sábado, 21 de novembro de 2009

Workshop de Dança | Circolando

in DgArtes

Workshop de Dança - Orientado por Thierry Baë As técnicas trabalhadas no workshop serão articuladas em torno da consciência e da utilização dos 3 centros:
- centro baixo (baixo ventre): enraizamento, potência e energia motriz;
- centro solar: possibilidades motoras do busto e dos braços;
- centro alto: olhar, estados, "janela da interioridade", deslocações, sequências ligadas a estas particularidades técnicas e energéticas.
O trabalho técnico poderá ser alternado com um trabalho energético em torno do Taï chi (trabalho sobre a respiração, sobre a circulação das energias no corpo, etc.):
Improvisação composta/ composição improvisada:
- exercício da consciência como suporte à improvisação dançada (improvisação composta): consciência do espaço interior, do espaço intercorporal, do espaço fora de si.
- exercício de escrita, registo o que acaba de ser improvisado (composição improvisação): alimentar a escrita da vida, estruturar-pensar o que acontece.
- Escrever, compor (o adquirido adicionado ao inato): transformar numa estrutura composta um carácter espontâneo, vivo.

Nota biográfica:
Thierry Baë começa a dançar após estudar Belas Artes, em Reims. Frequenta a Escola Marcel Marceau e continua a formação com o mimo Etienne Decroux de quem se torna assistente.
De 1986 a 1997 participa em todas as criações de Catherine Diverrès e nas criações "Canard pékinois", "L'Effet boeuf" e "Les Philosophes" de Josef Nadj. Durante o seu percurso como intérprete cria "Sans arrêt", premiado no Festival de Budapeste, em 1985, e "La Source", em 1995.
Actualmente ensina em diversas instituições em França e no estrangeiro.
Discípulo do Mestre Chu King Hung, ensina também Taï chi chuan há mais de 20 anos. Tem ainda formação em música clássica, tocando guitarra, trompete e flauta japonesa.

Nº máximo de participantes: 14
A selecção dos participantes será feita através de análise de CV.
Data limite para envio das inscrições e CV: 16 de Novembro
Desistências até 2 dias antes do início do workshop apenas dão direito a devolução de 50% do valor da inscrição. A partir dessa data não haverá qualquer tipo de devolução.

Data: 23 a 26 de Novembro
Horário: 23 a 25 das 10H às 16H30, 26 das 10H às 13H30. (Total: 20 horas).
Local: CACE Cultural do Porto (Rua do Freixo, 1071, sala 3)
Destinatários: profissionais e estudantes das artes performativas.
Preço: 100 euros Idioma: Inglês

A Circolando é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes

Local:
CACE Cultural do Porto (Rua do Freixo, 1071, sala 3)

Data de início:
23 de Novembro de 2009

Data do fim:
26 de Novembro de 2009

Concurso para Prémio Artístico para Actores de Cinema 2008 em Longas Metragens de Ficção

GDA - Fundo Cultural

A GDA, Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas, Intérpretes ou Executantes, CRL, abre concurso para Prémio Artístico para Actores de Cinema 2008 em longas metragens de ficção, seleccionados por júri. Os actores ou produtores interessados podem contactar a GDA até 30 de Novembro de 2009.

Regulamento do Concurso em www.gdaie.pt

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Morreu Mário Barradas, um dos pioneiros da descentralização cultural portuguesa

in Público 21/11/09 (actualização)

Afirmou-se no Portugal pré e pós-revolucionário, tornando-se num pioneiro da descentralização através da Cultura. Mário Barradas, encenador e fundador do Centro Dramático de Évora (Cendrev), morreu ontem em casa, em Lisboa. Tinha 78 anos. O seu corpo vai estar em câmara-ardente no Palácio Galveias até à saída do funeral, hoje, às 15h, para o cemitério do Alto de S. João.

"Temos que exultar o facto de ter sido um homem com profundas convicções e com uma grande verticalidade", referiu ontem o actual director do Cendrev, José Russo. "O exemplo do homem de teatro", sublinha Joaquim Benites, director do Festival de Teatro de Almada, para o qual Barradas estava a preparar uma encenação de Troilo e Créssida, de Shakespeare.

Militante comunista natural dos Açores, Barradas começou o seu percurso como advogado, em Moçambique. Quando decidiu mudar de carreira, fez-se aluno da Escola do Teatro Nacional de Estrasburgo, tornando-se num dos poucos portugueses, à época, a estudar teatro fora do país. Marcado pela estética do realismo e as teorias "brechtianas", chegou à direcção do Conservatório Nacional apontado por Madalena de Azeredo Perdigão durante as reformas educativas de Veiga Simão em finais da década de 1960. Um ano depois do 25 de Abril fundaria o Centro Cultural de Évora, antecessor do Cendrev, responsável, para além de inúmeras produções, pela recuperação e revitalização de um importante espólio de marionetas tradicionais do Alentejo (Bonecos de Santo Aleixo).

