sábado, 19 de dezembro de 2009

Guimarães 2012 já em marcha

in JN 19/12/09

Plano Estratégico da Capital Europeia da Cultura foi ontem apresentado. Primeiro programa surgirá em Junho

111 milhões de euros, 500 espectáculos, 1,5 milhões de visitantes. O Plano Estratégico da Capital Europeia da Cultura-Guimarães 2012 foi apresentado ontem, sexta-feira, e tem a sua aposta centrada no cidadão comum.

"Até final de Janeiro, os comissários da Capital Europeia da Cultura 2012 estarão escolhidos e, em Junho de 2010, vamos apresentar o primeiro programa", disse Cristina de Azevedo, a presidente do Conselho de Administração da Fundação Cidade de Guimarães.

O Plano Estratégico Guimarães 2012 foi apresentado, ontem à tarde, na Cidade-Berço.

Vieira da Silva, o ministro da Economia, Inovação e Desenvolvimento, Gabriela Canavilhas, ministra da Cultura, e o presidente do Instituto de Turismo de Portugal assistiram à apresentação do plano para a Capital Europeia da Cultura (CEC). Foi ainda assinado um protocolo de colaboração e divulgação entre a Autarquia vimaranense e o Turismo de Portugal para que a Capital da Cultura consiga atrair o maior número possível de turistas.

Cristina de Azevedo aponta como meta 1,5 milhões de visitantes e 500 eventos culturais só durante o ano de 2012.

Com um investimento orçado em 111 milhões de euros, 70 milhões estão destinados a obras de requalificação urbana, valorização do património e construção de novas estruturas culturais. Os restantes 41 milhões vão ser gastos na programação, promoção e comunicação dos eventos culturais.

A presidente do Conselho de Administração da Fundação Cidade de Guimarães anunciou os três grandes objectivos da CEC: "Regeneração social, regeneração económica e regeneração urbana".

"Com a regeneração social pretendemos capacitar a comunidade local de novos recursos e competências de modo a estimular um envolvimento activo e participativo no projecto", referiu Cristina de Azevedo.

O reequilíbrio económico será feito, de acordo com os promotores da capital da cultura, com a transformação da economia da cidade a partir e um modelo de economia industrial, numa economia criativa, internacionalmente competitiva e geradora de emprego.

"A regeneração urbana terá por base a valorização da qualidade de vida urbana, transformando espaços de preservação passiva da memória num espaço de permanente oferta de novas e surpreendentes experiências culturais e criativas", salientou a mesma fonte.

O ex-presidente da Republica, Jorge Sampaio, presidente do conselho geral da fundação, defendeu uma cultura que saia à rua. "A comunidade inteira tem de sentir que este é o seu projecto", salientou Sampaio.

"O cerne de toda a programação deve ser o cidadão", frisou a ministra da Cultura. Gabriela Canavilhas apontou mesmo o "pólo criativo" de Londres e Madrid como o exemplo a seguir por Guimarães.

A autoridade turística nacional vai apoiar a programação da Capital da Cultura 2012 com uma verba de oito milhões de euros, disse o ministro da Economia, Vieira da Silva.

O governante adiantou que o protocolo assinado entre a entidade do turismo e a Fundação Cidade de Guimarães apoiará "projectos e iniciativas promocionais de interesse turístico constante da programação do evento" que decorre na cidade.

O acordo de financiamento - acrescentou - destina-se, ainda, a apoiar com mais dois milhões de euros a criação do Centro de Arte Contemporânea José de Guimarães, a lançar pela Câmara Municipal.

Vieira da Silva disse que as iniciativas marcadas para o evento "são uma oportunidade única para valorizar a qualidade de vida urbana e a excelência do espaço público e patrimonial".

A Capital Europeia "trará um forte enriquecimento cultural e turístico", considerou ainda.

Dois dias natalícios em Serralves

in JN 19/12/09
Iniciativas destinadas às famílias marcam, hoje e amanhã, sábado e domingo, a celebração do Natal em Serralves, no Porto. O ponto alto será no domingo, às 16 horas, com a apresentação da peça "Óscar", pelo Teatro de Marionetas do Porto.

Na biblioteca, Luís Correia Carmelo e Nuno Coelho tornam-se, hoje e amanhã, em contadores de histórias que darão vida aos "mais fantásticos contos do imaginário natalício".

Nestes dois dias, decorre também, na sala Multiusos do museu, as oficinas em família, com actividades para todas as idades.

A livraria de Serralves preparou também uma selecção especial de livros para ler em família. A acompanhar a venda de livros, está também em funcionamento o já tradicional Bazar de Natal, que continua até ao próximo dia 31.

A entrada em Serralves é gratuita em todos os fins-de-semana deste mês, assim como o acesso a todas as actividades deste programa.

Entretanto, anteontem, foi apresentado o livro "Artistas Portugueses na Colecção da Fundação de Serralves", numa altura em que se celebram os 20 anos daquela instituição e o décimo aniversário do museu homónimo.

A obra é uma "selecção" com "um diagrama do que muito que aconteceu na arte portuguesa ao longo destes últimos 40 anos", resumiu o director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. No texto que escreveu para "Artistas Portugueses na Colecção da Fundação de Serralves", João Fernandes considera que ele prossegue "a função essencial de um museu de arte contemporânea", que é "construir uma memória do presente".

Estão ali presentes artistas como Helena Almeida, Armando Alves, Eduardo Batarda, Pedro Calapez, Rui Chafes, Ana Hatherley, Álvaro Lapa, Jorge Molder, Paulo Nozolino, Júlio Pomar, Paula Rego, Rui Sanches, entre mais de uma centena, todos apresentados em breves "notas biográficas".

Na mesma ocasião, foi anunciado, pelo presidente do Conselho de Administração do banco BPI, Artur Santos Silva, mecenas exclusivo desde a abertura do museu, que Serralves vai abrir "uma delegação em Lisboa" já em 2010.

A delegação vai ficar "num dos maiores balcões que o banco teve, que era o balcão do estabelecimento central do antigo Banco Borges & Irmão", na Praça do Município, bem perto, portanto, do edifício da Câmara Municipal de Lisboa.

Artur Santos Silva frisou, ainda, à Agência Lusa, que esse espaço faz parte de um edifício "muito bonito", com vários andares e "totalmente utilizado" pelo seu actual proprietário", o BPI.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Espectáculos ao vivo os preferidos em 2008

in DN 18/12/09

O instituto Nacional de Estatística divulgou os números da cultura do ano passado. Os espectáculos ao vivo foram os mais rentáveis

Em 2008, os espectáculos ao vivo realizados em Portugal deram uma receita total de 72,1 milhões de euros, tendo 39 milhões destes sido gerados pelos concertos de música ligeira. O teatro foi, de todas as modalidades de espectáculos, aquela que teve maior número de sessões (42% do total), mas os concertos de música ligeira somaram mais espectadores (4,4 milhões) e receitas de bilheteira, já que o teatro gerou 11,1 milhões de euros. O preço médio de um bilhete para um concerto de música ligeira foi de 24 euros, contra 11 euros de um bilhete para uma sessão teatral.

Estes são alguns números dos Dados da Cultura de 2008, ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (www.ine.pt), e ainda segundo os quais, no ano passado, os concertos de música clássica, o folclore e os espectáculos de variedades geraram receitas, respectivamente, de 3 milhões, 567 mil e 1,5 milhões de euros. A ópera registou o mais elevado preço por bilhete: 27,5 euros.

