" de João Baptista, passando pelas provações de Job e pelas profecias de Isaías, incluindo também figuras malignas e as alegorias do Mundo, do tempo e da morte.

"É um texto belíssimo, de uma enorme fantasia, super-simples e económico e que tem uma estrutura muito interessante. Eu costumo dizer que isto tanto pode ser o 'Breve sumário da história de Deus', como o 'Breve sumário da história do Homem', como o 'Breve sumário da história do Teatro' também (...) Não vale a pena ter medo da palavra de Deus, porque não é nenhum papão. Nem é um espectáculo doutrinário, sequer. Podia-se chamar outra coisa qualquer", disse à Lusa Nuno Carinhas.

Para o encenador e cenógrafo, apesar da temática erudita da peça, ela é tão acessível como as de sátira social do autor, porque "o que existe em Gil Vicente é um lidar com a linguagem que tem sempre a espessura daquilo que ele quer tratar".

Porto: Já arrancou Feira do Livro na Cupertino de Miranda

in Diário Digital 08/01/10

Já está patente na Fundação António Cupertino de Miranda, no Porto, a Feira do Livro que disponibiliza mais de 10 mil títulos.

Até 28 de Janeiro, o público pode adquirir mais de 10 mil títulos de 150 editoras nacionais e estrangeiras. Os preços são baixos, de um a 10 euros, segundo a organização.

Estão presentes para venda cerca de 300 mil exemplares, entre best-sellers, novidades, romances, obras de ficção científica, história, ciência, arquitectura, fotografia, entre outros.

Os jovens encontrarão muitos títulos dirigidos à sua faixa etária, incluindo obras que constam do Plano Nacional de Leitura (PNL).

Paralelamente, decorrerão diversas iniciativas no âmbito da feira, como sessões de autógrafos, apresentações de livros, conto de histórias e espectáculos de música e dança.

A solidariedade também é mote na acção (no âmbito da iniciativa europeia 2010 Ano Europeu da Luta Contra a Pobreza e a Exclusão Social), convidando os visitantes a oferecerem a uma instituição de solidariedade social. Estes exemplares serão disponibilizados num Banco de Livros promovido nos últimos dias.

«Com este evento pretendemos evitar que os livros acabem por ser destruídos e permitir que o público tenha uma última oportunidade de os adquirir a um preço simbólico antes do final anunciado», sublinhou Francisco Curralo, da editora Calendário de Letras, que organiza o evento.

O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 13:00 às 20:00 horas; e aos sábados e domingos, das 10:00 às 20:00.

Concursos de apoios pontuais e anuais às artes vão distribuir cerca de 2,4 milhões de euros

in Público 08/01/10

Os concursos de apoios pontuais e anuais às artes promovidos pela Direcção-Geral das Artes (DGA) que abriram hoje as candidaturas, vão distribuir cerca de 2,4 milhões de euros em 2010, anuncia a entidade no sítio online.
No site da DGA, são anunciados oficialmente a abertura dos concursos, os montantes a distribuir, áreas e máximo de candidaturas a apoiar pelo organismo tutelado pelo Ministério da Cultura.

Na modalidade de apoios directos anuais, vão ser disponibilizados 1.628.616,09 de euros para um total de 29 apoios a "entidades de criação, entidades de programação ou entidades mistas sediadas no território de Portugal continental e que tenham, pelo menos, dois anos de actividade profissional continuada".

As áreas abrangidas neste concurso são as artes plásticas e fotografia (com um número máximo de cinco candidaturas), cruzamentos disciplinares (seis), dança (cinco), música (cinco) e teatro (14).

Relativamente à distribuição dos montantes, a DGA justifica que o financiamento proposto "observa um propósito de descentralização da oferta artística e cultural, sendo os montantes alocados por zona de competência de cada Direcção Regional de Cultura".

A região Norte vai dispor de um valor de 575 616,09 euros para apoiar um máximo de 10 candidaturas, a região Centro de 375 000 euros para cinco, a região de Lisboa e Vale do Tejo de 485.000 euros para 10, para o Alentejo estão previstos 85 000 euros para cinco candidaturas, e outras tantas para o Algarve, com 108 000 euros.

No caso da Região Norte, a DGA justifica o montante atribuído - o maior, entre todas do país - como "uma medida que visa a correcção das assimetrias regionais".

De acordo com a DGA, as candidaturas a este concurso deverão ser entregues pelos interessados, através de formulário online, até às 17:00 de 04 de Fevereiro de 2010.

As candidaturas "serão objecto de apreciação por comissões especializadas, de que constam três individualidades de reconhecido mérito e competência nas respectivas áreas artísticas, além de um técnico da DGA".

Na modalidade de apoios pontuais para 2010 - que visam a promoção de actividades artísticas a decorrer em todo o país e até ao final do primeiro semestre de 2010 - está prevista a atribuição de um máximo de 50 apoios, distribuídos por quatro patamares financeiros, num montante global de 800 000 euros.

Este concurso é dirigido a entidades de criação, entidades de programação, entidades mistas, desde que sediados no território de Portugal continental, bem como grupos informais e pessoas singulares.

As áreas artísticas abrangidas são a arquitectura, artes digitais, artes plásticas, cruzamentos disciplinares, dança, design, fotografia, música e teatro nos domínios da criação, programação, interpretação, experimentação, residências, formação artística e técnica, formação e desenvolvimento de públicos.

Nas candidaturas, de acordo com o regulamento, serão valorizados "o carácter inovador e natureza singular dos projectos e seu potencial de afirmação no contexto das artes nacionais e internacionais, a criação de oportunidades para a qualificação de artistas e outros agentes (...) e o contributo para a equidade de acesso à fruição das artes por parte dos diversos públicos".

Ainda segundo a DGA, também as candidaturas aos apoios pontuais são entregues através de formulário online até às 17:00 de 02 de Fevereiro de 2010, e serão objecto de apreciação pelos serviços técnicos da DGA.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Manoel de Oliveira vai discursar para o Papa

in Correio da Manhã 07/01/10

O realizador português Manoel de Oliveira vai discursar para Bento XVI, durante a visita deste a Portugal, em Maio.

O cineasta de 101 anos foi a personalidade eleita pelo mundo da Cultura para discursar no encontro com o Papa, marcado para a manhã de 12 de Maio, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

Já em Novembro último, o Vaticano convidara Manoel de Oliveira para o encontro do Papa com artistas de vários pontos do Mundo mas, na altura, o cineasta não pode estar presente.