Presidente da Associação Técnica e Artística de Descentralização Teatral durante a década de 1980 e ligado a diversos ministérios da Cultura, nomeadamente, no período de Manuel Maria Carrilho, quando desenhou novas normas de atribuição de subsídios às artes, foi uma figura por vezes polémica, mas "sempre ao centro dos discursos": "Muitos dos seus projectos [de política cultural] desaproveitados da década de 1980 estão hoje a ser postos em prática", refere Joaquim Benites.

O actual Ministério da Cultura emitiu uma nota de pesar, em que se sublinha, para lá da figura do encenador, o papel de Barradas como director dos Serviços Culturais Gerais da Secretaria de Estado da Cultura em 1988 e no Instituto Português das Artes do Espectáculo, entre 1996 e 1998. "Contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento do teatro, em particular para a sua descentralização."

TNSJ estreia hoje «Breve Sumário da História de Deus»

in Diário Digital 20/11/09

O Teatro Nacional São João (TNSJ), no Porto, vai estrear esta sexta-feira a peça «Breve Sumário da História de Deus», de Gil Vicente, com encenação e cenografia de Nuno Carinhas.

Sobem ao palco Alberto Magassela, Alexandra Gabriel, António Durães, Daniel Pinto, Joana Carvalho, João Cardoso, João Castro, João Pedro Vaz, Jorge Mota, José Eduardo Silva, Lígia Roque, Mário Santos, Miguel Loureiro, Paulo Calatré, Paulo Freixinho, Pedro Almendra e Pedro Frias.

A peça percorre «(…) as Sagradas Escrituras, «da Queda do Homem à Ressurreição de Cristo», «cruzando a exaltação lírica e o impulso satírico», segundo o divulgado em comunicado.

O espectáculo estará patente de terça-feira a sábado, às 21:30; e aos domingos, às 16:00 horas. Com cerca de uma hora e vinte de duração, o espectáculo é dirigido a maiores de 12 anos.

Entretanto, já estão agendadas apresentações o Teatro Nacional Dona Mareia II (TNDMII), em Lisboa, de 8 a 31 de Janeiro.

Paralelamente, Nuno Carinhas programou uma série de actividades complementares. Hoje, às 18:30, é inaugurada a exposição «Vicente», da autoria de Ilda David.


Serralves ambiciona educação artística

in JN 20/11/09

A Fundação de Serralves quer que a educação artística nas escolas seja assegurada por instituições na área da cultura. A proposta já foi feita ao Ministério da Educação e aguarda apenas resposta para ser implementada já neste ano lectivo.

Detentora do maior serviço educativo português na área da cultura e com uma centena de milhar de visitantes anuais em idade escolar, Serralves pretende reforçar ainda mais as ligações ao ensino.

Se a proposta apresentada ao ministério agora liderado por Isabel Alçada for por diante, os alunos poderão cumprir parte substancial do programa artístico curricular directamente em museus, teatros ou salas de espectáculos.

"Em vez de o Estado criar em cada escola sistemas muito complexos, o essencial da educação e da sensibilização artísticas seria feito nas instituições", revelou ao JN o presidente do conselho de administração da Fundação de Serralves, Gomes de Pinho.

Para o responsável, "faria muito mais sentido" se as escolas se libertassem dessa função, além de que "seria uma forma estimulante de dar uma nova componente artística ao sistema de ensino, reconhecidamente uma das suas maiores lacunas".

O primeiro passo para a implementação do projecto é uma experiência-piloto no domínio das artes plásticas circunscrita para já às escolas com as quais Serralves tem trabalhado.

Em caso de resposta favorável, o projecto poderá avançar de imediato, primeiro a uma escala reduzida e a médio prazo chegando a todo o país.

"Grande parte dos jovens que venham a ser abrangidos por esse projecto já visitam Serralves e participam em actividades regulares. No entanto, o impacto seria outro se os alunos soubessem que a visita está integrada no seu currículo académico", afirma.

O presidente da Fundação de Serralves diz ainda encontrar um aliado forte na implementação deste projecto na existência de uma rede de infra-estruturas culturais que já cobre parte substancial do país.

"A ideia é generalizar, transformar isto num plano nacional e integrar tudo nos currículos", sintetiza Gomes de Pinho.