De acordo com o INE, em 2008 foram exibidos em Portugal 740 filmes (234 dos quais estreias), em 666 778 sessões, com um total de 16 milhões de espectadores e 68,9 milhões de euros de receitas nas bilheteiras. Daqueles filmes, 53% eram norte-americanos, responsáveis por 54 % das receitas de bilheteira, 42 % eram co-produções (43% das receitas), 5% eram europeus (3%) e 75 portugueses (1%).

As galerias de arte e os espaços de exposições temporárias (840 no total) receberam 8 milhões de visitantes, que apreciaram 6 859 mostras.

No ano passado, 28 % dos portugueses preferiram visitar jardins zoológicos, botânicos e aquários, contra 21% que escolheram museus de arte, 17,7% que optaram pelos museus históricos, 9% pelos especializados, 6% pelos pluridisciplinares, 5,9% pelos de ciência de técnica e 4,5 pelos de arqueologia, entre outros.

Em 2008, as câmaras municipais gastaram 526 milhões de euros em actividades culturais, mais 7,5% do que em 2007.

Peça de Nuno Carinhas chega a Lisboa dia 8 de Janeiro

in Diário Digital 18/12/09

A peça «Breve Sumário da História de Deus», de Gil Vicente, com encenação e cenografia de Nuno Carinhas, vai estrear-se no Teatro Nacional Dona Maria II (TNDMII) dia 8 de Janeiro de 2010.

Sobem ao palco Alberto Magassela, Alexandra Gabriel, António Durães, Daniel Pinto, Joana Carvalho, João Cardoso, João Castro, João Pedro Vaz, Jorge Mota, José Eduardo Silva, Lígia Roque, Mário Santos, Miguel Loureiro, Paulo Calatré, Paulo Freixinho, Pedro Almendra e Pedro Frias.

A peça percorre as Sagradas Escrituras, «da Queda do Homem à Ressurreição de Cristo», «cruzando a exaltação lírica e o impulso satírico», segundo o divulgado em comunicado.

O espectáculo, uma produção do Teatro Nacional São João (TNSJ), estreou-se naquele teatro do Porto dia 20 de Novembro.

Agora vai estar em destaque na programação do TNDMII, na Sala Garrett, entre 8 e 31 de Janeiro de 2010, com sessões às 21:30, de quarta-feira a sábado; e às 16:00 horas, aos domingos.

Com cerca de uma hora e vinte de duração, a obra é dirigida a maiores de 12 anos.

Guimarães aposta nas indústrias criativas para a Capital da Cultura

in Público 18/12/09

A aposta na renovação da economia regional através das indústrias criativas e da regeneração urbana é o principal eixo do desenvolvimento da Capital Europeia da Cultura (CEC) de 2012. A Fundação Cidade de Guimarães (FCG), entidade que lidera o projecto, apresenta esta tarde o Plano Estratégico para aquela iniciativa.

A presidente da FCG, Cristina Azevedo, quer que seja feito um trabalho estrutural. Mais do que a programação cultural, que vai custar cerca de 40 milhões de euros, a cidade encara esta organização como uma oportunidade de reconversão de Guimarães. O próprio documento que hoje é apresentado dá ênfase às questões económicas, não adiantando muito quanto à orientação da mostra artística.

A líder da estrutura que vai organizar a CEC não quis falar com os jornalistas durante o dia de ontem, mas, em comunicado, valoriza o potencial de regeneração da economia trazido pelo evento. "Os resultados esperados ultrapassam claramente os que derivam da leitura dos indicadores tradicionalmente usados. Mais do que o número de espectáculos queremos avaliar efeitos ao nível da diversificação da economia e da qualificação da comunidade", afirma Cristina Azevedo.

O plano estratégico estabelece quatro áreas de trabalho essenciais. A regeneração urbana de Guimarães é um eixo central, apostando-se na renovação de algumas das principais artérias da cidade e na criação de infra-estruturas.

Uma dessas obras será a Plataforma das Artes, que surgirá no espaço do antigo mercado municipal, e que vai integrar o Centro de Artes José de Guimarães. A FCG antecipa que a regeneração urbana permitirá criar um ambiente mais "amigável" na cidade para a criação de indústrias nas vertentes culturais e criativas.

A FCG aposta também no envolvimento da população de Guimarães e das cidades vizinhas e tem vindo a trabalhar nos últimos meses junto das escolas. A outra área de trabalho definida será uma reflexão sobre a construção e a identidade europeias, que promete chamar grandes nomes da reflexão política na Europa a Guimarães.

O ministro da Economia, Vieira da Silva, também estará hoje em Guimarães, para assinar um acordo que estabelece um apoio ao financiamento das despesas de comunicação e divulgação, área para a qual a CEC 2012 destina oito milhões de euros. A verba será assumida pelo Instituto do Turismo, de acordo com o documento que hoje será validado. O protocolo vai ainda determinar as condições de contratualização de um pacote financeiro de apoio à Plataforma das Artes.

Casa da Prelada entra em obras e acolhe centro cultural em 2010

in Público 18/12/09

Custou mas foi. As obras de requalificação da Casa da Prelada, no Porto, projecto que prevê a instalação do Centro Cultural D. Francisco de Noronha e Menezes no edifício desenhado por Nicolau Nasoni, deverão arrancar nos próximos meses. Se tudo correr conforme o previsto, é possível que o equipamento possa ser inaugurado ainda durante o ano de 2010, disse ao PÚBLICO o padre Américo Aguiar, responsável pelo Departamento de Actividades Culturais da Santa Casa da Misericórdia do Porto.

"Foi uma novela que chegou ao fim", resumiu este responsável, segundo o qual se consumiram sete anos a "dar resposta às burocracias da câmara e do Igespar [Instituto de Gestão do Património Arquitectónico]". Durante este período, o imóvel classificado esteve a degradar-se e apresenta hoje um aspecto próximo da ruína, apesar da operação de desmatamento e desinfestação entretanto levada a cabo na área exterior, onde existiu um labirinto vegetal, em bucho, frequentemente referido como "o maior da Península Ibérica".

As primeiras obras, relativas à requalificação dos espaços exteriores, já foram postas a concurso e deverão avançar no início do próximo ano. "Assim que tenhamos o projecto definitivo para o edifício, abrimos também o concurso e começamos as obras", adiantou o padre Américo Aguiar, segundo o qual a criação do Centro Cultural D. Francisco de Noronha e Menezes poderá ainda vir a ser comparticipada por verbas do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), tendo já sido apresentada uma candidatura para o efeito.

O equipamento vai acolher a biblioteca e o arquivo histórico da Santa Casa da Misericórdia do Porto, proprietária do imóvel desde 1904. Trata-se, segundo o padre Américo Aguiar, de um espólio "valiosíssimo", que reúne cinco séculos de documentação actualmente dispersa por vários locais. O espaço, cuja requalificação obedecerá a um projecto do arquitecto António Barbosa, deverá ainda contar com uma área para conferências e o restauro do interior será assegurado pela Crere, a empresa que já devolveu o antigo esplendor a espaços como o Palácio do Freixo e o Paço Episcopal do Porto, ambos projectados também por Nicolau Nasoni, e o Palácio da Bolsa.

