in DN 18/12/09
Marcada por permutas com o Teatro Nacional D. Maria II, destaque ainda para o ciclo Solos e parcerias com companhias espalhadas pelo País
2010 abre com O Ano do Pensamento Mágico, um monólogo por Eunice Muñoz, mas é na Antígona, de Sófocles, que o Teatro Nacional de São João, no Porto, assenta a próxima produção da casa. Após um "voltar às origens" com Breve Sumário da História de Deus, de Gil Vicente, o TNSJ prossegue na "busca das coisas essenciais" à boleia da tragédia do dramaturgo grego, numa nova tradução de Marta Várzeas. Antígona estreia a 26 de Março com a actriz Maria do Céu Ribeiro e encenação e cenografia de Nuno Carinhas, director artístico do TNSJ, que ontem apresentou a programação para o primeiro trimestre do novo ano.
A acompanhar o espectáculo, em cena até dia 28, "Estados de Guerra" de João Pina, repórter fotográfico, uma exposição de imagens publicadas em revistas e jornais como The New Yorker ou El País. No Dia Mundial do Teatro (dia 27), a fadista Aldina Duarte invade o cenário da Antígona para o concerto Mulheres ao Espelho.
Outro destaque para 2010, o ciclo "Solos". "Tendo como ponto de partida a vinda de Eunice Muñoz [com uma peça de Joan Didion encenada por Diogo Infante], poderemos assistir a uma série de monólogos por pessoas de várias idades e estilos diversos." Dois Homens, de José Maria Vieira Mendes, A Febre, de Wallace Shawn, Amor. de André Sant' Anna e Concerto à la Carte, de Franz Xaver Kroetz, assinala Nuno Carinhas. A dança tem em Electra, de e por Olga Roriz, a sua única representação. Mas uma das "apostas", diz o director artístico.
Este ano passa também por entregar a chave do TNSJ ao Teatro D. Maria II, uma permuta que arranca com o espectáculo de Eunice Muñoz e atravessa Blackbird, encenado por Tiago Guedes, "indispensável que [ele] viesse cá."
Até ao TNSJ vão viajar companhias que pouco por ali passaram, "uma espécie de identificação geográfica com vários teatros espalhados principalmente pelo sul do país": o Teatro Almada prossegue a "vontade" do TNSJ de abordar a obra de Brecht, com A Mãe, mas há ainda Letra M, pelo Teatro da Rainha, O Deus da Matança, de Yasmina Reza [que em 2007 publicou um livro sensação, em França, resultado de um ano a acompanhar a campanha do actual Presidente Nicolas Sarkozy], pelo Teatro Aberto. Porta aberta também para o Teatro dos Aloés, "que nunca esteve por cá", com Faca nas Galinhas e Canção do Vale.
Sem qualquer espectáculo internacional , estes serão assegurados através das parcerias com festivais como o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), o Festival de Teatro de Almada e o Alkantara Festival, dos quais Carinhas diz não poder falar "para já "porque ainda não anunciaram a sua programação. Esta agora apresentada, graceja Nuno Carinhas, "é um imenso festival".
Marcada por permutas com o Teatro Nacional D. Maria II, destaque ainda para o ciclo Solos e parcerias com companhias espalhadas pelo País
2010 abre com O Ano do Pensamento Mágico, um monólogo por Eunice Muñoz, mas é na Antígona, de Sófocles, que o Teatro Nacional de São João, no Porto, assenta a próxima produção da casa. Após um "voltar às origens" com Breve Sumário da História de Deus, de Gil Vicente, o TNSJ prossegue na "busca das coisas essenciais" à boleia da tragédia do dramaturgo grego, numa nova tradução de Marta Várzeas. Antígona estreia a 26 de Março com a actriz Maria do Céu Ribeiro e encenação e cenografia de Nuno Carinhas, director artístico do TNSJ, que ontem apresentou a programação para o primeiro trimestre do novo ano.
A acompanhar o espectáculo, em cena até dia 28, "Estados de Guerra" de João Pina, repórter fotográfico, uma exposição de imagens publicadas em revistas e jornais como The New Yorker ou El País. No Dia Mundial do Teatro (dia 27), a fadista Aldina Duarte invade o cenário da Antígona para o concerto Mulheres ao Espelho.
Outro destaque para 2010, o ciclo "Solos". "Tendo como ponto de partida a vinda de Eunice Muñoz [com uma peça de Joan Didion encenada por Diogo Infante], poderemos assistir a uma série de monólogos por pessoas de várias idades e estilos diversos." Dois Homens, de José Maria Vieira Mendes, A Febre, de Wallace Shawn, Amor. de André Sant' Anna e Concerto à la Carte, de Franz Xaver Kroetz, assinala Nuno Carinhas. A dança tem em Electra, de e por Olga Roriz, a sua única representação. Mas uma das "apostas", diz o director artístico.
Este ano passa também por entregar a chave do TNSJ ao Teatro D. Maria II, uma permuta que arranca com o espectáculo de Eunice Muñoz e atravessa Blackbird, encenado por Tiago Guedes, "indispensável que [ele] viesse cá."
Até ao TNSJ vão viajar companhias que pouco por ali passaram, "uma espécie de identificação geográfica com vários teatros espalhados principalmente pelo sul do país": o Teatro Almada prossegue a "vontade" do TNSJ de abordar a obra de Brecht, com A Mãe, mas há ainda Letra M, pelo Teatro da Rainha, O Deus da Matança, de Yasmina Reza [que em 2007 publicou um livro sensação, em França, resultado de um ano a acompanhar a campanha do actual Presidente Nicolas Sarkozy], pelo Teatro Aberto. Porta aberta também para o Teatro dos Aloés, "que nunca esteve por cá", com Faca nas Galinhas e Canção do Vale.
Sem qualquer espectáculo internacional , estes serão assegurados através das parcerias com festivais como o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), o Festival de Teatro de Almada e o Alkantara Festival, dos quais Carinhas diz não poder falar "para já "porque ainda não anunciaram a sua programação. Esta agora apresentada, graceja Nuno Carinhas, "é um imenso festival".