in JN 04/01/10
Orçamento para museus e palácios nacionais é ainda uma incógnita
Os museus e os palácios nacionais têm como grande desafio para este ano a resolução de dois problemas: reduzidos recursos financeiros e humanos, que há anos consecutivos os afectam, limitando as programações, e a exigência de novas formas de gestão.
São os guardiães do património do país. Os museus e palácios conservam e exibem as colecções públicas de arte antiga e contemporânea, uma actividade que se tornou mais complexa nos últimos anos, em que têm tido de lidar com uma identidade em mudança, segundo os especialistas.
De acordo com a Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Museus (ICOM-PT), inquéritos realizados em 1999 e 2003 mostram que quase triplicou o número de espaços museológicos em Portugal que já obedecem a critérios mais exigentes.
Em 2008, na revista "Museologias.pt", Manuel Bairrão Oleiro, então director do Instituto dos Museus e Conservação (IMC), defendia a possibilidade de os museus nacionais serem financeiramente apoiados pelo Estado, de forma continuada, mas geridos de acordo com regras de gestão privada, convicto de que esta solução "seria aquela que melhores garantias de êxito poderia trazer aos museus públicos".
João Neto, presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), rejeita esta posição, e considera que "os privados não são melhores do que os públicos".
Mas defende, como prioridade para este ano, que "os recursos humanos dos museus devem receber formação especializada em gestão e direcção" destes organismos.
Defende também a criação do Conselho Nacional de Cultura, que integra uma sessão dedicada aos museus, "uma promessa nunca realizada".
Esta também é uma das medidas fundamentais e mais urgentes defendidas recentemente num documento enviado à tutela pela direcção do ICOM-PT, que vaticina "tempos muito difíceis no mundo dos museus".
O orçamento para os museus e palácios nacionais deste ano é ainda uma incógnita, mas a tutela, liderada pela ministra Gabriela Canavilhas, já reiterou o avanço da construção do novo Museu dos Coches em Belém, em Lisboa, e anunciou também a reabilitação do Museu de Arte Popular, também na capital, envolto em polémica no ano passado.
Orçamento para museus e palácios nacionais é ainda uma incógnita
Os museus e os palácios nacionais têm como grande desafio para este ano a resolução de dois problemas: reduzidos recursos financeiros e humanos, que há anos consecutivos os afectam, limitando as programações, e a exigência de novas formas de gestão.
São os guardiães do património do país. Os museus e palácios conservam e exibem as colecções públicas de arte antiga e contemporânea, uma actividade que se tornou mais complexa nos últimos anos, em que têm tido de lidar com uma identidade em mudança, segundo os especialistas.
De acordo com a Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Museus (ICOM-PT), inquéritos realizados em 1999 e 2003 mostram que quase triplicou o número de espaços museológicos em Portugal que já obedecem a critérios mais exigentes.
Em 2008, na revista "Museologias.pt", Manuel Bairrão Oleiro, então director do Instituto dos Museus e Conservação (IMC), defendia a possibilidade de os museus nacionais serem financeiramente apoiados pelo Estado, de forma continuada, mas geridos de acordo com regras de gestão privada, convicto de que esta solução "seria aquela que melhores garantias de êxito poderia trazer aos museus públicos".
João Neto, presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), rejeita esta posição, e considera que "os privados não são melhores do que os públicos".
Mas defende, como prioridade para este ano, que "os recursos humanos dos museus devem receber formação especializada em gestão e direcção" destes organismos.
Defende também a criação do Conselho Nacional de Cultura, que integra uma sessão dedicada aos museus, "uma promessa nunca realizada".
Esta também é uma das medidas fundamentais e mais urgentes defendidas recentemente num documento enviado à tutela pela direcção do ICOM-PT, que vaticina "tempos muito difíceis no mundo dos museus".
O orçamento para os museus e palácios nacionais deste ano é ainda uma incógnita, mas a tutela, liderada pela ministra Gabriela Canavilhas, já reiterou o avanço da construção do novo Museu dos Coches em Belém, em Lisboa, e anunciou também a reabilitação do Museu de Arte Popular, também na capital, envolto em polémica no ano passado.