Com uma área superior a dezoito mil metros quadrados, a Casa da Prelada e os jardins adjacentes fazem parte de uma grande quinta, dividida desde a construção da Via de Cintura Interna.

Prevê-se que, no futuro, os espaços voltem a funcionar de modo articulado graças a um túnel pedestre sob a VCI, que nunca foi utilizado, mas que está construído desde que a rodovia foi criada.

Desenhado por Nasoni e construído durante o século XVIII, o palacete pertenceu a D. António de Mesquita e Melo e à sua esposa, D. Isabel de Noronha e Meneses, irmã de D. Manuel, arcediago do Porto, tendo sido doado pela família Noronha de Meneses à Misericórdia do Porto no início do século XX. Funcionou, até 2003, como lar de idosos, estando devoluta desde então e entregue a cães de guarda.

Trancoso mostra ruralidade lusa

in JN 18/12/09

O festival de cinema Olhares Sobre o Mundo Rural, que começa amanhã, sexta-feira, em Trancoso, é considerado uma "mostra única" sobre a temática da ruralidade em Portugal, e tem na quarta edição o tema "Fronteira e memória".

Além disso, neste ano, pela primeira vez, selecciona dois autores espanhóis.

Promovido pelo Cineclube da Guarda, em parceria com a Associação Luzlinar, o certame, que decorre no Teatro do Convento, vai passar oito metragens em dois dias, com destaque para a antestreia do filme "Tourada", do realizador Pedro Sena Nunes.

A iniciativa nasceu em 2006, com o subtítulo "Serões de cinema" e em parceria com a Associação Aldeia, explicou António Godinho, presidente da direcção do Cineclube da Guarda, acrescentando que o pretexto para a criação do festival foi o "cruzamento dos olhares no cinema sobre a ruralidade em Portugal".

"A particularidade deste festival é ser o único que se realiza em Portugal sobre esta temática", salientou António Godinho, coordenador da programação nesta edição, explicando que nestas mostras se têm "procurado apresentar registos documentais sobre um universo em vias de desaparecimento: a ruralidade".

"Espera-se com este certame dar a conhecer facetas menos conhecidas da ruralidade. Ou seja, das gentes que a habitam, da paisagem, mas também das adjacências económicas: exploração do subsolo, o contrabando, os espectáculos, etc.", afirmou o também advogado António Godinho.

"Nesta edição, destacaria a primeira apresentação do filme 'Tourada', de Pedro Sena Nunes, rodado na raia sabugalense, a passagem de 'Cordão verde', de Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres, recém-nomeado para o Festival de Locarno, ou a apresentação de dois filmes de António João Saraiva, um jovem realizador natural de Trancoso", disse.

Museu custa 21 milhões a Lisboa

in Correio da Manhã 18/12/09

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) pagou 21,7 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos pelo edifício onde está a funcionar, desde Maio, o MUDE – Museu do Design e da Moda, que em seis meses já foi visitado por mais de 120 mil pessoas e que continua com entrada gratuita.

A escritura de compra e venda foi assinada ontem pelo presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira, e por António Costa, presidente da CML, o qual revelou que o processo de aquisição demorou algum tempo a concretizar. Começou, mais precisamente, em 2007.

O museu, cujo espólio é constituído pela Colecção Capelo – que a CML adquiriu em 2003 – chegou a estar pensado para um espaço mais pequeno, em Santa Catarina, mas António Costa bateu-se para que ficasse na Baixa. "É muito importante para a redinamização da cidade, sobretudo nesta zona, que é o seu coração, e que queremos que bata bem", disse.

Para a directora do Museu, Bárbara Coutinho, parte do sucesso do MUDE deve-se à sua localização e características físicas. "Falamos de 14 500 metros quadrados numa zona por onde circula muita gente e que tem grande afluência turística", explicou.

O próximo desafio serão as obras, que devem demorar três ou quatro anos a concluir. Sem que o museu chegue a fechar portas.

TNSJ regressa "às origens" com produção própria de 'Antígona'

in DN 18/12/09

Marcada por permutas com o Teatro Nacional D. Maria II, destaque ainda para o ciclo Solos e parcerias com companhias espalhadas pelo País

2010 abre com O Ano do Pensamento Mágico, um monólogo por Eunice Muñoz, mas é na Antígona, de Sófocles, que o Teatro Nacional de São João, no Porto, assenta a próxima produção da casa. Após um "voltar às origens" com Breve Sumário da História de Deus, de Gil Vicente, o TNSJ prossegue na "busca das coisas essenciais" à boleia da tragédia do dramaturgo grego, numa nova tradução de Marta Várzeas. Antígona estreia a 26 de Março com a actriz Maria do Céu Ribeiro e encenação e cenografia de Nuno Carinhas, director artístico do TNSJ, que ontem apresentou a programação para o primeiro trimestre do novo ano.

A acompanhar o espectáculo, em cena até dia 28, "Estados de Guerra" de João Pina, repórter fotográfico, uma exposição de imagens publicadas em revistas e jornais como The New Yorker ou El País. No Dia Mundial do Teatro (dia 27), a fadista Aldina Duarte invade o cenário da Antígona para o concerto Mulheres ao Espelho.

Outro destaque para 2010, o ciclo "Solos". "Tendo como ponto de partida a vinda de Eunice Muñoz [com uma peça de Joan Didion encenada por Diogo Infante], poderemos assistir a uma série de monólogos por pessoas de várias idades e estilos diversos." Dois Homens, de José Maria Vieira Mendes, A Febre, de Wallace Shawn, Amor. de André Sant' Anna e Concerto à la Carte, de Franz Xaver Kroetz, assinala Nuno Carinhas. A dança tem em Electra, de e por Olga Roriz, a sua única representação. Mas uma das "apostas", diz o director artístico.

Este ano passa também por entregar a chave do TNSJ ao Teatro D. Maria II, uma permuta que arranca com o espectáculo de Eunice Muñoz e atravessa Blackbird, encenado por Tiago Guedes, "indispensável que [ele] viesse cá."

Até ao TNSJ vão viajar companhias que pouco por ali passaram, "uma espécie de identificação geográfica com vários teatros espalhados principalmente pelo sul do país": o Teatro Almada prossegue a "vontade" do TNSJ de abordar a obra de Brecht, com A Mãe, mas há ainda Letra M, pelo Teatro da Rainha, O Deus da Matança, de Yasmina Reza [que em 2007 publicou um livro sensação, em França, resultado de um ano a acompanhar a campanha do actual Presidente Nicolas Sarkozy], pelo Teatro Aberto. Porta aberta também para o Teatro dos Aloés, "que nunca esteve por cá", com Faca nas Galinhas e Canção do Vale.

Sem qualquer espectáculo internacional , estes serão assegurados através das parcerias com festivais como o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), o Festival de Teatro de Almada e o Alkantara Festival, dos quais Carinhas diz não poder falar "para já "porque ainda não anunciaram a sua programação. Esta agora apresentada, graceja Nuno Carinhas, "é um imenso festival".

