quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

FINTA é já considerado um êxito, a três noites do fim

in Destak 03/12/09

O 15.º Festival Internacional de Teatro da ACERT (FINTA), que termina sábado, em Tondela, é já considerado um sucesso, tendo dois dos três espectáculos apresentados desde segunda-feira conseguido "casa cheia".

"Em três noites de espectáculos, dois deles tiveram lotação esgotada. E o de hoje à noite ('Zoo', da companhia Yllana) vai a caminho de ficar esgotado", contou à Agência Lusa Miguel Torres, da ACERT.

O festival arrancou segunda-feira, com a estreia de "Vila Cacimba", a nova produção do Trigo Limpo Teatro ACERT baseada numa obra do escritor Mia Couto, cujos bilhetes esgotaram dias antes de ser apresentada.

Na quarta-feira subiu ao palco outra estreia, "Super 8", da Companhia Voadora de Santiago de Compostela, que integra actores que começaram carreira no Trigo Limpo, levando nova enchente ao auditório.

"Também as duas sessões para as escolas da 'História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar' (do Teatro Art'Imagem) estiveram praticamente esgotadas", acrescentou Miguel Torres, que justifica o sucesso com a qualidade das companhias que se apresentam no FINTA.

Na sua opinião, "são espectáculos de companhias que as pessoas reconhecem como sendo de grande qualidade" e que, por isso, não querem perder.

Para sábado, último dia do FINTA, está agendada nova estreia, do espectáculo "Antes que a noite venha - Antígona, do Centro de Estudos Performativos e Artísticos de Évora.

"Hoje é quinta-feira e já temos mais de meia sala reservada", contou Miguel Torres.

O festival tem chegado também às ruas da cidade com o humor e os malabarismos do argentino Nino Costrini e o insólito das animações da Companhia Marimbondo.

"Devido às condições climatéricas, não temos tido grandes multidões, mas há sempre público", acrescentou.

Ministra: Cultura requer espaços condignos

in Destak 03/12/09

A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, defendeu hoje que para haver cultura é preciso que haja "equipamentos condignos", a propósito da inauguração de uma nova sala de ensaios no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.

Na sessão, a ministra elogiou o esforço de renovação dos espaços daquele teatro e alertou que a própria Orquestra Sinfónica Portuguesa precisa de uma sala própria.

Na inauguração estiveram ainda presentes o presidente da câmara de Lisboa, António Costa, com quem a ministra da Cultura espera "colaborações futuras", o director artístico do São Carlos, Christoph Dammann, e o presidente da Opart - Organismo de Produção Artística, Pedro Moreira.

A remodelação da sala de ensaio custou 350.000 euros, suportados pelo orçamento da Opart, e implicou a duplicação de espaço para acolher um máximo de 81 intérpretes, quando actualmente o coro integra 64 coralistas.

"Faz parte de um plano de intervenção dos espaços do Teatro Nacional de São Carlos que não tinha uma intervenção estrutural desde os anos 1940", disse Pedro Moreira.

A Opart é a entidade que gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado.

Maria João Pires nomeada para um Grammy

in Diário Digital 03/12/09

A pianista portuguesa Maria João Pires está nomeada para um prémio Grammy, da edição de 2010, pela edição de um duplo álbum dedicado a Frédéric Chopin, noticia a Lusa.

De acordo com as nomeações para os Grammy de 2010 anunciadas esta madrugada em Los Angeles, Califórnia, a pianista está nomeada na categoria de «Melhor Interpretação a solo».

Na mesma categoria estão nomeadas a violinista Caroline Goulding, a guitarrista Sharon Isbin, a pianista Ursula Oppens e a jovem pianista chinesa Yuja Wang.

No duplo álbum gravado em 2008 e editado pela Deutsche Grammophon, Maria João Pires interpreta as obras que Chopin compôs entre 1844 e 1849, nos últimos anos de vida. Em alguns dos temas, Maria João Pires é acompanhada pelo violoncelista Pavel Gomziakov.