Programa cultural dos 100 anos da República revisita ideais para melhor olhar o futuro

in Público 07/01/10

Serão mais de 500 iniciativas culturais, um pouco por todo o país, e prolongam-se por todo este ano, que marca o centenário da República, até Agosto de 2011. Haverá exposições a contar a história da implantação da República, mas também ciclos de debates, cinema, fotografia, festivais, ou exposições temáticas como aquela que mostrará a importância do ensino na I República.

No programa global encontram-se também exposições itinerantes, dentro e fora de Portugal, e exposições de arte, como a que se poderá ver no Museu Nacional de Arte Antiga sobre os primitivos da pintura portuguesa. Os amantes da música, da caricatura ou da banda desenhada, também não foram esquecidos no programa cultural ontem apresentado, na Biblioteca do Palácio da Ajuda, pelo presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR), Artur Santos Silva, a comissária Fernanda Rollo e a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.

Entre as mais de 50 iniciativas de instituições ligadas ao Ministério da Cultura, haverá textos encenados no Teatro Nacional São João, no Porto, e no Teatro Nacional Dona Maria, em Lisboa, um ciclo na Cinemateca em Lisboa e actividades ligadas a museus e bibliotecas por todo o país.

As celebrações do centenário, cujo programa está aberto e procura acolher iniciativas de fora da CNCCR, serão uma ocasião para descentralizar a cultura e redescobrir artistas ou dá-los a conhecer aos mais jovens. A ideia, sublinhou Fernanda Rollo, é criar uma ponte entre o passado e o futuro, valorizar o património e ver como através da evocação do passado histórico, este pode ser recriado e estimulado para um melhor conhecimento da cultura e da identidade.

Também foi sugerido que estas comemorações se prolonguem para além da efeméride e contribuam para uma reflexão sobre o que se quer da escola ou da cultura em Portugal. É esse, pelo menos, o desejo da comissão que dispõe de 10 milhões de euros do Orçamento do Estado para as comemorações.

"Este momento de celebração é um momento que devemos àqueles que na História fizeram essa mudança de regime. Os ideais, os protagonistas e as grandes realizações são para nós uma parte fundamental do programa", disse Artur Santos Silva, que falou no objectivo de "ver como a partir desses ideais republicanos revisitados podemos ter amanhã um Portugal melhor".

Novo modelo de gestão de museus será testado no de Arte Popular

in Público 07/01/10

No Museu de Arte Popular, que deverá reabrir durante este ano em Lisboa, irá “ser experimentado um modelo de gestão que poderá depois ser estendido a outros museus”, disse ao PÚBLICO a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.

“Queremos encontrar modelos de gestão participados que envolvam a sociedade civil, agentes privados e outras formas de participação cultural/cívica”, explicou Gabriela Canavilhas no final da cerimónia de tomada de posse, hoje, dos novos dirigentes de organismos do Ministério da Cultura.

O projecto para o museu prevê uma “releitura do velho Museu de Arte Popular contando ao século XXI o que foi a Exposição do Mundo Português [em 1940], da qual o edifício é o único sobrevivente”, acrescentou o secretário de Estado Elísio Summavielle. A ideia é que haja “o envolvimento de agentes privados” e um aproveitamento “quer do artesanato quer da componente gastronómica” num museu que, segundo Summavielle, “não deveria abrir às nove e fechar às cinco, mas talvez abrir ao meio-dia e funcionar pela noite fora”.

Quanto ao Museu dos Coches, os dois dirigentes garantiram que as obras vão ser lançadas no final de Janeiro. “Os serviços [ligados à Arqueologia e que ainda se encontram no local onde será construído o novo museu, na Avenida da Índia] vão sair por volta do dia 20 e no fim do mês o espaço estará devoluto para se iniciar a construção”, disse Summavielle. Relativamente ao anunciado novo Museu da Língua e da Viagem (nome ainda não oficial), Gabriela Canavilhas não revela por enquanto mais nada, mas afirma que existem “planos extraordinários”.

No seu discurso nas tomadas de posse, a ministra referiu-se ao património, sublinhando a necessidade de “romper com modelos obsoletos de gestão patrimonial” e de haver “abertura a novas formas de contratualização e co-responsabilização”. E anunciou a criação de um Observatório do Património, assim como a elaboração de um “plano estratégico para os museus e palácios nacionais”.

Canavilhas considerou que “os desafios mais difíceis – por envolverem meios financeiros mais avultados e obrigarem a revisões normativas – serão os que se referem ao ICA [Instituto do Cinema e do Audiovisual]. Reconhecendo que este é um sector que “depende do investimento financeiro para se desenvolver”, defende no entanto a necessidade de “encarar esta temática com coragem e determinação com vista a encontrar estratégias eficazes que permitam uma melhor rentabilização do investimento que já é feito no sector”. Se é verdade que falta investimento, disse, “falta também uma auto-análise desassombrada e corajosa que nos ajude a participar na revitalização do sector”.

Evocação a Camus no Centro Cultural de Belém

in Destak 07/01/10

O dia 10 Janeiro, a partir das 15h, vai ser dedicado à evocação da obra de Albert Camus, 50 anos depois da sua morte.

O Centro Cultural de Belém, em Lisboa dá voz a excertos de textos literários fundamentais, como O Estrangeiro, O Mito De Sísifo, O Exílio e O Reino, e relembra a polémica com Sartre.

Encerra, às 18h, com a projecção do filme Les Justes, realizado a partir de uma encenação da peça de Camus.

Salas portuguesas perderam 800 000 espectadores nos últimos três anos

in Destak 07/01/10

Nos últimos três anos, as salas de cinema portuguesas perderam mais de meio milhão de espectadores, mas as receitas de bilheteira aumentaram, de acordo com dados do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).

Este instituto revelou os dados estatísticos da exibição cinematográfica em Portugal em 2009 e, embora sejam provisórios, indicam que no ano passado 15,6 milhões de espectadores foram ao cinema.

Esta é a a terceira quebra consecutiva de idas ao cinema desde 2006, ano em que se registaram 16,4 milhões de espectadores.

Significa que, de 2006 até 2009, venderam-se menos 800 mil bilhetes de cinema.

Apesar desta diminuição, a receita bruta de bilheteira aumentou 5,3 milhões de euros de 2006 a 2009, possivelmente impulsionada pelo aumento do preço dos bilheteira.

A animação "A idade do gelo 3", de Carlos Saldanha e Michael Thurmeier, foi o filme mais visto de todos os que estrearam comercialmente em 2009 nos cinemas portugueses, totalizando 667.551 espectadores e 3,7 milhões de euros de receitas.

Em segundo lugar surge "2012", de Roland Emmerich, com 527.580 espectadores e em terceiro "Lua Nova", da saga de vampiros "Twilight", com 508.921 espectadores.