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Braga da Cruz pode assumir presidência de Serralves

in Público 17/12/09

A Fundação de Serralves vai ter um novo presidente e novos elementos no conselho de administração em 2010. O mandato do presidente António Gomes de Pinho e dos "vices" Vergílio Folhadela e António Lobo Xavier termina no próximo dia 31 de Dezembro, cabendo ao outro actual vice-presidente, Luís Braga da Cruz, assumir a liderança interina da instituição até à reunião electiva, que ocorrerá em Janeiro. E o ex-ministro da Economia do segundo Governo de António Guterres é mesmo apontado como uma forte hipótese para presidir à instituição nos próximos três anos.

Contactado pelo PÚBLICO, o ex-presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte (CCRN) e catedrático da Universidade do Porto considerou, no entanto, "mera conjectura" a indicação do seu nome neste momento.

Luís Braga da Cruz lembrou que o que decorre dos estatutos da Fundação de Serralves é que caberá aos nove membros da administração eleger, por voto secreto, os quatro nomes da futura presidência. Quanto aos administradores que substituirão os elementos que estão de saída, caberá ao conselho de fundadores de Serralves, que teve ontem ao fim da tarde a última reunião do ano, escolhê-los também por voto secreto.

Esta reunião contou com a presença da ministra da Cultura, mas fonte do ministério associou esta passagem de Gabriela Canavilhas por Serralves ao facto de o programa incluir a exibição do último trabalho do cineasta Manoel de Oliveira - que no passado dia 11 completou 101 anos -, sobre os Painéis de São Vicente.

Antes deste momento festivo, os fundadores tinham em mãos a análise do plano de actividades da Fundação de Serralves para 2010, e o balanço da actividade da administração que agora cessa funções.

Leya contrata Maria do Rosário Pedreira para editar novos autores portugueses

in Público 17/12/09

Maria do Rosário Pedreira, a editora responsável por lançar escritores como José Luís Peixoto, valter hugo mãe e João Tordo (todos Prémio José Saramago) foi contratada pela Leya para ser a editora de novos autores portugueses no grupo. Rosário Pedreira cessará as suas funções como editora da QuidNovi a 31 de Dezembro e Ana Maria Pereirinha assumirá a responsabilidade de todos os projectos em curso na editora.

O convite da Leya surgiu em Julho e é a segunda vez que o grupo contrata um editor de fora. Duarte Bárbara, que esteve na Dom Quixote, de onde saiu para a Sextante, regressou ao grupo e Rosário Pedreira é a primeira a entrar nos quadros da Leya sem nunca por lá ter passado.

A Leya não pode deixar o seu catálogo de autores portugueses morrer, tem que os renovar e enriquecer e por isso, Maria do Rosário Pedreira irá fazer aquilo em que se tem destacado nos últimos anos: descobrir novos autores.

“Vou ser editora, sem chancela, de novos autores portugueses e vou criar, desenvolver e executar projectos especiais transversais às várias chancelas do grupo”, disse Maria do Rosário Pedreira ao PÚBLICO. Estes projectos poderão ir na linha do que a editora brasileira Objetiva fez quando lançou a série Plenos Pecados, uma colecção em que escritores como Zuenir Ventura, João Ubaldo Ribeiro e Luís Fernando Veríssimo escreveram por encomenda sobre os sete pecados capitais.

Não é a primeira vez que Maria do Rosário Pedreira, 50 anos, integra a equipa de um grande grupo editorial. Esteve vários anos à frente da Temas & Debates do grupo Bertelsmann (1998-2005), antes de ter ido para a QuidNovi em 2005, projecto que “acarinhou” praticamente desde a raiz e no qual trabalhou com uma equipa excepcional de que lamenta, obviamente, separar-se. “Mas, a partir de certa idade, arrependemo-nos sobretudo do que não fizemos e, como tal, senti que não podia deixar de aceitar mais este desafio”, explica.

Em Outubro, no programa da TSF, Pessoal e Transmissível, Carlos Vaz Marques, chamou-lhe a “maior descobridora de talentos literários dos últimos anos”. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, iniciou a sua carreira editorial em 1987 na Gradiva, onde permaneceu até 1996 e é também escritora. Antes de aceitar este convite ponderou muito. Sabe por experiência própria que não é fácil trabalhar num grupo mas afirma que também não é fácil trabalhar numa pequena editora. “Os autores hoje não têm nada a ver com os autores de há 20 anos. Profissionalizaram-se, antigamente tinham outras profissões e escreviam nas horas vagas. É preciso pagar-lhes mais e as pequenas editoras não têm capacidade para pagar avanços nem para investir num livro para que o autor receba mais direitos.”

Maria do Rosário Pedreira já perdeu autores por causa disso. José Luís Peixoto não a seguiu quando ela saiu da Bertelsmann para a QuidNovi e valter hugo mãe não publicará o seu próximo romance na QuidNovi.

“O facto de já ter perdido autores por causa disso pesou bastante na minha decisão. Tenho esperança de os ir buscar outra vez”, disse. Quando lhe perguntámos se levará alguns dos seus actuais autores com ela – entre os quais João Tordo, Prémio José Saramago 2009, e Miguel Real -, Maria do Rosário Pedreira acredita que talvez consiga conquistar alguns mas diz que a decisão cabe aos autores. “Eles é que devem dizer se querem ir.”

Importamos quatro vezes mais cultura do que aquela que exportamos

in Público 17/12/09

Portugal importa quase quatro vezes mais bens culturais do que aqueles que exporta. A conclusão é do Instituto Nacional de Estatística (INE) que ontem divulgou os dados relativos ao relatório “Cultura 2008”. No documento refere-se que as exportações nacionais ultrapassaram os 72 milhões de euros enquanto as importações ultrapassaram os 277 milhões.

“Livros, brochuras e impressos semelhantes” foram os principais bens exportados, com os países africanos de expressão portuguesa, a União Europeia e o Brasil a serem os compradores dominantes (88 por cento do total). O valor destas exportações, de acordo com o INE, atingiu os 47,8 milhões de euros.

No segundo lugar dos bens enviados para o exterior contam-se os “objectos de arte, de colecção ou antiguidades”, cujas vendas ascenderam a 8,9 milhões de euros.

Mas, culturalmente, Portugal é um país que compra muito mais do que vende. “Jornais e publicações periódicas”, bem como “livros, brochuras e impressos semelhantes” constituíram o grosso das aquisições com, respectivamente, 32 e 22 por cento da totalidade. Seguem-se os “objectos de arte, de colecção e antiguidades”, com 14 por cento, os quadros, pinturas e desenhos”, com dez por cento, e os instrumentos musicais, cujas aquisições ascenderam aos oito por cento.

Tal como acontece em relação às exportações, também a União Europeia e o Brasil constam como os principais locais de proveniência das importações.

O estudo do INE faz também uma referência à participação cultural dos portugueses. Desta feita os números disponíveis são de 2007 e dizem que 45,2 por cento dos cidadãos com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos tinham ido pelo menos uma vez ao cinema. Os que assistiram a um filme pelo menos uma vez por mês foram apenas 6,7 por cento.

No ano passado estavam contabilizados 182 recintos de cinema em Portugal, os quais exibiram 740 filmes (234 em estreia). Acorreram a esses locais 16 milhões de espectadores e as receitas de bilheteira quase atingiram os 69 milhões de euros.

O montante angariado no cinema é, portanto, bem mais significativo do que obtido nas salas de teatro, as quais se ficaram pelos 11 milhões de euros.