Considerada uma das mais brilhantes pianistas da sua geração, Maria João Pires nasceu em Lisboa em 1944 e tocou pela primeira em público com quatro anos. Em Portugal estudou com Campos Coelho e Francine Benoit, e, mais tarde, na Alemanha, com Rosl Schmid e Karl Engel. Em 1970 obteve o Primeiro Prémio do Concurso do Bicentenário de Beethoven.

Em 1989 assinou pela Deutsche Grammophon, selo alemão pelo qual tem gravado sobretudo Mozart, Schubert, Schumman e Chopin.

O anúncio dos vencedores da 52ª edição dos Prémios Grammy, considerados os mais importantes da música nos Estados Unidos, acontecerá a 31 de Janeiro, em Los Angeles, Califórnia. Nesta edição dos Grammy, a favorita é a cantora norte-americana Beyoncé, que segue na frente com dez nomeações.

Museu de Arte Popular vai reabrir em 2010

in DN 03/12/09

O Museu de Arte Popular, em Lisboa, vai reabrir em 2010 no edifício onde originalmente funcionou, na zona de Belém, afirmou hoje a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.

O Museu de Arte Popular "é para manter-se tal como estava e para o qual foi concebido, dedicado à arte popular portuguesa", disse Gabriela Canavilhas à agência Lusa no final da inauguração de uma nova sala de ensaios do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.

A decisão contraria, assim, a decisão das anteriores tutelas do Ministério da Cultura de adaptar o edifício do antigo Museu de Arte Popular para acolher o futuro Museu da Língua Portuguesa.

Segundo Gabriela Canavilhas, o objectivo é reabrir o Museu de Arte Popular até ao final de 2010, inserindo-o nas comemorações do centenário da República, e nos próximos meses serão desenvolvidos os projectos museológico e museográfico.

"Os espaços têm uma vida própria, os conteúdos que se decidem para os espaços têm que ter em conta o espírito do lugar. E aquele espaço foi concebido para receber o espólio e contar a história da nossa arte popular e todo ele está direccionado nesse sentido", justificou a nova ministra da Cultura.

Gabriela Canavilhas escusou-se a revelar quem assumirá a direcção do renovado Museu de Arte Popular, referindo que a decisão caberá ao Instituto dos Museus e da Conservação.

O Museu de Arte Popular, com projecto do arquitecto Jorge Segurado, foi fundado em 1948 e actualmente o seu espólio, com cerca de cinco mil peças, está depositado no Museu Nacional de Etnologia.

Para o edifício, numa zona privilegiada de Belém junto ao rio Tejo, foi anunciado o futuro Museu da Língua Portuguesa, com a remodelação a ser enquadrada na requalificação da frente ribeirinha de Lisboa pela Sociedade Frente Tejo.

Quanto ao Museu da Língua Portuguesa, Gabriela Canavilhas referiu que faz mais sentido que seja concebido num outro espaço e no contexto de um Museu da Viagem, dedicado aos Descobrimentos, já anunciado pela tutela anterior.

"Do meu ponto de vista, a Língua Portuguesa deve ser associada à expansão da cultura portuguesa no mundo e a todo o fluxo da saída dos portugueses para o resto do mundo levando com eles a língua", disse.

"Será um projecto comum da língua e da cultura portuguesa no mundo", referiu, sem adiantar mais pormenores.

A hipótese de adaptar o espaço do Museu de Arte Popular para o Museu da Língua Portuguesa foi largamente contestado este ano por um movimento cívico, que exigia a reabertura do processo de classificação do edifício e a reabertura ao público.

Desse movimento cívico faziam parte a museóloga Raquel Henriques da Silva, a artista plástica Joana Vasconcelos, o crítico de arte Alexandre Pomar, entre outros.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ministra quer mais dinheiro para a Cultura

A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, está confiante de que o Orçamento de Estado da Cultura vai privilegiar o sector que dirige, já que as actividades culturais movimentam 2,8 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) – o que, lembrou, é “mais do que o investimento público” feito na área.