A favor deste projecto encontram-se "os custos reduzidos" a ele associados e a larga experiência nesta área de Serralves. Com cinco formadores fixos e uma equipa de monitores em regime de "outsourcing" que envolve meia centena de elementos, a instituição mentora desta ideia não dedica o seu serviço educativo apenas aos alunos do primeiro e segundo ciclos.

Prova disso mesmo são os protocolos com estabelecimentos do ensino superior, como a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, mediante os quais "os alunos, ao frequentarem determinados ciclos de conferências, podem realizar créditos", concretiza Gomes de Pinho.

Embora mais vocacionado para a educação em torno das artes, o leque de propostas abrange também áreas científicas e ambientais. Do rol de actividades habitualmente promovidas pelo serviço educativo de Serralves fazem parte projectos como as férias escolares, oficinas temáticas, aprender on-line, visitas orientadas e Festa do Ambiente.


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Morreu o encenador Mário Barradas

in DN 19/11/09

O encenador Mário Barradas, um dos fundadores do Centro Dramático de Évora (CENDREV), morreu hoje de manhã na sua casa em Lisboa, aos 78 anos, disse à agência Lusa fonte da companhia profisssional de teatro alentejana.

O corpo vai estar em câmara ardente no Palácio Galveias, em Lisboa, estando o funeral marcado para sexta-feira, às 15:00, para o cemitério do Alto de S. João.

Mário Barradas fundou em 1975 o Centro Cultural de Évora, antecessor do CENDREV, com sede no centenário Teatro Garcia de Resende.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"É obrigação fundamental do Estado apoiar os artistas"

In Público 18/11/09

A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, considerou hoje uma “obrigação fundamental do Estado português apoiar os artistas”, na inauguração IX Feira ARTE Lisboa, a mais importante mostra de arte contemporânea do país.

Inquirida sobre a presença de 31 galerias espanholas no certame, a par de 33 portuguesas e mais três estrangeiras (de Cuba, Coreia e Hungria), a ministra declarou: “É com muito gosto [que vejo a presença espanhola nesta ARTE Lisboa] e só espero é que um dia possamos estar em igual percentagem em Espanha, com as nossas galerias e com os nossos artistas”.

Nesse contexto, Gabriela Canavilhas indicou que cabe ao Estado apoiar os artistas nacionais e, “sobretudo, criar condições para a produção, para a criatividade”. O Estado deve apoiar também as galerias, que classificou como “um meio indispensável para a afirmação dos artistas”.

“No entanto - sublinhou - a minha preocupação é sobretudo com os autores, os artistas, e temos de encontrar formas de tornar a Feira de Lisboa atractiva quer para os nossos artistas, quer para as nossas galerias, quer para galerias internacionais e ser uma referência”. “Isto é um trabalho que leva anos e acho que não podemos perder mais tempo! Temos de ser criativos e, em conjunto com as galerias e com a Associação Industrial Portuguesa (AIP), encontrar uma forma de tornar esta feira realmente atractiva, quer para os nossos, quer para os de fora”, insistiu.

A Feira ARTE Lisboa, a mais importante mostra de arte contemporânea realizada em Portugal, abriu hoje no Parque das Nações, com 67 galerias e um aumento significativo da representação espanhola.

Organizado pela Associação Industrial Portuguesa/Feira Internacional de Lisboa (AIP/FIL), o certame visa divulgar a arte contemporânea nacional e internacional junto do público comprador e assume-se ainda como ponto de encontro de artistas, coleccionadores, críticos e outros agentes do meio artístico.

A IX ARTE Lisboa, que decorre até 23 de Novembro, contempla ainda um programa paralelo dirigido a coleccionadores, galeristas, comissários e correspondentes da imprensa internacional, com visitas e encontros de interesse cultural, a locais como o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, o Museu Berardo e a recém-inaugurada Casa das Histórias de Paula Rego.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

'Facas nas Galinhas' pelos Aloés

in DN 11/11/09

Numa aldeia, a jovem mulher do lavrador Pónei William procura a sua identidade: saber quem é e para onde vai, qual o seu destino. Pelo menos para que serve. Este é o ponto de partida de Facas nas Galinhas, o texto do dramaturgo escocês David Harrower que nos foi revelado pelos Artistas Unidos em 2000 (encenação de Jorge Silva Melo) e que agora é retomado pelo Teatro dos Aloés, com tradução de Paulo Eduardo Carvalho. O espectáculo encenado por José Peixoto estreia-se hoje nos Recreios da Amadora e conta com as interpretações de Carla Galvão, Jorge Silva e Luís Barros. Uma mulher entre dois homens e muitas dúvidas. Facas nas Galinhas fica em cena até dia 29 deste mês.