Os espectáculos ao vivo também captaram, de algum modo a atenção dos portugueses, uma vez que 58 por cento dos inquiridos confirmaram ter ido, pelo menos uma vez, ao teatro, a um concerto, a uma ópera ou a um espectáculo de bailado ou dança. Os que foram pelo menos 12 vezes no ano foram somente 3,4 por cento.

A prática de actividades culturais é algo que parece muito distante dos hábitos dos portugueses, pois apenas 7,2 por cento confirmaram ter participado em actividades que envolveram canto, dança, representação ou música. Mais simpatizantes tiveram a fotografia, os filmes e os vídeos, que reuniram 25,3 por cento de preferência. A prosa, a poesia e os contos foram responsáveis por 5,9 por cento das actividades culturais desempenhadas e a pintura, desenho, escultura ou desenho gráfico, que representaram 7,9 por cento.

Os hábitos de leitura continuam um pouco distantes dos portugueses. Foram 43,7 por cento os que leram, por lazer, um só livro durante um ano. Os que leram pelo menos 12 livros no ano inteiro perfizeram 4,6 por cento.

Os números dos livros são, no entanto, mais elevados que os dos jornais. É que estes tiveram apenas uma percentagem de 40,7 de leitores diários. Quase 33 por cento disseram ser leitores semanais e 7,4 por cento afirmaram que só leram um jornal uma vez por mês. Mais de 13 por cento dos inquiridos confessaram não ter lido um único jornal durante 2008.

Quanto aos gostos dos portugueses relativamente a visitas, constata-se que os museus, os jardins zoológicos, os jardins botânicos e os aquários, num total de 321, tiveram 11,6 milhõe4s de visitantes. Os zoológicos, os jardins botânicos e os aquários reuniram 28 por cento das preferências. Seguiram-se os museus de arte, com 21,9 por cento, os museus de História, com 17,7 por cento e os museus especializados, com nove por cento.

Os números gerais da adesão dos portugueses ás actividades culturais passam, também, pelo financiamento que essas mesmas actividades tiveram. O INE concluiu que as câmaras municipais do país investiram no sector cerca de 526 milhões de euros, o que representou um acréscimo de 7,5 por cento face a 2007. Os maiores aumentos do investimento verificaram-se na Madeira (mais de 80 por cento), no Alentejo (mais de 14 por cento) e em Lisboa (mais de oito por cento). Os açores e o Algarve, refere o estudo, desinvestiram, respectivamente, 6,7 e 3,3 por cento.

Espectáculos ao vivo geraram 72 M€ de receita em 2008

in Diário Digital 17/12/09

Os espectáculos ao vivo realizados em Portugal ao longo de 2008 originaram 72,1 milhões de euros de receitas, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com as estatísticas da Cultura referentes a 2008, compiladas pelo INE, os espectáculos ao vivo foram vistos por 11,1 milhões de espectadores, mas só foram vendidos 4,4 milhões de bilhetes.

Os concertos de música ligeira foram os que mais receitas de bilheteira geraram, com 39 milhões de euros.

Música, teatro e oficinas animam Natal em Serralves

in Diário Digital 17/12/09


Nos dias 19 e 20 de Dezembro, a Fundação Serralves assinala o último fim-de-semana de actividades do programa de Natal. A música, o teatro e as oficinas são alguns dos destaques para toda a família.
No domingo, às 16:00, o auditório de Serralves acolhe a apresentação da peça «Óscar», estruturada «ao longo das quatro estações», pelo Teatro de Marionetas do Porto.

«Óscar é um menino. Óscar tem um jardim, o seu lugar de brincadeira preferido. No jardim constrói os seus mundos imaginários. Relaciona-se com os animais, as plantas e o Jardineiro Joaquim», escreve a produção.

Em ambos os dias, Luís Correia Carmelo e Nuno Coelho vão ser os contadores de histórias de serviço, recuperando alguns dos «mais fantásticos contos do imaginário natalício».

A Sala Multiusos do Museu contará com as oficinas em famílias, das 1:00 às 17:00: «Natal Ecológico», «Uma História não é uma História» e «Cientificar!».

Também decorrerão as visitas «À Descoberta de Serralves em Família», às 11:30 e às 16:00 horas de dia 20 de Dezembro.

Paralelamente, até 31 de Dezembro vai estar patente um bazar de Natal, com presentes «originais e criativos». O espaço vai funcionar das 10:00 às 19:00 horas (excepto nalguns dias).

Outras iniciativas prometem animar o público, como o menu de Natal, no restaurante; e «Livro de Natal», na biblioteca.

A entrada em Serralves é gratuita em todos os fins-de-semana do mês de Dezembro. O acesso a todas as actividades do programa «Natal em Serralves» também é gratuito.

Capital da Cultura apresenta amanhã Plano Estratégico

in Diário Digital 17/12/09


A Fundação Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012 apresenta, sexta-feira, o seu Plano Estratégico para o evento e rubrica protocolos de financiamento com o Instituto de Turismo e com o Município, disse, hoje, fonte do organismo.

A fonte adiantou à Lusa que o projecto mantém o propósito - já anunciado pela presidente Cristina Azevedo - de atrair 1,5 milhões de visitantes aos 500 eventos culturais da sua programação.

Para além da apresentação do Projecto, o Conselho Geral da Fundação reúne-se, de manhã, no Centro Cultural Vila Flor com as diversas entidades culturais e empresariais da cidade para começar a dar corpo aos diferentes projectos e ideias já apresentados.

'Hannah e Martin', amor em tempos sombrios

in DN 16/12/09

O Teatro Aberto, em Lisboa, apresenta a partir de amanhã o encontro entre Hannah Arendt e Martin Heidegger, dois pensadores alemães cuja vida e obra são indissociáveis da tumultuosa história europeia do século XX

Num tempo de catástrofes políticas, morais e humanas, um homem e uma mulher procuram encontrar um lugar para o amor, para o conhecimento e para si próprios. Eles são Hannah Arendt, filósofa judia, e Martin Heidegger, filósofo alemão convertido ao nazismo. A história dos seus encontros e desencontros conta-se na peça Hannah e Martin, que se estreia amanhã, pelas 21.30 no Teatro Aberto, em Lisboa.

Kate Fodor, jornalista norte- -americana, é a autora desta obra, que João Lourenço e Vera San Payo de Lemos trazem agora para os palcos portugueses.

Esta "é uma peça sobre a memória e o perdão", diz João Lourenço, o encenador, confesso admirador do pensamento e da figura de Hannah Arendt.

O eixo da obra dramatúrgica é o encontro de Arendt, então uma jovem estudante judia, com Heidegger, já um dos mais reputados pensadores europeus, no período entre as duas Guerras.

O fascínio que ambos sentiam um pelo outro acabou por se transformar numa relação profunda que o afastamento geográfico, político e moral não destruiu. E, não obstante a ligação de Heidegger ao partido nazi e a partida da Hannah para os Estados Unidos para fugir aos campos de concentração, foi ela que, depois da II Guerra, o ajudou a refazer a carreira.

São de Arendt as memórias que, ao longo de duas horas, desfilam pelo palco dando a ver fragmentos da relação com Martin Heidegger e, em simultâneo, momentos da história da Europa, desde a subida de Hitler ao poder até aos julgamentos de Nuremberga.

Ana Padrão volta ao teatro para dar rosto à filósofa judia e Rui Mendes encarna Heidegger.