Segundo Gabriela Canavilhas, que esteve este domingo na Casa da Música, no Porto, para comentar a Sinfonia Órgão de Camille Saint-Saëns, o primeiro-ministro já “identificou a cultura como facto de desenvolvimento nacional”.

“Ainda é cedo para falar em números, mas o primeiro-ministro já manifestou, quer antes das eleições quer no discurso de apresentação do programa de Governo, o interesse e a atenção que quer dar à Cultura como eixo estratégico de desenvolvimento nacional”, disse.

A ministra disse ainda que a sua relação com os agentes culturais será de proximidade.

“Acredito numa política de proximidade e temos de estar próximos dos agentes culturais para termos um conhecimento íntimo da matéria que vou trabalhar para ter uma leitura correcta das coisas”, afirmou.

Aproveitando a visita ao Porto, Gabriela Canavilhas anunciou ainda a abertura, no próximo ano, de um pólo da Cinemateca na Casa das Artes do Porto, acrescentando que espera que esse espaço funcione, ao mesmo tempo, como receptáculo do espólio do cineasta Manoel de Oliveira.

“Para mim o Manoel de Oliveira não é um cineasta do Porto, é um cineasta de Portugal e, nesse sentido, gostava que estivesse numa instituição de carácter nacional”, concluiu.

Carrilho põe Eco, Gore, Gil e outros a repensar a UNESCO

Um grupo de personalidades mundiais propõe repensar as grandes prioridades que a UNESCO deve assumir no séc. XXI.

O ensaísta Umberto Eco, o antigo vice-presidente da administração do presidente norte-americano Bill Clinton, Al Gore, a filósofa e romancista Julia Kristeva e o músico bra- sileiro Gilberto Gil são alguns dos nomes que poderão integrar esse grupo de uma dúzia de individualidades originárias dos vários cantos do planeta.

Segundo a proposta de Manuel Maria Carrilho, embaixador de Portugal na UNESCO que - com o estudioso francês Dominique Wolton - prepara o trabalho que, no próximo ano, deve levar à formulação de propostas revitalizadoras para as políticas da UNESCO, pretende-se contribuir para que esta organização volte a ser um intenso "laboratório de ideias" que lhe dê de novo, a nível mundial, um papel pioneiro e de liderança.

A ideia de discutir o futuro da UNESCO de um modo aberto, no espaço público internacional, tem sido muito aplaudida, e é isso mesmo que vai acontecer com este grupo de personalidades mundiais que se propõe repensar as grandes prioridades que a UNESCO deve assumir no séc. XXI.

Prova disso foi o facto de o texto sobre a "refundação da UNESCO", de Manuel Maria Carrilho, publicado pelo Le Monde e pelo DN no início da semana passada, ter tido um largo impacto.

Tanto em Portugal, onde, por exemplo, a Fundação Saramago o colocou desde então em destaque, a abrir o seu site, como na comunidade internacional, mais atenta às questões de cultura, de educação e de direitos humanos.

Recorde-se que já em 2000, durante a presidência portuguesa da União Europeia, Manuel Maria Carrilho, então ministro da Cultura, elaborou com Dominique Wolton um "Manifesto da Diversidade" que foi publicado em jornais de todo o mundo (em Portugal, no DN) e que teve um papel propulsor na afirmação da temática da diversidade cultural, tal como ela viria a ser consagrada na Convenção da Diversidade da UNESCO, em 2005.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ministra da Cultura confirma pólo da Cinemateca no Porto

in Ipsílon 31/11/09

O Porto vai ter um pólo da Cinemateca Portuguesa, mas as características e o modo de funcionamento do equipamento só serão definidos pelo futuro director da instituição, lugar que está vago desde a morte de João Bénard da Costa e que continua por preencher.

O anúncio foi feito ontem pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas. A ministra falava no final de mais um dos Concertos de Domingo da Orquestra Nacional do Porto na Casa da Música, que quis comentar enquanto pianista e como previsto, como anteriormente tinha feito várias vezes, antes de ter sido nomeada para o Palácio da Ajuda.

