sábado, 17 de outubro de 2009

Europa Cultural: Calendário 2009 - Lisboa

Europa Cultural Calendário 2009

Conferência de Abertura do Seminário “Saber Europa”
Terça-feira, 20 de Outubro 2009 18h30 Reitoria SALÃO NOBRE
José Pedro Serra, Professor Agregado da Faculdade de Letras da UL, e eminente classicista português, inaugura o Seminário Saber Europa com uma reflexão sobre “Europa Cultural” contextualizando, assim, o papel da cultura na construção do projecto europeu, tema central deste Seminário.
O Seminário Saber Europa é composto por conferências que abrangem cinco módulos fundamentais: Cinema, Música, Literatura, História e Instituições Europeias.

A par da “Grande Lição” proferida por José Pedro Serra, apresentar-se-ão uma encenação oral do poema Ultimatum, de Fernando Pessoa, bem como, um Quarteto de Cordas, integrando alunos do Conservatório de Musica de Lisboa.


Ciclo de Cinema e Literatura
De 26 de Outubro a 14 de Dezembro 18h30 Salão Nobre da Reitoria
Esta iniciativa insere-se no âmbito do Seminário "Saber Europa" dedicado à cultura europeia e aos seus valores. O Ciclo faz a síntese entre duas das mais importantes linguagens criativas europeias, o Cinema e a Literatura.

Comissário:
Lauro António
Este realizador, professor e especialista em cinema, escolheu os grandes clássicos, simultaneamente do Cinema e da Literatura de vários países da União Europeia. Através deles pretende construir um itinerário narrativo da construção contemporânea do pensamento europeu.

Películas que integram o Ciclo de Cinema e Literatura: O Tambor, Guerra e Paz, Os Miseráveis, D. Quixote, O Pianista.

Depois da projecção de cada filme integrado no Ciclo, Lauro António promove uma palestra em torno da obra literária e cinematográfica em análise.

Entrada livre na Conferência e no Ciclo de Cinema e Literatura.


Org. e Info. Uma iniciativa da responsabilidade Europa Viva - Associação Europeia para a Criatividade e Solidariedade Social Tel.: 91 901 48 72 - 96 565 38 34 http://www.europaviva.eu http://blog.europaviva.org.
Uma parceria com a Reitoria da UL– Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE. Reitoria da Universidade de Lisboa Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE Alameda da Universidade, Campo Grande, 1649-004 Lisboa
Contactos Tel. 21 011 34 06; Fax: 21 796 31 51; daci@reitoria.ul.pt; http://www.ul.pt
Transportes Metro: Cidade Universitária; Autocarros: 31-32-38-68-755 (Carris);Almada – Cidade Universitária (TST); Entrecampos (Fertagus).

Teatro da Trindade reabre com Cucha Carvalheiro


por Maria João Caetano in DN 17/10/2009

O teatro lisboeta esteve fechado para obras durante quatro meses. Abre hoje, com três espectáculos que são a aposta da nova directora, a actriz e encenadora Cucha Carvalheiro.

Cuidado com os atrasos: Máquina de Somar, o espectáculo musical que Fernanda Lapa encena na reabertura do Teatro da Trindade, em Lisboa, tem estreia marcada para esta noite, quando forem 20.30. Cuidado com os atrasos. Em Lisboa, como em Londres, em Nova Iorque ou noutras cidades, já é possível ver teatro antes das nove da noite. Esta foi a primeira decisão da nova directora do teatro, Cucha Carvalheiro: "Há muito tempo que percebo, quer como actriz quer como público, que os horários do teatro em Lisboa não se coadunam com a vida que temos." Com a maioria das pessoas a morar fora da cidade e a perder tempo em transportes, "vir ao teatro às 21.30 ou às 22.00 implica perder muito tempo e ter uma grande despesa. É um acontecimento, não pode nunca ser um hábito."

Encerrado desde Maio, o Trindade esteve durante os últimos meses em requalificação. "O edifício ameaçava ruir se não houvesse uma intervenção no telhado e em todo o madeiramento", explica Cucha Carvalheiro. Para o público, o mais visível serão, além da limpeza geral que recuperou o brilho da talha dourada, a remodelação da fachada e das instalações sanitárias. O bar continuará fechado para obras até Janeiro, enquanto a renovação da plateia e do palco, apesar de necessária, terá de ficar para mais tarde.

Durante este período, Cucha Carvalheiro trabalhou intensamente com a sua equipa para pôr de pé uma programação que se quer "popular de qualidade". "Não quero ter aqui não é um teatro popularucho mas de referência para o grande público. Quero espectáculos que sejam relevantes, com temas que estejam na ordem do dia, com actores conhecidos e desconhecidos mas de qualidade."

Se a sala principal irá procurar ter esse teatro popular de qualidade de preferência com produções próprias em sessões em horário familiar, a sala estúdio continuará disponível para as vanguardas: serão espectáculos quase sempre em acolhimento ou co-produção, de criadores mais jovens e em horário tardio (21.45 ou mais). "Mas não irei fazer concessões", garante Cucha Carvalheiro.

Apesar de ter a programação do próximo ano já praticamente fechada, a directora prefere anunciar apenas o que irá acontecer até ao Natal: exposições na galeria Round the Corner; um ciclo de música ao fim da tarde em Novembro (com Aldina Duarte, Fernando Tordo e Vitorino); uma série de tertúlias também no mesmo mês; espectáculos e oficinas para os mais novos; um olhar para a lusofonia que começa já em Novembro com o espectáculo Solo Brasil, sobre a história da música popular brasileira; uma atenção maior aos autores portugueses - depois de Pessoa, haverá Gil Vicente e António José da Silva, revela Cucha Carvalheiro, levantando um pouco o véu sobre a programação de 2010.

"Sinto-me muito grata por o presidente do Inatel, Vítor Ramalho, não ter seguido o caminho mais fácil e ter convidado uma mulher para o cargo", diz Cucha Carvalheiro. "As mulheres têm sempre que trabalhar mais do que os homens para mostrar o seu valor." No Teatro da Trindade, os últimos dias têm sido de azáfama total para que hoje as portas se abram à hora certa. Pintar, limpar, arranjar. A directora não esconde a ansiedade. "Estou muito entusiasmada, só ficarei satisfeita quando daqui a uns tempos fizer o balanço."