quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"É obrigação fundamental do Estado apoiar os artistas"

In Público 18/11/09

A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, considerou hoje uma “obrigação fundamental do Estado português apoiar os artistas”, na inauguração IX Feira ARTE Lisboa, a mais importante mostra de arte contemporânea do país.

Inquirida sobre a presença de 31 galerias espanholas no certame, a par de 33 portuguesas e mais três estrangeiras (de Cuba, Coreia e Hungria), a ministra declarou: “É com muito gosto [que vejo a presença espanhola nesta ARTE Lisboa] e só espero é que um dia possamos estar em igual percentagem em Espanha, com as nossas galerias e com os nossos artistas”.

Nesse contexto, Gabriela Canavilhas indicou que cabe ao Estado apoiar os artistas nacionais e, “sobretudo, criar condições para a produção, para a criatividade”. O Estado deve apoiar também as galerias, que classificou como “um meio indispensável para a afirmação dos artistas”.

“No entanto - sublinhou - a minha preocupação é sobretudo com os autores, os artistas, e temos de encontrar formas de tornar a Feira de Lisboa atractiva quer para os nossos artistas, quer para as nossas galerias, quer para galerias internacionais e ser uma referência”. “Isto é um trabalho que leva anos e acho que não podemos perder mais tempo! Temos de ser criativos e, em conjunto com as galerias e com a Associação Industrial Portuguesa (AIP), encontrar uma forma de tornar esta feira realmente atractiva, quer para os nossos, quer para os de fora”, insistiu.

A Feira ARTE Lisboa, a mais importante mostra de arte contemporânea realizada em Portugal, abriu hoje no Parque das Nações, com 67 galerias e um aumento significativo da representação espanhola.

Organizado pela Associação Industrial Portuguesa/Feira Internacional de Lisboa (AIP/FIL), o certame visa divulgar a arte contemporânea nacional e internacional junto do público comprador e assume-se ainda como ponto de encontro de artistas, coleccionadores, críticos e outros agentes do meio artístico.

A IX ARTE Lisboa, que decorre até 23 de Novembro, contempla ainda um programa paralelo dirigido a coleccionadores, galeristas, comissários e correspondentes da imprensa internacional, com visitas e encontros de interesse cultural, a locais como o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, o Museu Berardo e a recém-inaugurada Casa das Histórias de Paula Rego.