No final do espectáculo, falando aos jornalistas - a quem convidou, depois, para um almoço informal de troca de impressões sobre a vida cultural da cidade -, Canavilhas disse que a aposta na Cinemateca, que terá como base a Casa das Artes, não reponde a nenhuma "estratégia de política de descentralização". "É o reconhecimento do Porto como segundo centro cultural do país", justificou, acrescentando que serão retomadas as negociações lançadas pelo seu antecessor, tanto com a Fundação de Serralves como com a Casa do Cinema Manoel de Oliveira. "Gostava que a Cinemateca fosse também a sede do acervo do realizador, que não é apenas uma figura do Porto, mas de Portugal", disse a ministra.

Gabriela Canavilhas mostrou-se ainda convicta de que o próximo Orçamento do Estado "irá dar uma atenção especial à cultura", que será vista como "um eixo central para o desenvolvimento do país". Recusando adiantar qual será a percentagem que a cultura terá no novo Orçamento, a ministra mostrou-se confiante de que ela terá em conta o facto de este sector valer já 2,8 por cento do PIB.

Sobre a decisão de ter mantido em agenda a apresentação do concerto da ONP - que, perante uma Sala Suggia bem composta, interpretou a Sinfonia n.º 3, Órgão, de Camille Saint-Saëns -, Canavilhas disse que quis dar um sinal de que lhe interessa fazer "uma política baseada na proximidade" com o movimento cultural e as instituições que o sustentam em todo o país.

Ministério da Cultura nomeou novos directores

in Público 30/11/09

O Ministério da Cultura anunciou hoje que João Carlos Brigola será o novo director do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) e Fabíola de Abreu Afonso a nova directora da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB).

Para dirigir a Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC), foi nomeado Luís Silveira Botelho, indicou o ministério em comunicado enviado à agência Lusa.

Estas nomeações para organismos da tutela surgem “no âmbito de reajustamentos de orientação estratégica em cargos directivos”, um “processo já iniciado nas Direcções Regionais de Cultura”, esclarece o ministério.

O novo inspector-geral da IGAC, Luís Silveira Botelho, é licenciado em Direito, desempenhava funções na Inspecção-Geral da Defesa Nacional e foi, entre Outubro de 2004 e Outubro de 2009, assessor do secretário de Estado da Administração Educativa (2004-2005) e do secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar (2005-2009).

Entre 1996 e 2004, foi consultor jurídico na Direcção Regional de Educação de Lisboa.

João Carlos Pires Brigola, o novo director do IMC, é licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mestre em História Cultural e Política pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e doutorado em História/Museologia pela Universidade de Évora e agregado por essa universidade.

É, desde 2001, director do Curso de Mestrado em Museologia da Universidade de Évora e, desde 1996, investigador do Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência (FCT) e integrou diversos júris de graus académicos na área de Património Cultural e Museologia e de concursos para cargos directivos no IMC.

A nova directora da DGLB, Fabíola de Oliveira Figueiredo Pinheiro de Abreu Afonso, é licenciada em Direito pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa e trabalhou até agora no Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, na Divisão de Assuntos Fiscais e Financeiros das Empresas e dos Auxílios de Estado na Direcção-Geral das Actividades Económicas.

FINTA arranca hoje à noite em Tondela com lotação esgotada

in Diário Digital 30/11/09

O 15.º Festival Internacional de Teatro da ACERT (FINTA) arranca hoje à noite, em Tondela, com uma nova criação da companhia da casa, intitulada «Vila Cacimba», que conta já com lotação esgotada.

Em «Vila Cacimba», o Trigo Limpo Teatro ACERT cruza-se pela terceira vez com a obra do escritor moçambicano Mia Couto, baseando-se em «Venenos de Deus, remédios do diabo. As incuráveis vidas de vila Cacimba».

«Desde sexta-feira que a estreia do espectáculo já tem lotação esgotada, o que nos deixa as melhores expectativas para o resto do FINTA», afirmou à Agência Lusa Miguel Torres, da ACERT.