in Diário Digital 28/12/09
Património edificado e imaterial, museus e criação artística são as áreas apontadas por diferentes programadores culturais como prioritárias face à possibilidade de aumento do orçamento do Ministério da Cultura.
O coordenador do Programa Criatividade e Criação Artística da Fundação Gulbenkian, José António Pinto Ribeiro, afirmou à Lusa que «antes de mais é necessário fazer um diagnóstico das deficiências de funcionamento, das limitações operacionais e, depois, construir um programa cultural que ultrapasse o programa do Governo que, tal como está, é absolutamente inconsequente».
Para o ensaísta, «há que dar prioridade à recuperação e reposicionamento dos equipamentos já existentes».
Desta mesma opinião partilha Ana Coelho, directora executiva da Artemrede, uma estrutura que fornece conteúdos de artes do palco a 17 autarquias da região de Lisboa.
«Dar mais apoio à programação dos equipamentos que foram construídos ou recuperados mas para os quais não foi pensada uma continuidade em termos de programação», disse Ana Coelho.
A responsável aponta ainda como prioridade a preservação do património edificado.
O escritor António Mega Ferreira, presidente da Fundação do Centro Cultural de Belém, sustenta, por seu turno, que «em função do que já foi anunciado», o património surge como uma área prioritária.
Todavia, Mega Ferreira salienta que por património se deve entender não só o edificado como o imaterial, os arquivos e bibliotecas, o tratamento de espólios dos escritores e ainda a edição de partituras.
«Atrevo-me até a dizer que é um desígnio nacional a investigação do riquíssimo espólio musical do século XVIII, designadamente daquele foi o maior compositor da época, Francisco António Pacheco», exemplificou.
Mega Ferreira referiu ainda como importante o anúncio já feito pela ministra Gabriela Canavilhas de pretender redimensionar a rede portuguesa de museus.
Para o escritor e subdirector da Cinemateca Portuguesa, Pedro Mexia, as áreas prioritárias são as bibliotecas, museus e companhias de teatro «que todos os anos estão com a corda na garganta».
Outra área que, na sua opinião, requer urgência na intervenção é «o património que em muitos casos está a cair aos bocados».
Sem esquecer «os desafios muito grandes e de interesse nacional» que a Cinemateca tem pela frente, Mexia afirma que, «caso haja mais dinheiro para a cultura, deve ser feita uma distribuição equilibrada».
Referindo-se ao cinema, considera que, relativamente aos apoios à produção, «não é uma questão de dinheiro mas de método, de como apoiar».
Património edificado e imaterial, museus e criação artística são as áreas apontadas por diferentes programadores culturais como prioritárias face à possibilidade de aumento do orçamento do Ministério da Cultura.
O coordenador do Programa Criatividade e Criação Artística da Fundação Gulbenkian, José António Pinto Ribeiro, afirmou à Lusa que «antes de mais é necessário fazer um diagnóstico das deficiências de funcionamento, das limitações operacionais e, depois, construir um programa cultural que ultrapasse o programa do Governo que, tal como está, é absolutamente inconsequente».
Para o ensaísta, «há que dar prioridade à recuperação e reposicionamento dos equipamentos já existentes».
Desta mesma opinião partilha Ana Coelho, directora executiva da Artemrede, uma estrutura que fornece conteúdos de artes do palco a 17 autarquias da região de Lisboa.
«Dar mais apoio à programação dos equipamentos que foram construídos ou recuperados mas para os quais não foi pensada uma continuidade em termos de programação», disse Ana Coelho.
A responsável aponta ainda como prioridade a preservação do património edificado.
O escritor António Mega Ferreira, presidente da Fundação do Centro Cultural de Belém, sustenta, por seu turno, que «em função do que já foi anunciado», o património surge como uma área prioritária.
Todavia, Mega Ferreira salienta que por património se deve entender não só o edificado como o imaterial, os arquivos e bibliotecas, o tratamento de espólios dos escritores e ainda a edição de partituras.
«Atrevo-me até a dizer que é um desígnio nacional a investigação do riquíssimo espólio musical do século XVIII, designadamente daquele foi o maior compositor da época, Francisco António Pacheco», exemplificou.
Mega Ferreira referiu ainda como importante o anúncio já feito pela ministra Gabriela Canavilhas de pretender redimensionar a rede portuguesa de museus.
Para o escritor e subdirector da Cinemateca Portuguesa, Pedro Mexia, as áreas prioritárias são as bibliotecas, museus e companhias de teatro «que todos os anos estão com a corda na garganta».
Outra área que, na sua opinião, requer urgência na intervenção é «o património que em muitos casos está a cair aos bocados».
Sem esquecer «os desafios muito grandes e de interesse nacional» que a Cinemateca tem pela frente, Mexia afirma que, «caso haja mais dinheiro para a cultura, deve ser feita uma distribuição equilibrada».
Referindo-se ao cinema, considera que, relativamente aos apoios à produção, «não é uma questão de dinheiro mas de método, de como apoiar».