quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Audiovisual será um dos maiores desafios da tutela

Na tomada de posse de treze dirigentes, Gabriela Canavilhas divulgou as principais linhas de actuação do Ministério da Cultura

A ministra da Cultura disse ontem que os desafios mais importantes do ministério que tutela se prendem com o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) "por envolverem meios mais avultados e revisões normativas".

Apesar de considerar o sector do cinema e audiovisual "uma das linguagens artísticas mais importantes do nosso tempo" e reconhecendo que "necessita de mais investimentos para se desenvolver", Gabriela Canavilhas preconizou a necessidade de encarar esta questão com "coragem e determinação com vista a encarar estratégias eficazes que permitam uma melhor rentabilização do investimento que já é feito no sector".

"A indispensável busca de novos mecanismos de financiamento deve ser feita em paralelo com uma avaliação séria e criteriosa sobre a estratégia que está em vigor, procurando-se apurar e melhorar os investimentos", sublinhou a ministra, que falava na cerimónia de posse dos novos dirigentes de organismos do Ministério da Cultura. Gabriela Canavilhas admitiu, contudo, que falta investimento no cinema e no audiovisual, que necessita também de "uma análise desassombrada e corajosa" que contribua para a "revitalização do sector".

A criação de um Observatório do Património, dentro de um a dois anos, e a entrada em vigor, durante este ano, da primeira fase do programa E@autêntico, que permitirá desmaterializar o processo de autenticação e certificação de conteúdos culturais, são algumas das políticas culturais a desenvolver nesta legislatura.

Para a ministra, a gestão dos museus portugueses exige "perfis consentâneos com o tempo em que vivemos" que aliem o conhecimento científico à prática de modelos modernos e participados. Outra das prioridades, segundo a ministra, é a elaboração da lei das bibliotecas, um normativo "há muito desejado e nunca concretizado". Nesse sentido, defendeu que o Museu de Arte Popular "poderá ser um estimulante ensaio de modernidade de gestão".

A ministra deu ontem posse, no Palácio da Ajuda, a treze novos dirigentes de organismos dependentes do Ministério, que se encontravam todos em funções interinas. Entre os empossados con- tam-se o director do Instituto dos Museus e Conservação (IMC), da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, do Instituto de Gestão do património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) e o Inspector-Geral das Actividades Culturais e directores regionais de Cultura. A nova directora da Cinemateca Portuguesa, Maria João Seixas, só tomará posse no final deste mês, segundo disse à Lusa fonte da assessoria de imprensa do Ministério.