sábado, 31 de outubro de 2009

Reunião Intermitentes do Espectáculo

Reunião Intermitentes do Espectáculo

SEGUNDA 9 DE NOVEMBRO ÀS 17H30 NO CEM - r. dos Fanqueiros, 151-1º
reunião de preparação de uma campanha sobre a Segurança Social.

O Cocktail Intermitente realizado em Setembro reuniu aproximadamente 200 pessoas. No debate final revelou-se entre vários profissionais presentes na assistência, a vontade de fazer algo com maior expressão, que não fosse apenas um evento de, e para, os profissionais do espectáculo e do audiovisual. Nesse sentido, estamos a preparar uma campanha sobre a Segurança social, nomeadamente sobre as dívidas dos profissionais à Segurança Social, organizada juntamente com os P.I.(Precários Inflexíveis) e os FERVE (Fartos destes recibos verdes), associações que representam profissionais de várias áreas e que também se confrontam com a precariedade dos recibos verdes.

A campanha terá início no dia 20 de Novembro, às 21h30 na Interpress, no Bairro Alto, com várias iniciativas, entre as quais o lançamento de uma petição, concertos, debates. Para que as nossas reivindicações sejam consideradas, é necessário uma grande afluência. A reunião de Segunda servirá para preparar a presença da Plataforma dos Intermitentes nessa campanha nacional. Todas as sugestões são bem-vindas

Contextualização
Em 2010 vai entrar em vigor a nova Lei da segurança social, onde em cada recibo verde, a entidade empregadora vai pagar 2,5%, ou seja ao trabalhador cabe pagar 27,1%(a taxa global é 29,6%. O trabalhador com contrato de trabalho/por conta de outrem paga 11%, cabendo à entidade empregadora 22%, além de o trabalhador por conta de outrem tem direito a subsídio de desemprego, ao qual o trabalhador a recibos verdes continua sem ter acesso. Com este novo processo de pagamentos à Segurança Social, os profissionais que se encontram com dívidas vão ser detectados e as dívidas cobradas.

A desproporção dos rendimentos da grande maioria dos profissionais face ao valor mensal da taxa contributiva, aliada à ausência de direitos básicos, como o subsídio de desemprego e de doença, acrescida com a responsabilidade de custear o próprio seguro de acidentes de trabalho e recentemente o ênfase de algumas interpretações para o pagamento do IVA; etc, representam um fardo muito pesado para os profissionais que muitas vezes não se encontram com condições para cumprir com as suas contribuições para a Segurança Social.

Se os profissionais tivessem acesso a contratos de trabalho(e não a contratos de prestação de serviços/recibos verdes), encontrar-se-iam em condições adequadas para cumprir com as suas contribuições para a Segurança Social. Por isso na petição defendemos como medida impreterível a averiguação das condições em que as dívidas foram contraídas porque tratando-se, na maioria dos casos, de situações em que deveriam ter sido celebrados contrato de trabalho, as dívidas não podem ser atribuídas unicamente ao trabalhador/profissional.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Porto: «Emília Galotti» estreia hoje no TeCA

in Diário Digital 28/10/09

O Teatro Nacional de São João(TNSJ), no Porto, e a companhia Cão Danado apresentam, em estreia nacional, a partir desta quarta-feira, no Teatro Carlos Alberto (TeCA), a peça «Emília Galotti», de Gotthold Ephraim Lessing (1729-1781), com encenação de Nuno M. Cardoso.

Depois de ter encenado textos de Goethe (Gretchen, 2003), Fassbinder (O Café, 2008) e Brecht (Baal, 2009), Nuno M. Cardoso prossegue um percurso pela literatura alemã, com a peça Emilia Galotti, considerada uma das obras mais controversas de Lessing, filósofo e dramaturgo alemão nunca antes representado em Portugal.

Estreada em 1772, esta peça foi desde então sucessivamente amada e repudiada, devido aos muitos enigmas que encerra.

«Mamã?!» estreia hoje no Teatro Nacional Dona Maria II

in Diário Digital 28/10/09

«Mamã?!», que acompanha uma bailarina que vê a sua carreira comprometida quando engravida, tem estreia prevista para esta quarta-feira, no Teatro Nacional Dona Maria II (TNDMII), em Lisboa.

