in Diário Digital 07/02/10
Cortes na programação e suspensão da internacionalização do Teatro Nacional São João são algumas das consequências resultantes do valor da indemnização compensatória prevista no Orçamento do Estado para 2010, alertou a presidente do conselho de administração.
Francisca Carneiro Fernandes disse à Lusa que apesar de ter «esperança» que esta questão da indemnização compensatória se subverta, tudo indica que aquilo que o Teatro Nacional São João (TNSJ) irá receber pelo Orçamento do Estado para 2010 seja igual ao valor do ano passado (que já se repete desde 2007): 4,9 milhões de euros.
«Isto representa estar a gerir e a programar numa situação de subfinanciamento completo, ou seja, o montante de orçamento - a que acrescem as receitas próprias que conseguimos angariar e o mecenato - não é suficiente para as despesas mínimas e para o serviço público que gostaríamos e estamos obrigados a prestar», explicou a presidente do conselho de administração.
O facto do TNSJ ter acolhido, ao longo dos anos, mais estruturas - neste momento são quatro edifícios, entre os quais o próprio São João, o Teatro Carlos Alberto, o Mosteiro de São Bento da Vitória e um quarto espaço para adereços e figurinos - e ter um valor de orçamento equivalente àquele que tinha quando era apenas uma casa faz com «haja bastante menos dinheiro para programar e para promover o que se está a programar».
«Não há cortes, o que não há é o crescimento do orçamento correspondente ao crescimento de estruturas e ao mérito que eu acho que é reconhecido relativamente a nós», afirmou a responsável.
Para Francisca Carneiro Fernandes os cortes programáticos que o director artístico, Nuno Carinhas, se viu obrigado a fazer e o facto da internacionalização estar praticamente cancelada, «é um retrocesso sério, que tem consequências sérias», não sabendo a responsável se depois será possível «recuperar os passos para trás».
Cortes na programação e suspensão da internacionalização do Teatro Nacional São João são algumas das consequências resultantes do valor da indemnização compensatória prevista no Orçamento do Estado para 2010, alertou a presidente do conselho de administração.
Francisca Carneiro Fernandes disse à Lusa que apesar de ter «esperança» que esta questão da indemnização compensatória se subverta, tudo indica que aquilo que o Teatro Nacional São João (TNSJ) irá receber pelo Orçamento do Estado para 2010 seja igual ao valor do ano passado (que já se repete desde 2007): 4,9 milhões de euros.
«Isto representa estar a gerir e a programar numa situação de subfinanciamento completo, ou seja, o montante de orçamento - a que acrescem as receitas próprias que conseguimos angariar e o mecenato - não é suficiente para as despesas mínimas e para o serviço público que gostaríamos e estamos obrigados a prestar», explicou a presidente do conselho de administração.
O facto do TNSJ ter acolhido, ao longo dos anos, mais estruturas - neste momento são quatro edifícios, entre os quais o próprio São João, o Teatro Carlos Alberto, o Mosteiro de São Bento da Vitória e um quarto espaço para adereços e figurinos - e ter um valor de orçamento equivalente àquele que tinha quando era apenas uma casa faz com «haja bastante menos dinheiro para programar e para promover o que se está a programar».
«Não há cortes, o que não há é o crescimento do orçamento correspondente ao crescimento de estruturas e ao mérito que eu acho que é reconhecido relativamente a nós», afirmou a responsável.
Para Francisca Carneiro Fernandes os cortes programáticos que o director artístico, Nuno Carinhas, se viu obrigado a fazer e o facto da internacionalização estar praticamente cancelada, «é um retrocesso sério, que tem consequências sérias», não sabendo a responsável se depois será possível «recuperar os passos para trás».