'Ana' e o fim da ficção no CCB

in DN 13/11/09

Artistas Unidos estreiam peça de José Maria Vieira Mendes. 'Ana' fica em cena até dia 22

Ana é uma peça sobre o tempo escrita por José Maria Vieira Mendes para os Artistas Unidos, uma história contada na primeira pessoa, que gira em torno de quatro personagens de contornos incertos. É "uma peça de câmara para elenco pequeno", que "requer uma grande intimidade entre os actores e espectadores" , explica o encenador, Jorge Silva Melo. Ana estreia -se hoje, no Centro Cultural de Belém, Lisboa, onde estará em cena até dia 22, seguindo no dia 26 para o Teatro Municipal de Almada.

A narrativa decorre ao longo de três dias - três tempos diferentes, não se sabe qual vem antes, qual depois. "Uma mulher, Ana, e um homem, Paulo, em casa, num dia de descanso. Ela resolve fazer um chá que o acalme, mas quando volta a entrar encontrará já outro homem, um que vem de trás, de outro tempo", lê-se na sinopse.

"É um texto sobre o tempo e sobre o fim da ficção, como se pudéssemos substituir a palavra 'Ana' por 'ficção', e claramente, para mim, este foi o texto de final de um processo de escrita, um texto que fala da impossibilidade da ficção, ou que explora a ficção até um ponto em que ela se desfaz e se fecha a si própria e diz que não quer ser mais escrita", explica Vieira Mendes. "Podemos brincar com as expectativas do público relativamente ao tempo e baralhá-lo com uma facilidade que a vida não permite", acrescenta o autor. Os actores Sylvie Rocha, Pedro Lacerda, António Simão e Rita Brutt estarão em palco a interpretar as personagens de Ana, cuja vida não é uma só, "podem ser muitas".

Antes da dívida temos direitos!

Lançamento de petição à Assembleia da República pelos direitos dos trabalhadores a recibos verdes nas contribuições à Segurança Social

É preciso agir perante as injustiças que a precariedade nos impõe. Foi isso que levou estes 4 movimentos - APRE! (Activistas Precários), FERVE (Fartos/as d'Estes Recibos Verdes), Plataforma dos Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual e Precários Inflexíveis - a juntarem-se para promover uma petição à Assembleia da República, que reunirá milhares de assinaturas para combater as injustiças nas contribuições para a Segurança Social dos trabalhadores e trabalhadoras a recibo verde.

A maioria dos recibos verdes são falsas prestações de serviços. São 900 mil pessoas que deveriam ter um contrato de trabalho e que assim ficam sem direitos básicos: protecção no desemprego, enquadramento legal dos tempos de trabalho ou períodos de descanso, férias pagas, “subsídio de férias” e “subsídio de Natal”, estando ainda quase sempre impossibilitadas de usufruir dos seus direitos em situação de doença ou parentalidade.

Sujeitos à ilegalidade dos falsos recibos verdes, quase sempre com baixos salários, contribuem para a Segurança Social, mas quase sem contrapartidas. Os patrões, que obrigam todas estas pessoas a trabalhar sem o contrato de trabalho a que têm direito, exploram e lavam as mãos.

É assim que muitos destes trabalhadores se vêem impossibilitados de cumprir as suas prestações para a Segurança Social. Com baixos salários, sem direitos e deixados sozinhos nesta responsabilidade, milhares de pessoas estão a acumular uma dívida injusta, enquanto os patrões infractores continuam alegremente uma das maiores fraudes sociais do país.

Porque queremos defender a Segurança Social para todos,

Porque não podemos aceitar a imposição duma dívida injusta, sem que os empregadores cumpram as suas responsabilidades,

Apelamos à tua participação nesta iniciativa e convidamos-te para a festa de lançamento da petição à Assembleia da República para exigir a reposição dos direitos nas contribuições para a Segurança Social dos trabalhadores e trabalhadoras a recibos verdes!

Espaço Interpress :: Rua Luz Soriano, 67 (Bairro Alto, Lisboa) :: metro Baixa / Chiado ::

próxima 6ª feira, dia 20 de Novembro :: a partir das 21h30

Lançamento da petição :: Música :: Convívio :: Bancas :: Exposições :: DJ Nuno Lopes e DJ Mute :: VJ Zekanz

Aparece e divulga!

Quem quiser ajudar na construção do evento, podem aparecer todos os dias esta semana a partir das 20h no espaço da interpress. Há materiais de divulgação para distribuir e colar, o espaço para decorar, etc. Podem vir a partir de hoje mesmo!

Para mais informações, vá a www.antesdadividatemosdireitos.blogspot.com
ou escreve mail para antesdadividatemosdireitos@gmail.com