A 31 de Outubro chega «Darwin… tra le Nuvole», a partir de uma ideia de Stafano de Luca (que também encena) e de Giulio Giorello. Os actores são Andrea Germani, Adrea Luini, Clio Cipolletta, Gabriele Falseta e Silva Pernarella.

Por fim, «O Ano do Pensamento Mágico», de Joan Didion, encenada por Diogo Infante, estreia dia 12 de Novembro. O espectáculo é protagonizado por Eunice Muñoz.

«O Que Se Leva Desta Vida» estreia no São Luiz dia 6

in Diário Digital 28/10/09

Uma cozinha, dois chefs e respectivos egos e pratos confeccionados em tempo real são a receita do espectáculo «O Que Se Leva Desta Vida», que estreia a 6 de Novembro no Teatro São Luiz, em Lisboa.

O cineasta João Canijo e os actores e encenadores Tiago Rodrigues e Gonçalo Waddington criaram este espectáculo após cerca de um ano e meio de «aturada pesquisa filosófica e gastronómica», com a colaboração de quatro dos melhores cozinheiros do mundo, cujos restaurantes, situados no País Basco e Catalunha, têm três estrelas no Guia Michelin.

Santi Santamaria (Restaurante Can Fabes), Carme Ruscalleda (Restaurante Sant Pau), Juan Mari Arzak (Restaurante Arzak) e Martín Berasategui (Restaurante Martín Beratasegui) ofereceram refeições e experiências gastronómicas aos três artistas portugueses e disponibilizaram-se para longas entrevistas sobre a sua obra culinária.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

"Uma pessoa do meio, com domínio das artes, pode fazer uma diferença"

in Público 26/10/09

Foi uma conversa marcada antes do anúncio público do novo executivo de José Sócrates e, com ele, da indigitação de Gabriela Canavilhas como nova ministra da Cultura.

(...)

Foi a convite de Carlos César que, a 1 de Dezembro de 2008, Gabriela Canavilhas tomou posse como directora regional de Cultura. Canavilhas conhecia bem os Açores. Nascida em Angola em 1961, cresceu e fez a sua formação inicial entre São Miguel e as Flores, ilhas de origem dos pais. Mudou-se para Lisboa apenas para ingressar no ensino superior, entre o Conservatório de Lisboa - Curso Superior de Piano - e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa - Ciências Musicais. Em 1999, restabelecia laços com o arquipélago ao criar o Festival MusicAtlântico e ao tornar-se assessora do então director regional de Cultura, o filólogo Luiz Fagundes Duarte, no cargo entre 1996 e 1999. Em 2002, e também a convite de Carlos César, integrava como candidata independente o círculo dos Açores à Assembleia República, o ano de derrota que se seguiu à demissão de António Guterres como primeiro-ministro.

Há um dia que sabemos da sua indigitação quando Gabriela Canavilhas, afável, comunicativa e com uma postura pública sedutora - mas também uma presença enérgica e determinada -, resume: "Costuma dizer-se que Deus escreve direito por linhas tortas. Não fui para a Assembleia, mas foi assim que acabei por chegar à [Orquestra] Metropolitana [de Lisboa] para aquilo que, à partida, era uma missão impossível".

É sexta-feira, sete da tarde no continente, uma hora a mais nos Açores. Gabriela Canavilhas acaba de aterrar em São Miguel vinda de mais uma das suas múltiplas viagens entre ilhas. Por telefone, 24 horas depois do anúncio da sua indigitação, mantém a conversa agendada uma semana antes. A missão impossível a que se refere - a (bem sucedida) reestruturação de uma orquestra cuja presidência assumiu num momento de ruptura financeira, em 2003, após o afastamento de Miguel Graça Moura (e quando começou a deixar para segundo plano a sua carreira como pianista) - é o único ponto em que nos desviamos do tema acordado: os menos de 11 meses que passaram desde que tomou posse como directora de Cultura.