Os dados do ICA revelam que os portugueses gostam sobretudo de ver filmes estrangeiros, já que a audiência do conjunto dos três filmes nacionais mais vistos de 2009 (238.452 entradas) fica muito atrás de "Idade do gelo 3".

Entre os filmes portugueses, o que somou mais espectadores em 2009 foi "Uma aventura na casa assombrada", de Carlos Coelho da Silva, com 102.309 entradas.

Seguiram-se "Second Life", de Alexandre Valente (90.164 espectadores) e "Contrato", primeiro filme realizado por Nicolau Breyner (45.379 espectadores).

A Zon Lusomundo voltou a ser distibuidora com a maior fatia do mercado nacional, com 135 longas-metragens estreadas em 2009 e 36,2 milhões de euros de receita de bilheteira, ainda que tenha sofrido uma descida nos lucros comparando com 2008.

Tom Zé abre temporada no Teatro Viriato

in JN 0/01/10

O Teatro Viriato, de Viseu, acolhe no primeiro trimestre deste ano "figuras incontornáveis da cultura internacional e nacional", segundo o seu director, Paulo Ribeiro, cabendo ao compositor brasileiro Tom Zé fazer a abertura da nova temporada.

"É um exemplo da grande música popular brasileira. Apesar dos seus 73 anos, continua a ser uma pessoa que se transfigura completamente em palco, que tem uma capacidade de criar sons e de jogar com a língua portuguesa que é uma referência", afirmou em conferência de Imprensa o director-geral e de programação do Teatro Viriato, Paulo Ribeiro.

Considerou que ter Tom Zé no Teatro Viriato, no próximo dia 21, será "um momento único", lembrando que o compositor "foi e continua a ser uma referência incontornável" para a geração de Chico Buarque e Caetano Veloso.

Outro nome grande que subirá ao palco do Teatro Viriato é a actriz Eunice Muñoz, que a 12 e 13 de Março apresentará "O ano do pensamento mágico", um monólogo de Joan Didion, com encenação de Diogo Infante.

Segundo Paulo Ribeiro, no que respeita ao teatro, a programação deste trimestre "assenta num conceito forte de monólogos no feminino, que passam por desempenhos de muitas figuras, das mais emergentes às mais consagradas, numa espécie de homenagem à longevidade da condição feminina no teatro".

Entre elas está também Rafaela Santos, "uma artista que se fixou em Viseu graças às sinergias da companhia Paulo Ribeiro e do Teatro Viriato" e que estreará "Mulher mundo", a 26 e 27 de Março.

A programação integra outra estreia absoluta, "Pinóquio", de Sónia Barbosa, uma actriz e encenadora que se tem dividido entre Itália e Portugal.

"Agora, cada vez mais, vai ficar por cá, sobretudo em Viseu", avançou Paulo Ribeiro, explicando que esta peça é uma produção da sua companhia de dança contemporânea e que, "além das sessões para público escolar e familiar no Teatro Viriato, está disponível para itinerância em escolas".

Destacou também o contributo de José Pedro Gomes, que volta ao Teatro Viriato em Fevereiro para três sessões de "Vai-se andando", e o regresso em Março do Novo Circo, com a peça "Le jardin", que tem sido aplaudida por toda a Europa.

No que respeita à dança, o coreógrafo destacou o festival "W-EST_WHERE", que o Teatro Viriato acolhe em Fevereiro, e "no âmbito do qual serão promovidas residências artísticas, formação, apresentação de espectáculos e conferências com artistas da Europa de Leste e Oeste, num programa que se dirige essencialmente a um público profissional da dança".

"W-EST_WHERE" é um projecto de cooperação coreográfica entre França (Companhia Jasmina), Portugal (Teatro Viriato e Companhia Paulo Ribeiro), Croácia (Dance Week Festival) e Hungria (Trafó House).

Fantasporto regressa ao Rivoli a 22 de Fevereiro

in JN 07/01/10

A 30ª edição do Fantasporto - Festival Internacional de Cinema do Porto, com início marcado para 22 de Fevereiro, é um dos destaques da programação cultural da autarquia portuense para os próximos tempos.

O evento, que se prolonga até 7 de Março, no Rivoli Teatro Municipal, não é organizado pela autarquia, mas conta com o seu apoio, através da empresa municipal PortoLazer.

A 30ª edição do Fantasporto estreia na sessão oficial de abertura "Solomon Kane", produzido por Samuel Hadida, dirigido por Michael J. Basset e considerado como "uma das superproduções do ano".

Esta produção estreia dia 26 de Fevereiro, no Grande Auditório do Rivoli, na sessão de abertura oficial do Fantasporto.

Nesta 30ª edição do Fantasporto, a organização faz regressar ao Porto "realizadores agora consagrados, descobertos e já premiados no festival ao longo dos anos", como Vincenzo Natali, Jaume Balagueró e Paco Plaza.

"Crazies", filme da área do fantástico do realizador Breck Einster que junta Penélope Cruz e Mathhew McConaughey, encerrará o certame.

Na agenda de eventos da PortoLazer para o trimestre destaca-se, ainda, mais uma inauguração simultânea nas lojas e galerias da Rua Miguel Bombarda, no dia 23, a partir das 16:00.

Serralves 2009 - A Colecção (3º momento), uma mostra que estará patente no Museu de Serralves e na Rua Cândido dos Reis, é outra das iniciativas inseridas na agenda da PortoLazer.

"No Porto a Vida é Longa..." - Desporto Sénior, um programa destinado a residentes no Porto com mais de 55 anos, continua a realizar-se todos os dias, com actividades como aulas de ginástica, taichi, yoga e caminhadas.

TMM tem projecto educativo para crianças dos 3 aos 5

in Diário Digital 07/01/10

De 18 a 24 de Janeiro, o Teatro Maria Matos (TMM) promove «Vice-Versa», de Victor Hugo Pontes, projecto educativo/performance para crianças dos 3 aos 5 anos.
Sobem ao palco na performance Joana Faria e Mafalda Faria, sob direcção, coreografia e cenografia de Victor Hugo Pontes, segundo o divulgado em comunicado.

A música é assinada por Rui Lima e Sérgio Martins. O desenho de luz é de Wilma Moutinho.

«Quanto tempo falta para ser grande? Se ficar com um dedo preso debaixo do pé durante 5 minutos isso é muito tempo? O que acontece se os ponteiros do relógio pararem? Uma história sem pés nem cabeça, ou com dois braços, vários dedos, joelhos, pernas e um nariz, num processo que vai acompanhando o desenvolvimento do conceito de tempo e o crescimento durante a infância», escreve o autor.

