in Público 11/01/10
Criar uma rede efectiva de colaborações com outras instituições, tanto a nível local, como nacional e internacional: segundo Helena Barranha, a nova directora do Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, esta é uma das medidas que deverá contribuir “para ultrapassar as actuais dificuldades do museu”.
Sem entrar em pormenores sobre o projecto que apresentou em Agosto último a concurso público e que a tornou na sucessora de Pedro Lapa, director da última década, Barranha, de 38 anos, que tem a programação de 2010 ainda à espera de aprovação pelo Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), sublinhou que “a colaboração mais regular, visível e criativa com outras instituições”, nomeadamente instituições da zona da Baixa/Chiado, que a Câmara Municipal de Lisboa pretende revitalizar, é “um dos grandes objectivos” do seu mandato de três anos, mandato durante o qual começará, eventualmente, a preparar o museu para o período de transição correspondente às há muito aguardadas obras de ampliação e requalificação do espaço.
Precisamente, foi um dos aspectos que pesou na sua candidatura, avaliada por um júri constituído por Clara Camacho, vice-directora do IMC, Elísio Summavielle, na altura presidente do Igespar, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, e Raquel Henriques da Silva, historiadora de arte e primeira directora do museu (1994-1998) na sua reabertura após o incêndio do Chiado.
Barranha, que é um nome praticamente desconhecido no terreno extra-académico, nomeadamente nos circuitos da curadoria ou da publicação sobre arte, licenciou-se em arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa – fez, posteriormente, um mestrado em gestão cultural, sendo doutorada pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto com uma tese intitulada “Museus de Arte Contemporânea em Portugal – Da Intervenção Urbana ao Desenho do Espaço Expositivo” para a qual desenvolveu um estudo de caso sobre o Museu do Chiado.
Mantendo-se no quadro das medidas mais expectáveis para o museu – “dar continuidade às colecções de arte moderna e contemporânea”, promover o estudo destas (eventualmente em parcerias com as universidades), estruturar o museu como um pólo dinamizador... – Barranha disse também ontem estar consciente das dificuldades históricas desta instituição, cronicamente sub-financiada (em 2009 o orçamento para actividades foi de 35 mil euros). Comprometeu-se, assim, a “reunir apoios no sector público e privado”, mas apelou, também, aos responsáveis do IMC presentes na cerimónia para “a necessidade de se repensar o investimento do Estado na arte contemporânea”, nomeadamente no Museu do Chiado, que deveria ter “recursos adequados à sua missão e objectivos”.
Criar uma rede efectiva de colaborações com outras instituições, tanto a nível local, como nacional e internacional: segundo Helena Barranha, a nova directora do Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, esta é uma das medidas que deverá contribuir “para ultrapassar as actuais dificuldades do museu”.
Sem entrar em pormenores sobre o projecto que apresentou em Agosto último a concurso público e que a tornou na sucessora de Pedro Lapa, director da última década, Barranha, de 38 anos, que tem a programação de 2010 ainda à espera de aprovação pelo Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), sublinhou que “a colaboração mais regular, visível e criativa com outras instituições”, nomeadamente instituições da zona da Baixa/Chiado, que a Câmara Municipal de Lisboa pretende revitalizar, é “um dos grandes objectivos” do seu mandato de três anos, mandato durante o qual começará, eventualmente, a preparar o museu para o período de transição correspondente às há muito aguardadas obras de ampliação e requalificação do espaço.
Precisamente, foi um dos aspectos que pesou na sua candidatura, avaliada por um júri constituído por Clara Camacho, vice-directora do IMC, Elísio Summavielle, na altura presidente do Igespar, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, e Raquel Henriques da Silva, historiadora de arte e primeira directora do museu (1994-1998) na sua reabertura após o incêndio do Chiado.
Barranha, que é um nome praticamente desconhecido no terreno extra-académico, nomeadamente nos circuitos da curadoria ou da publicação sobre arte, licenciou-se em arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa – fez, posteriormente, um mestrado em gestão cultural, sendo doutorada pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto com uma tese intitulada “Museus de Arte Contemporânea em Portugal – Da Intervenção Urbana ao Desenho do Espaço Expositivo” para a qual desenvolveu um estudo de caso sobre o Museu do Chiado.
Mantendo-se no quadro das medidas mais expectáveis para o museu – “dar continuidade às colecções de arte moderna e contemporânea”, promover o estudo destas (eventualmente em parcerias com as universidades), estruturar o museu como um pólo dinamizador... – Barranha disse também ontem estar consciente das dificuldades históricas desta instituição, cronicamente sub-financiada (em 2009 o orçamento para actividades foi de 35 mil euros). Comprometeu-se, assim, a “reunir apoios no sector público e privado”, mas apelou, também, aos responsáveis do IMC presentes na cerimónia para “a necessidade de se repensar o investimento do Estado na arte contemporânea”, nomeadamente no Museu do Chiado, que deveria ter “recursos adequados à sua missão e objectivos”.