Ficamos a ler nas entrelinhas e a extrapolar de uma realidade regional para uma realidade nacional. Por exemplo, quando nos diz isto: "Acho que alguém do meio, com domínio das artes e das culturas, pode fazer uma diferença. Conhece as necessidades, os caminhos e os meios para potencializar estratégias. Estratégias concertadas entre as várias artes".

Há muitos anos já - talvez desde a saída de Manuel Maria Carrilho da pasta da Cultura (1995-2000) - que a valorização do conhecimento do terreno deu vez a um discurso de valorização do "peso político" como mais-valia estratégica para a obtenção de meios financeiros acrescidos para o sector. Nos nove anos que passaram desde então, seis ministros assumiram e deixaram a pasta. O peso da Cultura continuou a diminuir, com o mais recente orçamento a rondar os 245,5 milhões de euros. Uma media de 24,55 euros per capita.

Sem rodeios, Canavilhas já disse que é "impossível fazer mais com menos", explicando considerar que José Sócrates sabe que é necessário investir mais na Cultura.

Obra feita
Açores: 250 mil habitantes, 95 mil dos quais concentrados em Ponta Delgada (80 mil) e Angra do Heroísmo (15 mil). No último ano, o mais elevado orçamento de sempre para a Cultura: 2,6 por cento do orçamento geral, ou seja, 24 milhões de euros. Uma média de 96 euros per capita.

"É um orçamento elevado, mas também porque há várias obras a decorrer", diz Gabriela Canavilhas.

Obras em curso, pois: por exemplo, a nova Biblioteca Pública de Angra, uma obra da arquitecta Inês Lobo, escolha arrojada para área declarada Património Mundial (orçamento: 12 milhões de euros). Em curso, também, a ampliação do museu etnográfico da Graciosa, a reconversão do Convento de Santa Bárbara em anexo do Museu Carlos Machado e a criação de um centro de artes multidisciplinar com colecção de arte contemporânea própria na Ribeira Grande, em Ponta Delgada, e a inauguração da Casa Manuel de Arriaga prevista para Agosto de 2011, a coincidir com as comemorações do centenário da implantação da República, na Horta. Mas há outro tipo de projectos, mais invisíveis, mas porventura mais essencialmente transformadores. Por exemplo, a criação recente de um saco de bolsas artísticas, bolsas de seis meses, 10 mil euros cada, para seis áreas, com dois seleccionados em cada: literatura, dança, fotografia, artes plásticas, dramaturgia e música.

Gabriela Canavilhas: "É uma opção estratégica. Uma aposta na Cultura como factor de valorização do cidadão. Até porque a Cultura é verdadeiramente transversal a todas as áreas de actuação da sociedade. Um povo mais culto tem uma consciência cívica mais desenvolvida. Um povo que se reconhece na sua história, através do seu património conservado, é um povo que sabe redimensionar-se para o futuro, Mas claro que, se não criarmos futuro hoje, no futuro não teremos passado".

O Centro de Artes da Ribeira Grande, que já tem António Pinto Ribeiro, assessor da Fundação Calouste Gulbenkian, como consultor de aquisições para a sua colecção, tem um orçamento de construção previsto de 8 milhões de euros - deverá nascer da reconversão de uma antiga fábrica. Gabriela Canavilhas diz vê-lo como "um laboratório de criação permanente", um "centro de convergência" com espaços de residência e apresentação para áreas como as artes de palco, visuais e digitais. Antes da sua abertura, prevista para Setembro de 2012, abre já no próximo ano lectivo - 2010-2011 - uma pós-graduação em Gestão Cultural ("é necessário criar quadros e recursos que possam dar vida aos espaços criados"). Em breve, também, a Galeria Fonseca Macedo, que representa um vasto conjunto de artistas locais e nacionais de várias gerações, deverá contar com apoio para que, além das feiras em que já se faz representar - a Arte Lisboa e a Arco, de Madrid -, possa começar a frequentar também a Frieze, de Londres, a mais interessante das jovens feiras internacionais.