As sessões decorrerão às 10:00 horas (de 18 de Janeiro a dia 22) e às 11:00 horas (dias 23 e 24 de Janeiro).

Ainiciativa é uma co-produção do TMM, Teatro Viriato, Centro Cultural Vila Flor, FCD/Teatro do Campo Alegre e NEC, com o apoio do Balletatro. O preço é de 2,50 euros por crianças e 5 euros por adulto.

Audiovisual será um dos maiores desafios da tutela

Na tomada de posse de treze dirigentes, Gabriela Canavilhas divulgou as principais linhas de actuação do Ministério da Cultura

A ministra da Cultura disse ontem que os desafios mais importantes do ministério que tutela se prendem com o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) "por envolverem meios mais avultados e revisões normativas".

Apesar de considerar o sector do cinema e audiovisual "uma das linguagens artísticas mais importantes do nosso tempo" e reconhecendo que "necessita de mais investimentos para se desenvolver", Gabriela Canavilhas preconizou a necessidade de encarar esta questão com "coragem e determinação com vista a encarar estratégias eficazes que permitam uma melhor rentabilização do investimento que já é feito no sector".

"A indispensável busca de novos mecanismos de financiamento deve ser feita em paralelo com uma avaliação séria e criteriosa sobre a estratégia que está em vigor, procurando-se apurar e melhorar os investimentos", sublinhou a ministra, que falava na cerimónia de posse dos novos dirigentes de organismos do Ministério da Cultura. Gabriela Canavilhas admitiu, contudo, que falta investimento no cinema e no audiovisual, que necessita também de "uma análise desassombrada e corajosa" que contribua para a "revitalização do sector".

A criação de um Observatório do Património, dentro de um a dois anos, e a entrada em vigor, durante este ano, da primeira fase do programa E@autêntico, que permitirá desmaterializar o processo de autenticação e certificação de conteúdos culturais, são algumas das políticas culturais a desenvolver nesta legislatura.

Para a ministra, a gestão dos museus portugueses exige "perfis consentâneos com o tempo em que vivemos" que aliem o conhecimento científico à prática de modelos modernos e participados. Outra das prioridades, segundo a ministra, é a elaboração da lei das bibliotecas, um normativo "há muito desejado e nunca concretizado". Nesse sentido, defendeu que o Museu de Arte Popular "poderá ser um estimulante ensaio de modernidade de gestão".

A ministra deu ontem posse, no Palácio da Ajuda, a treze novos dirigentes de organismos dependentes do Ministério, que se encontravam todos em funções interinas. Entre os empossados con- tam-se o director do Instituto dos Museus e Conservação (IMC), da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, do Instituto de Gestão do património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) e o Inspector-Geral das Actividades Culturais e directores regionais de Cultura. A nova directora da Cinemateca Portuguesa, Maria João Seixas, só tomará posse no final deste mês, segundo disse à Lusa fonte da assessoria de imprensa do Ministério.

Festival homenageia Nicolau Breyner em Gaia

in DN 07/01/10

A Associação Recreativa de Canidelo, em Gaia, apresenta, a partir de 16 de Janeiro, a quarta edição do Festival Internacional de Teatro CALE-se.

A iniciativa será dedicada, este ano, ao actor Nicolau Breyner, em homenagem ao seu trabalho e dedicação ao teatro em Portugal, à semelhança do que aconteceu em anos anteriores com Ruy de Carvalho, Adelaide João e Margarida Carpinteiro.

O festival CALE-se, que decorrerá até 20 de Março, é o único com carácter competitivo, organizado em Portugal por um grupo de teatro não profissional- o Cale Estúdio Teatro.

Para esta edição, o director do festival, Cândido Xavier, realçou a participação de grupos de teatro estrangeiros. Entre doze produções oriundas de países da União Europeia, como França, Espanha ou Bélgica, e de países de língua oficial portuguesa, como Brasil, destaca-se o espectáculo Ubú Rey, da companhia Cerrado por Obra, de Sevilha, em apresentação no dia 27 de Fevereiro.

'A Mãe' de Gorki/Brecht na versão de Benite

in DN 07/01/10

Teatro de Almada apresenta uma das mais polémicas peças de Brecht. Encenador quer mostrar texto para lá do quadro ideológico.

A figura materna é um dos símbolos fundadores da cultura humana. Das Vénus paleolíticas até à virgem Maria, o corpo fecundo sempre se prestou a ser uma metáfora do porvir e da salvação. E se o cristianismo a sacraliza como a mãe de Cristo, Brecht sacraliza-a como a mãe da revolução.

O famoso texto brechtiano sobe à cena hoje, pelas 21.30 no Teatro Municipal de Almada, com Joaquim Benite a dirigir um elenco de 18 actores, com destaque para Teresa Gafeira no papel de Pelagea Vlassova, a mãe.

Adaptada da obra homónima do escritor russo Maximo Gorki, a peça, recriada em 1931 pelo dramaturgo alemão Bertold Brecht, conta-nos a história da transformação da consciência de uma mulher, desde a estagnação auto-satisfeita até ao ímpeto e à fúria revolucionária consequentes da aprendizagem, do confronto com o mundo e com a morte do filho.

Joaquim Benite confessa que "desejava há muito tempo encenar esta peça", que considera ser "pouco divulgada e pouco representada" .

"É um equívoco persistir na leitura dos textos de Brecht dentro de um quadro ideológico tão estrito, quando ele é uma figura fundamental do teatro e da cultura do nosso tempo", declara.

Pelo facto de ser uma obra com um cunho político fortíssimo e com características narrativas especiais, "a sua encenação torna-se um desafio complexo", explica Benite, que apresenta uma dramaturgia próxima da original.

A acção decorre na Rússia nos alvores do século XX até à revolução bolchevique de 1917. O cenário recria essa época, com a projecção de imagens numa grande tela que serve de horizonte visual para o público e com um muro móvel que serve para dividir as cenas. Este muro, um elemento bastante simbólico na história política da Europa, é aqui usado também "como uma evocação da meia-cortina usada por Brecht", explica ainda o encenador.

"O que me interessa não é a criação de artifícios cénicos elaborados, mas sim dar o conhecer o texto de Brecht, deixar que sejam as palavras a criar imagens na mente do espectador", afirma.

Além das palavras, a música é outro elemento fundamental do teatro épico desenvolvido pelo dramaturgo. Joaquim Benite optou por traduzir directamente as canções originais de Hanns Eisler, que surgem aqui acompanhadas por um conjunto de trompete, acordeão e percussão.