" Precisava de pessoas com capacidade de colocar uma ênfase dramática no discurso, capazes de compreender profundamente o significado daquilo que estão a dizer, como é o caso de Rui Mendes", justifica João Lourenço.

A escolha da actriz Ana Padrão, cuja trajectória teatral é quase desconhecida, deveu-se "à necessidade de encontrar uma pessoa diferente, cujo rosto emanasse vida", explica ainda.

A dramaturgia da peça recorre à duplicação das cenas, que ao mesmo tempo em que estão ser representadas pelos actores, são filmadas e exibidas em três painéis no fundo do palco.

Este artifício foi a forma que o encenador encontrou para "tornar a peça mais leve e criar um maior efeito dramático".

O elenco conta ainda com Irene Cruz, no papel de mulher de Heidegger, com Cristóvão Campos, Diogo Mesquita, Luís Alberto, entre outros.

Kate Fodor escreveu esta peça ao longo de cinco anos, nos intervalos do seu trabalho como jornalista da Agência Reuters. A obra estreou em 2003 no Manhattan Theater, em Nova Iorque e, desde então, já passou por palcos europeus, sempre bastante aclamada.

João Lourenço "descobriu" Hannah e Martin num teatro de Paris mas decidiu incluir nos textos de Fodor excertos das obras dos dois pensadores. O objectivo era "dar a conhecer um pouco do pensamento e dos textos de Arendt e Heidegger, cuja actualidade é flagrante no Portugal de hoje", diz.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Cinema Nun` Álvares, no Porto, reabre quinta-feira

in Diário Digital 16/12/09

O Cinema Nun' Álvares, no Porto, reabre ao público quinta-feira, às 21:00, depois de um encerramento de quatro anos.

Segundo disse hoje à Lusa o responsável pelo projecto, Elias Macovela, o Nun' Álvares vai apresentar uma programação comercial e independente que pretende reconquistar o público da cidade.

O som foi melhorado e o equipamento de projecção foi substituído para a reabertura, que está a cargo da Malaika Cinemas, uma empresa especificamente criada para gerir a sala de cinema da zona da Boavista.

Cinemateca no Porto vai mesmo avançar

in JN 16/12/09

A criação de um pólo da Cinemateca no Porto foi o assunto principal na reunião que a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, manteve, ontem, terça-feira, com o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio.

Além de terem estudado possíveis formas de colaboração entre a Autarquia e o Ministério para a dinamização do espaço, Gabriela Canavilhas e Rui Rio visitaram, durante a tarde, a Casa das Artes, cujas obras de requalificação deverão estar concluídas a tempo de a extensão da Cinemateca ficar pronta no próximo ano.

O dossiê remonta ao consulado de José António Pinto Ribeiro, mas nunca chegou a conhecer avanços significativos.

Mal tomou posse, Gabriela Canavilhas elegeu o assunto como prioritário. De acordo com o projecto, o pólo portuense não só irá assegurar a exibição de filmes, como deverá albergar o espólio de Manoel de Oliveira, conforme foi o desejo expresso pelo cineasta.

Concurso para alunos sobre direitos de autor

in JN 16/12/09

Os alunos dos 12 aos 18 anos vão ser desafiados a criar uma obra original no âmbito de um concurso nacional que visa sensibilizar os jovens para a importância de respeitar os direitos de autor.

O concurso, designado como o "Grande C", foi criado pela Associação para a Gestão de Cópia Privada (AGECOP) e vai abranger todas as escolas do país a partir de 11 de Janeiro, segundo anunciou, ontem, a directora-executiva da AGECOP, Vera Castanheira. "Inicialmente, tínhamos planeado lançar o projecto em 100 escolas, mas já conseguimos apoios suficientes para disponibilizar um 'kit' de lançamento em todas as 917 escolas do país, incluindo as regiões autónomas", garantiu.

Segundo a directora, o "Grande C" visa desafiar os alunos do Ensino Secundário e do Terceiro Ciclo para que criem uma obra original em qualquer área à escolha, desde a música ao cinema, à escrita, ao jornalismo ou ao design.

Os trabalhos podem ser criados individualmente ou em colaboração e concorrer a uma ou mais categorias. Entre as categorias disponíveis, contam-se Música (instrumental ou canção), Letra, Design de Capa (CD/disco, DVD, livro, jogo ou revista), Vídeo (videoclip, vídeo reportagem e curtíssima-metragem); Plano de promoção online (música, filme, livro ou revista), Escrita Criativa (ficção, científico, poesia ou teatro) e Media (generalista, desporto, moda, artes, viagens).

A inscrição dos alunos poderá ser feita até 5 de Março, sendo os prémios atribuídos a 18 de Junho, um dia depois do final do ano lectivo. "Esperamos fazer uma grande festa e, depois, durante o Verão, será promovida a obra vencedora", explicou Vera Castanheira, adiantando que a obra premiada será publicada e divulgada pelos parceiros da iniciativa. Mais informações em www.grandec.org.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Director do Museu de Évora demite-se

im Público 15/12/09

O director do Museu de Évora, Joaquim Caetano, colocou o seu lugar à disposição da tutela por considerar que o organismo precisa, futuramente, de ser liderado por “alguém com outras características e perfil”.

Em declarações à agência Lusa, Joaquim Caetano disse hoje já ter comunicado a sua decisão ao Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), a qual implica ainda “a formalização de um pedido de demissão formal”.

À frente dos destinos do Museu de Évora há “cerca de nove anos”, o historiador Joaquim Caetano afiançou não ter “qualquer divergência” com o IMC, cujo novo director é João Brigola.

“Entendo é que aquilo que é necessário fazer no museu daqui para a frente requer uma pessoa com outro perfil e características, que não reconheço em mim próprio”, frisou.

Reaberto no final de Junho passado, depois de vários anos de “portas fechadas” para obras de remodelação - período em que funcionou apenas um núcleo de exposições temporárias -, o Museu de Évora enfrenta, agora, “novos desafios”.

“O museu precisa de uma pessoa com outra capacidade de gestão e de angariação de apoios, por exemplo através do mecenato. É preciso encontrar fórmulas alternativas para desenvolver actividades”, defendeu Joaquim Caetano.

O responsável disse que vai manter-se em funções até que o IMC escolha, através de concurso, um novo director e traçou um balanço “positivo” de quase uma década à frente da instituição.

“O museu aumentou o conhecimento, promoveu exposições de um nível que nunca tinha tido e tem melhores condições para apresentar ao público e conservar as suas colecções. Com a remodelação do edifício em que está instalado, dispõe de uma melhor capacidade para o seu trabalho”, sustentou.

Um trabalho que “era importante ser feito por uma pessoa com o meu perfil”, afiançou Joaquim Caetano, que está disponível para continuar a dar o seu contributo à instituição, mas apenas “como técnico”.

A programação de exposições temporárias para o próximo ano já está “fechada” e inclui uma mostra de armas orientais (Março), outra de escultura romana (Junho), várias de arte contemporânea e uma de pintura luso-flamenga do século XVI.

“Por isso, é uma vantagem sair agora, quando o trabalho do próximo ano está todo programado, o que vai permitir à pessoa que ficar como director, depois da escolha do júri do concurso, concentrar-se noutros aspectos de gestão”, afirmou.