Estamos a falar dos Açores, poderíamos estar a falar de Portugal, como todo (foi, aliás, tema polémico no início deste ano, quando dezenas de galeristas de Lisboa e do Porto encostaram o Ministério da Cultura de José António Pinto Ribeiro à parede e ameaçaram boicotar a Arco caso não fossem apoiados pelo Estado): "É necessário criar ligações com o exterior, encontrar formas de os nossos artistas serem vistos lá fora. Não queremos artistas locais, queremos artistas de perfil internacional".

Um manifesto à sua espera
Depois da inauguração da escultura de Rui Chafes, há uma semana, nos jardins do Palácio de Sant’Ana, Gabriela Canavilhas teve o seu último acto público como directora regional de Cultura no sábado - a primeira actuação, no Teatro Micaelense, da Orquestra Clássica Regional, que ajudou a criar. Hoje toma posse como ministra. Tem à sua espera um manifesto de opinião do sector das artes visuais, chocado com o afastamento de Pedro Lapa da direcção do Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea. Um manifesto que, antes de ser aberto a assinatura pública, hoje, tinha já como signatários nomes frequentemente avessos a manifestações públicas e não raro discordantes entre si como os artistas Helena Almeida, Lurdes Castro, Julião Sarmento, Nikias Skapinakis e Ângela Ferreira, os galeristas Cristina Guerra, José Mário Brandão e Pedro Oliveira, os comissários Delfim Sardo, Miguel Wandschneider e Miguel von Haffe Perez, o director do Centro de Arte e Comunicação Visual, Ar.Co, Manuel Castro Caldas, e mesmo o historiador José Augusto França, que, não subscrevendo o documento, se junta em adenda manifestando "o seu apreço e simpatia pela obra realizada pelo Dr. Pedro Lapa no Museu do Chiado".

domingo, 25 de outubro de 2009

INOV-ART ABRE A 16 DE NOVEMBRO CANDIDATURAS PARA A SEGUNDA EDIÇÃO

in DGArtes 24/10/09

A Direcção-Geral das Artes (DGArtes) informa que o período de candidaturas para a segunda edição do programa INOV-Art tem início no próximo dia 16 de Novembro, contemplando a atribuição de 200 bolsas para a realização de estágios profissionais internacionais.

As áreas a concurso serão: Arquitectura e Urbanismo; Artes Performativas; Artes Visuais; Cinema e Audiovisual; Cruzamentos Artísticos; Design; Escrita e Edição; Gestão, Indústrias Criativas e Marketing; Património; Serviços Educativos e Actividades Artísticas em Meio Educativo.Este programa de bolsas para estágios de três a nove meses de duração, a iniciar em 2010, destina-se a jovens entre os 18 e 35 anos de idade, com qualificações ou aptidões reconhecidas no domínio cultural e artístico, tendo sido criado com o objectivo de apoiar a sua inserção profissional em instituições de referência.

Na sua primeira edição o INOV-Art já proporcionou 230 estágios em 84 cidades, de 28 países do mundo inteiro, dos quais mais de dois terços em países europeus, 12% na América do Sul, 8% na América do Norte, 5% em África e 3% na Ásia.

Arquitectura, Conservação e Restauro e Cinema e Audiovisual foram as áreas disciplinares mais procuradas, a primeira com 20% do total dos estagiários e a segunda com 14%.

O INOV-Art é uma iniciativa do Ministério da Cultura coordenada pela DGArtes e conta com um financiamento anual de cinco milhões de euros do Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P.

Constestação contra a transformação do Teatro Sá da Bandeira em hotel

in Guia dos Teatros 24/10/09

Um conjunto de personalidades ligadas ao meio artístico e cultural do Porto tem vindo a contestar a transformação do Teatro Sá da Bandeira em Hotel, tendo mesmo organizado na baixa portuense, uma concentração frente a esse teatro.
"O Teatro Sá da Bandeira, fundado em 1855 e reestruturado em 1877 mantendo ainda os traços arquitectónicos dessa época, é uma das salas mais emblemáticas e históricas do Porto", disse à Lusa Ricardo Alves, director do Teatro Plástico, um dos promotores da concentração.
O director e encenador sublinhou que tiveram lugar no Teatro Sá da Bandeira as primeiras apresentações de cinema em Portugal, tendo a sua sala acolhido "toda a história do Teatro português".