O despojamento cénico permite que a figura de Pelagea Vlassova/Teresa Gafeira ganhem, para Joaquim Benite, "uma dimensão tragicómica". Esta mãe não é só o corpo que prepara simbolicamente a revolução ela é também uma mulher "numa relação dialéctica com o mundo, aprende a revolução mas também aprende com a morte do filho". É esta relação dialéctica das personagens com a história que Vlassova personifica, mostrando como o teatro de Brecht "é muito mais do que teatro comunista, é um teatro dificilmente classificável", diz .

Na sala de ensaios será apresentado, aos sábados, o espectáculo 'Canções de Brecht', com Teresa Gafeira, o tenor Luís Madureira e os pianistas Jeff Cohen ou Francisco Sassetti.

“Criativos são artistas que aceitaram o risco do constante fracasso”

in DN 07/01/10

Hoje, na Culturgest, em Lisboa, é exibido o mais recente filme do cineasta americano que se tem dedicado a fazer documentários sobre as subculturas do seu país. A nova obra é sobre publicidade e as mentes criativas que a revolucionaram nos anos 60

Quando é que começou a interessar-se por publicidade?
Não vejo televisão, por isso não vejo muitos anúncios, mas por vezes dirijo-os e reconheço que são uma forma muito dinâmica de comunicação, quando bem executados. Lembro-me perfeitamente de alguns dos anúncios que marcaram a América dos anos 60 e o nascimento da revolução criativa, como os anúncios da Volkswagen, American Tourister e outros que aparecem no filme Art & Copy.

Como surgiu a ideia de fazer este filme sobre criatividade?
A ideia não foi minha. Fui contactado pelos produtores do filme, que tinham acesso a estas lendas da publicidade. Habitualmente eles não falam com os media e não são conhecidos fora da indústria publicitária, embora tenham moldado a nossa cultura. A oportunidade de os conhecer e entrevistar pareceu-me excitante.

Acredita que a criatividade resolve todos os problemas?
Acredito que sim. A criatividade é a possibilidade de ver as coisas de um modo diferente e criar soluções para todo o género de problemas. Não está limitada à arte ou à escrita. Os grandes políticos, arquitectos, homens de negócios e economistas têm mentes criativas. Em publicidade ter uma mente criativa é uma exigência profissional. E isso é muito difícil, porque não basta fazer algo que seja diferente, esse diferente tem que funcionar e obter resultados.

Por que motivo são os criativos publicitários tão pouco conhecidos, apesar de produzirem conteúdos culturais e mensagens consumidas por milhões de pessoas?As pessoas que fazem os anúncios não colocam os seus nomes neles. Além disso, a publicidade é uma arte do efémero. Os anúncios têm vidas curtas e não se voltam a ver mais tarde, ao contrário de outras formas de arte como os filmes, os livros ou os quadros.

Os criativos publicitários sonham ser estrelas ou têm consciência que as estrelas são as marcas e os produtos que eles trabalham?
Como o filme Art & Copy mostra, os criativos têm muitos tipos de personalidade. Acredito que alguns estejam interessados em ser famosos e que outros gostem de trabalhar no anonimato. No entanto, se estiverem a fazer bem o seu trabalho, a fama não é assim tão importante. O sucesso da campanha publicitária é em si mesmo a verdadeira medida do sucesso. Por vezes, os criativos tentam fazer trabalhos para ganhar prémios em festivais e fazer avançar esta arte, mas isso não funciona para o cliente, porque não é esse o objectivo.

Os criativos que filmou têm algo em comum com as personagens da série Mad Men, que tem como tema de fundo as agências de publicidade americanas dos anos 60?
As pessoas que surgem em Art & Copy pensam que Mad Men não têm quase nada a ver com a realidade publicitária dos anos 60 na América. Garantem que as coisas não se passaram como a série mostra. Tudo era mais dinâmico e excitante. Mad Men é um excelente drama sobre a vida, o poder e o sexo, mas não aborda as dificuldades que existem em fazer de um anúncio ou de uma campanha uma grande peça de comunicação.

É mais difícil para as mulheres atingirem o topo da criatividade? No filme aparecem duas ou três…As poucas mulheres que aparecem no Art & Copy eram brilhantes. É pena tão poucas mulheres atingirem posições de poder na publicidade, mesmo hoje em dia e o meu filme reflecte isso, infelizmente. Antes da década de 60, a publicidade encontrava-se ainda mais segregada, mas quando os judeus, italianos e gregos americanos, assim como as mulheres americanas se começaram a infiltrar na publicidade, tudo mudou e os resultados foram excelentes: o nascimento da revolução criativa. Tal não se deveu apenas às diferenças étnicas, mas o efeito foi muito positivo. Algo semelhante deveria acontecer de novo.

Qual foi a mente criativa que mais o surpreendeu?
Todos, pois revelaram-se seres mais profundos do que poderia imaginar. Eu ia com o estereótipo dos publicitários frios, manipuladores, género personagens do Feiticeiro de Oz e estava completamente enganado. Eles são habitados por conflitos que os tornam muito humanos e interessantes.

Os criativos publicitários são escritores e artistas frustrados?
Penso que é um estereótipo incorrecto. Certamente é preciso ter uma certa personalidade para ser bem sucedido em publicidade. O que é muito frustrante é quando o que se escreve ou cria em termos de imagem é sistematicamente rejeitado por clientes. Os criativos são artistas que aceitaram a possibilidade do constante fracasso das suas propostas e são pagos para isso. Esta situação seria intolerável para a maior parte dos artistas.
Se trabalhasse numa agência, seria redactor publicitário ou director de arte?
Director de arte. Adoro o design, a imagem e grafismos. Eu era um artista gráfico quando frequentava a escola de cinema.

A imagem e a palavra estão ligadas por um &?
Essa é uma das invenções dos anos 60. A combinação da imagem e da palavra tornou a publicidade mais dinâmica e quem o fez pela primeira vez foi Bill Bernbach na DDB. Tratam-se de duas maneiras diferentes de comunicar e resultam muito melhor em conjunto.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Polémica em volta do nome 'Guimarães 2012'

in Correio da Manhã 05/01/10

Câmara recusa uso do nome 'Capital Europeia da Cultura'

O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, António Magalhães, recusou o pedido de registo de marca para utilização comercial dos nomes ‘Guimarães 2012’ e ‘Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura’.

De acordo com a agência Lusa, António Magalhães tenta evitar uma “apropriação por parte de entidades privadas de um património público que, como tal, deve ser salvaguardado”.

A proposta de dois empresários privados para registo de marca com fundos comerciais vai ser levada ao executivo municipal para discussão. A Câmara sublinha que “a promoção e divulgação do nosso património constituem um eixo fundamental da estratégia de desenvolvimento e afirmação da cidade e do concelho”.