Contactado hoje pela Lusa, o IMC informou que o director do Museu de Évora “não apresentou formalmente” ainda “a sua demissão, tendo hoje manifestado a intenção de o fazer a breve prazo”.

“Caso esta intenção venha a concretizar-se, a direcção do IMC definirá o perfil mais adequado para o cargo, sendo o novo director seleccionado de acordo com as regras em vigor na Administração Pública”, acrescentou o IMC nos esclarecimentos prestados através de mensagem electrónica.

O Museu de Évora possui um acervo de mais de 20 mil peças, que integram ourivesaria, desenho, pintura, escultura, lapidária, azulejaria, paramentaria, mobiliário, cerâmica, numismática ou naturália (objectos curiosos da natureza), entre outras categorias.

«Os Vivos, o Morto e o Peixe-Frito» estreia hoje no TNDMII

in Diário Digital 15/12/09

O Salão Nobre do Teatro Nacional Dona Maria II (TNDMII), em Lisboa, acolhe esta terça-feira, às 19:00 horas, «Os Vivos, o Morto e o Peixe-Frito», de Ondjaki.

A peça é um texto satírico que incide sobre as vidas dos emigrantes africanos em Portugal, analisando «como as dificuldades quotidianas podem ser um factor agregador de culturas», segundo o divulgado em comunicado.

«Com algum humor e ritmo, este texto problematiza as relações culturais entre pessoas oriundas de distintos países que se encontram, por circunstâncias várias, num país europeu, num Portugal moderno que comporta tradições e hábitos dos mais diversos pontos do globo», escreve o autor.

«E é, talvez, uma simples estória sobre a amizade e o amor…», termina.

Ministra da Cultura reunida hoje com Rui Rio na Câmara Porto

in Diário Digital 15/12/09

A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, está hoje à tarde reunida com o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, num encontro de trabalho, confirmou à Lusa fonte do ministério.

A reunião entre Gabriela Canavilhas e Rui Rio é privada, sendo os temas em agenda desconhecidos.

A ministra da Cultura esteve no Porto a 29 de Novembro, dia em que revelou que pretendia abrir em 2010 o pólo da Cinemateca na cidade - na Casa das Artes - e que gostaria que esse espaço acolhesse também o espólio do cineasta Manoel de Oliveira.

Guarda cria Prémio Manuel António Pina

in JN 15/12/09

A Câmara Municipal da Guarda anunciou, ontem, segunda-feira, que vai criar o Prémio Literário Manuel António Pina, que será lançado no próximo ano, durante um ciclo dedicado ao escritor, a realizar naquela cidade entre 16 e 22 de Janeiro.

Segundo Virgílio Bento, vereador do pelouro da Cultura da Câmara da Guarda, o prémio irá ser atribuído anualmente, de forma alternada, "para premiar obras de poesia e de literatura infanto-juvenil", e será lançado a 21 de Janeiro.

Referiu que a Câmara Municipal da Guarda, o Teatro Municipal e o Centro de Estudos Ibéricos decidiram realizar um ciclo de actividades dedicadas ao escritor e poeta, que nasceu no Sabugal, em 1943, com o objectivo de homenagear e "divulgar a sua obra".

"Mais do que uma homenagem, queremos divulgar a sua obra e o reconhecimento público da cidade da Guarda e do seu concelho pelo seu labor em prol das artes", justificou o autarca, em conferência de imprensa.

Entre 16 e 22 de Janeiro, serão organizadas exposições, um seminário, espectáculos de teatro, recitais de poesias e oficinas sobre o autor e a sua obra poética e literária, entre outras actividades.

O director do Teatro Municipal da Guarda (TMG), Américo Rodrigues, também presente na apresentação da iniciativa, disse que foi preparado "um programa de alta qualidade, no sentido de divulgar a obra de alguém que se notabilizou como poeta, escritor e jornalista".

Disse que, durante a realização do evento, haverá dois espectáculos de teatro no TMG (dias 16 e 20 de Janeiro) e que, diariamente, de hora a hora, serão difundidos poemas de Manuel António Pina, na Rádio Altitude, e serão distribuídos "milhares de postais, com dez poemas do autor, por todos os sítios de convívio público da cidade". Também destacou a realização de um recital de poesia, no dia 21, por "20 pessoas da cidade, figuras públicas e anónimos. Para cada poema, foi criada uma música específica", adiantou.

Já o Centro de Estudos Ibéricos, segundo a sua coordenadora, Alexandra Isidro, tem a responsabilidade da realização do seminário "Manuel António Pina -- Palavras para além das fronteiras", com a presença de Arnaldo Saraiva e do ensaísta Eduardo Lourenço, entre outros.

Manuel António Pina é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra e foi jornalista do "Jornal de Notícias", entre 1971 e 2001. É autor de quatro dezenas de livros de poesia, ficção, crónica e literatura infantil e de duas dezenas de peças de teatro.

Recebeu vários prémios literários, foi distinguido com a Medalha de Ouro de Mérito da Cidade do Porto, é Comendador da Ordem do Infante D. Henrique e é o patrono da biblioteca da escola Adães Bermudes, na Guarda.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Feira do Livro no TNDMII encerra dia 10 de Janeiro de 2010

in Diário Digital 14/12/09

O Teatro Nacional Dona Maria II (TNDMII) inaugurou na livraria do teatro uma feira do livro com especial destaque para edições de teatro e artes do espectáculo.
A iniciativa, patente até 10 de Janeiro, conta com a presença de várias editoras, oferecendo descontos de 10% no preço de todas as edições nacionais.

Paralelamente, há uma secção de livros com outras promoções, segundo o divulgado em comunicado.

O público pode visitar de terça-feira a sábado, das 14:00 às 19:00 horas. Nos sábados, dias 12 e 19 de Dezembro, o horário é das 14:00 às 22:00. Nos domingos, dias 13 e 20 de Dezembro, funciona das 14:00 às 19:00.

Manoel de Oliveira prepara novo filme

in JN 14/12/09

O realizador português Manoel de Oliveira, 101 anos, começa a rodar em 2010 uma nova película porque, como o próprio sustenta, "tudo na vida se move até ao último momento" e é portanto necessário estar sempre activo.

"Quando - argumenta o veterano cineasta - uma pessoa se afasta ou a mandam para a reforma, morre".

Com estas palavras de Manoel de Oliveira definiu hoje o seu produtor, Luis Miñarro, a inesgotável actividade do realizador, contemporâneo de Luis Buñuel, King Vidor, Alexander Korda e Charles Chaplin, para anunciar o começo, no primeiro trimestre de 2010, das filmagens de "O estranho caso de Angélica".

A película, que terá como protagonistas o neto e actor fetiche do realizador, Ricardo Trepa, e a espanhola Pilar López de Ayala, inicia-se com o trabalho de um jovem fotógrafo sobre o precioso cadáver de uma morta. "Uma história de amor platónico", nas palavras de Trepa.

"Ele [Manoel de Oliveira] quer continuar a trabalhar e a fazer películas, que é aquilo de que mais gosta na vida", explicou o actor.

Trepa e Miñarro deram hoje uma conferência de imprensa em Madrid para apresentar a "penúltima" película de Oliveira, "Singularidades de uma rapariga loira".

"Durante a rodagem - contou Miñarro -, Oliveira disse-me que a vida é actividade e que tudo na vida se move até ao último momento, porque, quando uma pessoa se afasta ou a mandam para a reforma, morre. Por isso está sempre com a imaginação a trabalhar e a preparar novos projectos".

