terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

«Elizabeth e as Águas Verdes do Pacífico» estreia dia 9

in Diário Digital 02/02/10

«Elizabeth e as Águas Verdes do Pacífico», de Philippe Minyana e Nuno Gervásio, vai estrear no próximo dia 9, pelas 21:30, no Instituto Franco-Português, em Lisboa. A peça ficará em cena até dia 21, de quarta a sábado, sempre no mesmo horário.

A obra, uma junção de dois monólogos, conta a história de duas mulheres, «tipicamente portuguesas, nascidas sob o fatalismo que assombra esta cultura», que lutam contra o conformismo, confundindo, «sem se questionar, o que elas são e o que as rodeia», avança a produção.

A Mãe, que em tempos sonhou, mas perdeu a capacidade de sonhar, tem uma vida oca, «longe de se parecer com os artidos das revistas cor-de-rosa que ela lê e analisa». E Elizabeth, que sonha com a coroa de Miss, arquitecta planos no seu quarto para poder evadir-se. «Enquanto a Mãe já não espera que nada mude, Elizabeth traz em si um laivo de frescura que nos faz desejar que todos os seus projectos se croncretizem», continua o comunicado.

«É a palavra em fusão, um emaranhado de questões existenciais subtis, escondidas na futilidade das histórias contadas, numa urgência extremamente forte, quase vital. (…) Duas histórias humanas, reais, que se completam. Um retrato fiel de uma sociedade, de duas gerações. Uma luta contra o deixe-se estar, a outra é uma ode aos sonhos e à esperança», ressalva a produção, da Royal Teatro Live.

Com encenação de Luísa Ortigoso, a peça «é sobre a vida humana como matéria-prima do teatro». Protagonizada por Maria Eduarda Dias, também responsável pela tradução e adaptação, «Elizabeth e as Águas Verdes do Pacífico» pretende levar o público a criar opiniões e consciência, assim como a reconhecer-se no que se passa em cena. «Estas duas personagens são parte de nós, são família, são vizinhas», diz a sinopse.

Com o apoio do Instituto Franco-Português e do Centro Nacional de Cultura, a peça conta ainda com figurinos de Ana Brum, sendo que o desenho de luz é da responsabilidade de Vasco Letria.