Para o autarca, acima dos interesses económicos privados estão os interesses do município e a “salvaguarda do interesse público” passa por manter os símbolos da cidade na titularidade dos órgãos municipais.

Guimarães: Música marca arranque do ano no Centro Vila Flor

in Diário Digital 05/01/10

O Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães, apresenta no novo ano uma nova imagem e terá em Janeiro uma programação dominada pela música.
O espaço Café Concerto vai acolher ao longo do mês a apresentação dos últimos álbuns de «algumas das mais aplaudidas bandas do panorama nacional», segundo o divulgado em comunicado.

Sean Riley & The Slowriders sobem ao palco esta sexta-feira, dia 8 de Janeiro; e os Old Jerusalem actuam este sábado, dia 9.

No dia 16 de Janeiro é a vez de The Weatherman, o projecto Papercutz é no dia 23 e a cantora Maria Anadon estará em destaque no dia 30.

Paralelamente, o Grande Auditório acolhe três espectáculos. A cantora espanhola Buika animará na noite de dia 16. Dia 23 de Janeiro o público poderá contar com o compositor brasileiro Tom Zé. A bailarina e coreógrafa Clara Andermatt apresenta no dia 30 de Janeiro o seu primeiro espectáculo a solo.

Nas artes plásticas, o Palácio Vila Flor acolherá uma exposição de Manuel Caeiro, com inauguração marcada para 16 de Janeiro, às 18:00 horas. Os trabalhos estarão patentes até 28 de Março.

O público pode consultar no site do CCVF mais informações sobre a programação e adquirir ingressos para os espectáculos.

TMM acolhe Primeiros Sintomas a partir de 12 de Janeiro

in Diário Digital 05/01/10

O Teatro Maria Matos (TMM) vai acolher de 12 a 20 de Janeiro, «Maria Mata-os», dos Primeiros Sintomas, com texto de Miguel Castro Caldas e música de Sérgio Delgado.
A obra conta com Anabela Brígida, Bruno Bravo, Bruno Simões, Catarina Mascarenhas, David Almeida, Élvio Camacho, Gonçalo Amorim, Inês Pereira, Mónica Garnel, Ricardo Neves-Neves, Rita Aveiro, Sandra Faleiro e Sérgio Delgado.

«Novíssimo! Uma Revista com forma e conteúdo! E mais bizarro, com forma no conteúdo e com conteúdo na forma! Um verdadeiro pastel de nata! Um espectáculo português para o povo e pró burguês! É a revista nacional, para quem está bem e para quem está mal! É a revista dominante, para o acanhado e para o pedante! É a revista sem rival, leite frio e natural! Um ramalhete!», escreve a produção.

O espectáculo, dirigido a maiores de 16 anos, será apresentado diariamente, de 12 a 20 de Janeiro (salvo dia 17), sempre às 21:30, na Sala Principal.

Elevadores lisboetas com intervençõesde artistas portugueses

in DN 05/01/10

Alexandre Farto, Susana Anágua, Vasco Araújo e Susana Mendes são os responsáveis por estas instalações de arte pública

Nos anos 80, a Carris convidou os artistas Eduardo Nery, Calvé e José de Guimarães para decorarem uma série de autocarros de dois andares. Agora, a empresa pediu a quatro jovens talentos para mudarem o aspecto de outros meios de transporte emblemáticos: os elevadores de Lisboa. Os artistas plásticos escolhidos foram Alexandre Farto, Susana Anágua, Vasco Araújo e Susana Mendes Silva, que realizaram intervenções de arte pública, respectivamente, no Ascensor da Bica, no Ascensor da Glória, no Ascensor do Lavra e no Elevador de Santa Justa.

O projecto, intitulado Arte em Movimento - Carris, será inaugurado amanhã, e continuará patente durante perto de seis meses, até dia 30 de Junho. O objectivo é "estabelecer uma ponte entre um passado de histórias e vivências com o presente e o futuro", como explicou Lourenço Lucena, o comissário da iniciativa. No seu entender, este projecto "vai convidar os lisboetas a lançar um novo olhar sobre um transporte que usam ou não no seu quotidiano, mas que faz parte integrante da história da cidade e da vida dos seus habitantes".

No que consistem estas intervenções? O artista plástico Alexandre Farto, por exemplo, vai revestir duas das cabines do Ascensor da Bica com uma película reflectora que irá, como um espelho, "reflectir a realidade circundante". Susana Anágua, por outro lado, criou uma proposta artística para o Ascensor da Glória que tem a ver com "o equilíbrio de forças, e a mecanicidade do equipamento". Desta forma, explicou Lucena, pretende "registar a experiência de encontros e desencontros que já experienciámos nos elevadores".

Já no Elevador de Santa Justa, Susana Mendes Silva convida as pessoas a interagir com a sua obra, através de um texto em várias línguas que remete para o blogue www.santa-justa.blogspot.com. Por fim, Vasco Araújo, que instalou o seu projecto no Ascensor do Lavra, colou frases suas e de Fernando Pessoa nos bancos. O resultado é "um trabalho profundo e intimista que interpela os passageiros, convidando-os a pensar".

"É uma forma de dar visibilidade aos elevadores/ascensores através de trabalhos de artistas portugueses contemporâneos", sublinhou, observando que o projecto se enquadra no programa de responsabilidade social da Carris. Aparentemente, este não será um caso isolado, visto que a empresa pretende apostar numa promoção continuada da arte pública portuguesa através de outros equipamentos de transportes, como os autocarros e eléctricos.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Porto: La Féria está a negociar com CMP permanência no Rivoli

in Diário Digital 04/01/10

O encenador Filipe La Féria está a renegociar com a Câmara Municipal do Porto (CMP) o contrato de acolhimento do Teatro Rivoli, tendo feito uma proposta que a autarquia está a analisar, disse hoje à Lusa a directora de produção Irene Sousa.

«Fizemos uma proposta que a câmara está a analisar. A proposta inclui alguns considerandos que não estavam contemplados, em termos de funcionamento. Está a decorrer o processo normal de negociações», adiantou à Lusa a directora da Todos ao Palco, a companhia que trabalha no Rivoli.

O contrato de acolhimento da Todos ao Palco terminava no fim de Dezembro de 2009, mas foi prorrogado por «mais um mês», até 31 de Janeiro, devido à estreia de duas peças de teatro (A Casa do Lago e O Feiticeiro de Oz), explicou Irene Sousa.

Finanças e gestão são os desafios dos museus

in JN 04/01/10

Orçamento para museus e palácios nacionais é ainda uma incógnita

Os museus e os palácios nacionais têm como grande desafio para este ano a resolução de dois problemas: reduzidos recursos financeiros e humanos, que há anos consecutivos os afectam, limitando as programações, e a exigência de novas formas de gestão.