A película, já exibida em 29 festivais, entre os quais os de Berlim, Karlovy Vary, Toronto e Veneza, estreia-se sexta-feira em Madrid, depois de projecções comerciais prévias em salas de Portugal e França, países co-produtores.

Baseada no conto homónimo de Eça de Queirós - a quem Oliveira rende na película uma pequena homenagem - "Singularidades..." conta a história de um jovem, Macário (Ricardo Trepa), que se enamora de Luísa (Catarina Wallenstein), uma jovem loura.

Na opinião de Miñarro, "Singularidades..." está cheia de linguagem metafórica e pequenos símbolos, espalhados pela película, e ainda de um "subtil humor e muita ironia".

Guta Moura Guedes comissária de novo equipamento cultural de Paris

in Público 14/12/09

A directora da bienal ExperimentaDesign, Guta Moura Guedes, foi convidada para comissariar o primeiro núcleo de programação do La Gaité, um novo equipamento cultural de Paris, que deverá inaugurar em Dezembro de 2010. Guta foi convidada pelo director-geral do La Gaité, Jerome Delormas, para trabalhar em conjunto com Michel Reilhac, director de cinema do canal de televisão ARTE.

Os dois comissários vão desenvolver uma programação que ocupará os mais de oito mil metros quadrados do teatro situado no bairro do Marais. “É um bloco de programação chamado 2062 e que tem a ver com o futuro e com uma data muito importante para o La Gaité”, disse ao PÚBLICO a directora da Experimenta, não adiantando mais nada sobre o conteúdo.

Guta revelou por outro lado que a Experimenta “está a discutir uma parceria com o La Gaité para 2012”. Quanto às razões que terão levado ao convite, explica que o teatro, que será dedicado à cultura contemporânea, cruzando música, vídeo, design, cinema, arquitectura e arte, procurava alguém “que fizesse a ponte com o mundo do design”. O La Gaité foi inaugurado em 1792, fechou em 1989 e está a ser recuperado por iniciativa da Câmara Municipal de Paris.

Antologia reúne oito séculos de arte poética em língua portuguesa

in DN 14/12/09

São cerca de 2000 poemas de 267 autores agora compilados numa obra que pretende dar uma panorâmica da poesia portuguesa desde o século XIII até ao início do séculoXXI

Se é certo que a poesia aspira sempre ao eterno, ela não é, contudo, intemporal. Está sujeita ao gosto, às correntes estéticas, às modas de cada época. Alguma sobrevive, outra cai no esquecimento. Reunir num único volume aquela que sobreviveu ao tempo e aquela que ficou esquecida é o grande objectivo de Poemas Portugueses, a mais vasta antologia de poesia portuguesa jamais feita e que será lançada amanhã no mercado.

A obra, que reúne cerca de dois mil poemas de 267 autores, cobre oito séculos de arte poética e tem a chancela da Porto Editora. Foi organizada por Jorge Reis-Sá e Rui Lage e tem o prefácio de Vasco Graça Moura.

De D. Afonso X, rei de Leão e Castela, até Luís Quintais, cujos poemas incluídos datam de 2008. "Dar a conhecer a poesia portuguesa para além do cânone, nas suas rupturas, nas suas várias correntes e universos, foi o nosso principal critério", afirma Jorge Reis-Sá.

O volume conta com uma primeira parte dedicada à lírica portuguesa produzida até ao século XIX e uma segunda parte dedicada ao século XX, considerado o período áureo da poesia portuguesa.

Assumindo "a parcialidade e subjectividade das escolhas" , Reis- Sá declara ainda que esta obra "não se destina a poetas nem a críticos, mas a leitores de poesia".

A entrada de cada poeta na antologia é acompanhada de um pequeno texto introdutório, que visa situar os poemas e os autores no seu tempo e no seu universo estético e estilístico. Para a escrita destes textos foram convidados nomes como Giuseppe Tavani, considerado o principal especialista em poesia medieval europeia, Perfecto Cuadrado e Nuno Júdice, entre muitos outros.

Dar uma perspectiva de cada poeta, "mostrá-los nas suas evoluções e transformações", foi outro dos critérios, explica Rui Lage. Daí que a amostra de poemas de cada autor varie "em função daquilo que criaram e da importância que conquistaram" no panorama da criação poética, diz ainda.

Pela policromia dos universos poéticos, a sua musicalidade ou obscuridade, as suas rupturas ou hermetismos, esta obra é para Vasco Graça Moura "um grande monumento e documento da língua portuguesa".

«Um, Nenhum e Cem Mil» estreia amanhã no Teatro Taborda

in Diário Digital 13/12/09

«Um, Nenhum e Cem Mil», de Mário Redondo, a partir do romance homónimo de Luigi Pirandello, vai estrear amanhã, dia 14 de Dezembro, no Teatro Taborda, em Lisboa, pelas 21:30.

A obra é inspirada em «Uno, Nessuno e Centomila», do Prémio Nobel da Literatura italiano. Além da adaptação do texto, Mário Redondo assina ainda o espaço cénico.

«Um, Nenhum e Cem Mil», protagonizado por Adriana Moniz, Alexandre Ferreira, Francisco Sousa, Miguel Sopas e Pedro Saavedra, «conta a história de Vitangelo Moscarda, um burguês instalado na vida, que se vê aturdido, devido a uma observação banal da mulher sobre o seu nariz, pela mais terrível das descobertas: nós, que nos julgamos um, somos na realidade tantas pessoas diferentes quantos aqueles que nos observam», escreve a produção.

A peça, com entrada livre, vai estar em cena também nos dias 15 e 16 de Dezembro, à mesma hora, segundo o divulgado em comunicado.

O espectáculo sucede a «Bastien e Bastienne» (Setembro de 2008, Centro Cultural Olga Cadaval) e «La Folle Journèe» (Fevereiro de 2009, Cinema-Teatro Joaquim de Almeida).

TNSJ apresenta amanhã leitura integral de «Paraíso Perdido»

in Diário Digital 13/12/09

O Teatro Nacional São João (TNSJ), no Porto, vai promover segunda-feira, dia 14 de Dezembro, entre as 20:00 e a uma hora da madrugada, a leitura integral do texto «Paraíso Perdido», de John Milton, com direcção de Nuno Carinhas e Daniel Jonas.

A iniciativa faz parte de uma série de actividades complementares organizadas por Nuno Carinhas, no âmbito da estreia da peça «Breve Sumário da História de Deus», de Gil Vicente.

Sobem ao palco Alberto Magassela, Alexandra Gabriel, António Durães, Daniel Pinto, Joana Carvalho, João Cardoso, João Castro, João Pedro Vaz, Jorge Mota, José Eduardo Silva, Lígia Roque, Mário Santos, Miguel Loureiro, Paulo Calatré, Paulo Freixinho, Pedro Almendra e Pedro Frias.

A peça percorre «(…) as Sagradas Escrituras, «da Queda do Homem à Ressurreição de Cristo», «cruzando a exaltação lírica e o impulso satírico», segundo o divulgado em comunicado.

Entretanto, já estão agendadas apresentações o Teatro Nacional Dona Mareia II (TNDMII), em Lisboa, de 8 a 31 de Janeiro.