São os guardiães do património do país. Os museus e palácios conservam e exibem as colecções públicas de arte antiga e contemporânea, uma actividade que se tornou mais complexa nos últimos anos, em que têm tido de lidar com uma identidade em mudança, segundo os especialistas.

De acordo com a Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Museus (ICOM-PT), inquéritos realizados em 1999 e 2003 mostram que quase triplicou o número de espaços museológicos em Portugal que já obedecem a critérios mais exigentes.

Em 2008, na revista "Museologias.pt", Manuel Bairrão Oleiro, então director do Instituto dos Museus e Conservação (IMC), defendia a possibilidade de os museus nacionais serem financeiramente apoiados pelo Estado, de forma continuada, mas geridos de acordo com regras de gestão privada, convicto de que esta solução "seria aquela que melhores garantias de êxito poderia trazer aos museus públicos".

João Neto, presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), rejeita esta posição, e considera que "os privados não são melhores do que os públicos".

Mas defende, como prioridade para este ano, que "os recursos humanos dos museus devem receber formação especializada em gestão e direcção" destes organismos.

Defende também a criação do Conselho Nacional de Cultura, que integra uma sessão dedicada aos museus, "uma promessa nunca realizada".

Esta também é uma das medidas fundamentais e mais urgentes defendidas recentemente num documento enviado à tutela pela direcção do ICOM-PT, que vaticina "tempos muito difíceis no mundo dos museus".

O orçamento para os museus e palácios nacionais deste ano é ainda uma incógnita, mas a tutela, liderada pela ministra Gabriela Canavilhas, já reiterou o avanço da construção do novo Museu dos Coches em Belém, em Lisboa, e anunciou também a reabilitação do Museu de Arte Popular, também na capital, envolto em polémica no ano passado.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Aplicar a nova ortografia em 2010 é uma precipitação?

in Público 03/01/10

Os críticos defendem que ainda se vai a tempo de travar a aplicação do Acordo Ortográfico e os defensores respondem que ele já está em vigor. A nova ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, parece partilhar as convicções do antecessor, José António Pinto Ribeiro, e diz que quanto mais depressa o aplicarmos, melhor será para afirmar a língua portuguesa no mundo. A ministra da Educação, Isabel Alçada, pede tempo para a introdução das novas regras nas escolas. Em que ficamos?

"O processo ainda pode ser parado", diz o escritor Vasco Graça Moura, um dos mais activos críticos. "Não pode avançar sem haver ratificação por todos os países. Se o objectivo é a unidade da grafia, basta que um não avance para que não faça sentido." Tal como o Governo recuou no caso da localização do novo aeroporto, também deve recuar no Acordo Ortográfico, defende. "Quem não está a aceitar isto são umas baratas tontas na CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] que têm que arranjar um pretexto para terem alguma actividade."

"Não há nenhuma possibilidade de recuo, o acordo está em vigor", contrapõe José Mário Costa, fundador e coordenador do site Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Favorável ao acordo (uma posição pessoal), justifica: "O português arrisca-se a ter não duas ortografias oficiais, mas oito e isso não pode acontecer numa língua que pretenda ser universal."

O linguista António Emiliano, outro crítico, considera que a decisão do Ministério da Educação de não avançar com o acordo já em 2010 é "do mais elementar bom senso". "Desafio qualquer pessoa a aplicar o Acordo Ortográfico. As ambiguidades são tão grandes que há casos em que não sabemos o que fazer." Neste momento "ninguém sabe aplicar o acordo".

Malaca Casteleiro, também linguista e um dos responsáveis pela elaboração do acordo, lamenta a forma "desorganizada" como se está a avançar para a aplicação (depois de o Ministério da Cultura ter dito que começaria a ser aplicado em Janeiro de 2010, a ministra esclareceu que seria apenas a agência Lusa a fazê-lo), e reconhece que, como em tudo, "há sempre coisas que podem ser melhoradas". Mas "fazer uma revisão agora seria muito complicado" num acordo que envolve oito países e que "foi aprovado há quase 20 anos".

Um dos pontos mais polémicos é o das consoantes mudas (acção/ação, óptimo/ótimo, baptismo/batismo, tecto/teto) que Portugal vai abandonar, aproximando-se da forma usada no Brasil. Graça Moura e Emiliano argumentam que as consoantes mudas cumprem a função de abrir a vogal que as precede e que a sua perda altera a pronúncia. "Não se pode correr o risco de começar a pronunciar com vogais fechadas palavras como espectáculo/espetáculo ou excepção/exceção. No Brasil isso não é um problema porque eles abrem as vogais, mas nós fechamo-las", diz Graça Moura.

Malaca Casteleiro discorda totalmente. "A oralidade precede a escrita. A palavra tem uma imagem acústica e uma imagem gráfica. É a gráfica que alteramos. A acústica mantém-se igual. E há palavras em que a consoante muda não abre a vogal: é o caso de "actual"." Além disso, a questão da perda (em Portugal) das consoantes mudas era fundamental para se chegar a acordo com o Brasil. "Se não o fizéssemos, como é que íamos unificar a ortografia? Exigíamos aos brasileiros que reintroduzissem as consoantes mudas?"

Para Emiliano o problema está precisamente na suposta necessidade de um acordo. "O português europeu [a norma seguida também nos PALOP] e o do Brasil estão em processo tão acelerado de divergência que é um disparate achar que um acordo vai resolver algum problema." Este tem sido um dos principais argumentos dos opositores: a unificação da ortografia não vai ultrapassar o facto de o português de Portugal e o do Brasil serem já muito diferentes.

Para o linguista, porém, o mais grave, sobretudo para o ensino, é o facto de "o acordo falar repetidamente de facultatividade". Um exemplo: "Posso passar a escrever o meu nome como António ou Antônio, as duas formas passam a ser oficiais. Posso até escrever António numa linha e Antônio na seguinte e ninguém pode dizer que está errado."

Três Vocabulários

É por causa de o acordo deixar várias opções em aberto que todos - críticos e defensores - consideram indispensável uma ferramenta prevista no acordo e que o Brasil já tem: um Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), uma autoridade máxima que, em caso de dúvidas, seja a referência oficial da língua.

Em Portugal há o risco de confusão, dado que tudo indica que possa haver três VOLP. Um já está editado, pela Porto Editora, e foi coordenado por Malaca Casteleiro. Outro está em preparação pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), será gratuito (foi apoiado pelo Fundo da Língua Portuguesa) e deverá estar disponível on-line no Portal da Língua Portuguesa a partir de 4 de Janeiro (150 mil palavras para já, enquanto um dicionário de nomes próprios, outro de gentílicos e topónimos e um conversor, e mais 50 mil palavras serão acrescentadas até Março). E um terceiro está a ser elaborado pela Academia das Ciências.

Margarita Correia é a responsável, no ILTEC, pelo projecto a que foi dado o nome de Vocabulário Ortográfico do Português. Faz parte do grupo restrito de pessoas que até agora pensaram na aplicação prática do Acordo Ortográfico. Como o fizeram? Em primeiro lugar definindo uma série de critérios que serão também tornados públicos.

"O acordo remete muitas vezes para uma tradição, mas em lugar nenhum define qual é essa tradição. Por isso optámos por regularizar bastante a ortografia". Em muitos casos isto significou tirar os hífens (de "cor-de-rosa", por exemplo, que o acordo admitia com hífens referindo a "tradição", ao mesmo tempo que deixava sem hífen "cor de vinho"). Quando a referência é a pronúncia optou-se por seguir a da região de Lisboa.

"O texto legal [do acordo] é aberto, mas é ambíguo e tem até contradições internas. Mas ninguém o vai ler quando tiver uma dúvida. O que se espera é que haja especialistas que façam a interpretação através do Vocabulário", diz Margarita Correia.

A grande dúvida, segundo José Mário Costa, é qual, entre os três VOLPs, virá a ser considerado oficial e quem tomará a decisão, dado que a língua envolve os ministérios da Cultura, Negócios Estrangeiros e Educação. "Falta definir quem manda na língua."

Escola do Hot Clube organiza "masterclasses" dirigidas por artistas portugueses

in Público 03/01/10


A escola do Hot Clube Portugal organiza de 11 a 17 de Janeiro um conjunto de "masterclasses" sobre escrita de canções, interpretação e gestão de carreira, uma iniciativa destinada a apoiar a recuperação do clube de jazz.

Depois de um incêndio ter destruído a sede do mais antigo clube de jazz da Europa, em Dezembro, a escola (localizada na Travessa da Galé, junto à antiga FIL) quer agora, segundo um comunicado do Hot Clube, prosseguir a sua actividade regular.

O primeiro passo é oferecer ao público em geral aulas com entrada livre, cada uma das quais orientada por um ou dois conhecidos nomes da música portuguesa.

Fernando Ribeiro e Pedro Paixão (Moonspell); Tiago Bettencourt; Camané; Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves (Clã); Sérgio Godinho; Sam The Kid; e Manuel João Vieira são os artistas convidados, que abordarão temas como "escrita de canções e de letras, gestão de carreira, interpretação e métodos de trabalho".

De acordo com o Hot Clube, a primeira "songwriter series" visa "derrubar barreiras entre diferentes géneros musicais, num ambiente aberto à partilha de experiências e discursos artísticos distintos".

Além disso, pretende-se valorizar o esforço contínuo do clube na divulgação da música, em particular do jazz, numa altura em que o futuro do bar, após o incêndio, é ainda incerto.

O Hot Clube de Portugal funcionou durante 60 anos numa cave da Praça da Alegria, em Lisboa, mas o prédio que o albergava, no número 39, ardeu no mês passado, inviabilizando por completo a sua utilização.

O edifício é propriedade da Câmara de Lisboa e há muito que exigia obras de recuperação.

A direcção do clube defende há vários anos a transformação do imóvel numa Casa de Jazz e deverá apresentar um projecto para o edifício numa reunião com a autarquia, marcada para depois de amanhã.

Guarda dedica ciclo a Manuel António Pina

in DN 03/01/10

Começa no próximo dia 16 de Janeiro, em vários espaços da Guarda, prolongando-se até dia 22, um ciclo dedicado ao jornalista, poeta e escritor Manuel António Pina. A iniciativa inclui exposições, seminários, teatro e poesia. O ciclo abre com a peça O Escaravelho Contador da Companhia de Teatro de Braga, que actua no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda, no âmbito da iniciativa Famílias ao Teatro. Trata-se de uma história baseada no livro História Que Me Contaste Tu, do homenageado. Será também apresentado o Prémio Literário Manuel António Pina, a atribuir nas áreas da literatura para a infância e da poesia (alternadamente), e divulgados o regulamento e as condições de acesso a este galardão que passará a marcar anualmente o panorama cultural da cidade da Guarda.

Pobreza e crise sobem à cena

in JN 03/01/2010
A pobreza e a crise são alguns dos temas da encenação feita por Nuno Cardoso de "Jardim zoológico de cristal", do norte-americano Tennessee Williams, que sobe à cena no palco do Teatro Taborda, em Lisboa, na próxima quarta-feira.

Em declarações à agência Lusa, Nuno Cardoso disse ter escolhido esta peça de Tennessee Williams por "falar da dimensão do privado, do que se passa em casa de cada um, ao mesmo tempo que fala de crise ao nível físico, quer seja pessoal, económico ou social".

"É claro que há um paralelismo entre esta peça e a situação actual. Tenho lido várias vezes que a crise é mais ficcional do que física, o que não é verdade", disse o encenador, acrescentando que "o que acontece é que, com esta sociedade muito mediatizada e muito rápida, há uma certa banalização do sofrimento".

"Este estado de desamparo que atravessa `Jardim zoológico de cristal` e o facto de a peça ser uma espécie de balão de ensaio sobre as imperfeições do indivíduo" foram os motivos que levaram Nuno Cardoso a optar pelo "Jardim zoológico de cristal".

Para o encenador, a peça, escrita nos anos 1940 e que rompeu com as correntes teatrais vigentes na época, mostra também que o tempo não cura as consequências de um acto mal praticado.

Com tradução de Fernando Villas Boas, "Jardim zoológico de cristal" é levada à cena pelo Ao Cabo Teatro e estreou no Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), em Outubro passado. Em Lisboa, o espectáculo é um acolhimento do Teatro da Garagem e está em cena até ao próximo 12 (incluindo na segunda-feira), às 21.30 horas.

Interpretada por Maria do Céu Ribeiro, Micaela Cardoso, Luís Araújo e Romeu Costa e com figurino dos estilistas portugueses Story Taylors, "Jardim zoológico de cristal" gira em torno de quatro personagens: a mãe, Amanda; Laura, a filha dependente e tardia de Amanda; o filho Tom, o homem da casa, e um convidado, Jim O´Connor.

"Jardim zoológico de cristal" tem estado em itinerância e já foi representada no Centro Dramático Galego (Santiago de Compostela), Teatro Viriato (Viseu), Theatro Circo (Braga), Estúdio Zero (Porto) e Teatro Aveirense. Depois de Lisboa, a peça será ainda representada, neste mês, em Portimão e Faro.